Preço do milho registra queda e comerciantes esperam melhora

 

Fonte: Tribuna do Norte

Junho teve início e um dos principais ingredientes da época, o milho, chega à mesa das famílias para as celebrações típicas do mês. Em um ano, o preço médio da espiga de milho verde vendido em Natal caiu R$ 0,33. A informação é do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal (Procon/Natal), que percorreu feiras, supermercados e mercadinhos localizados nas quatro zonas da capital.

A espiga do milho verde vendida no comércio de Natal este ano teve o preço médio encontrado pela pesquisa de R$ 0,71, segundo o Procon/Natal.  Já nas  feiras livres o preço médio foi de R$ 0,53, nos mercadinhos o preço médio encontrado foi de R$ 1,38 e nos hipermercados e  supermercados o valor médio encontrado foi de R$ 1,32. 

De acordo com o Procon, para chegar ao preço médio encontrado da espiga de milho nos hipermercados e mercadinhos, o instituto faz a divisão da bandeja de três ou cinco unidades, uma vez que é dessa forma que esse produto é comercializado nesses estabelecimentos. Apenas em alguns esse produto é vendido na espiga com palha, é o que justifica o preço mais elevado entre os demais lugares pesquisados.

Nas feiras livres, pontos de vendas e canteiros os consumidores encontra esse produto sendo vendido na forma tradicional e em quantidade como o cento, e a mão com cinquenta unidades. Os preços médios encontrados esse ano para o cento e mão foram de R$ 49,16 e R$ 24,71 respectivamente. Nas feiras, por sua vez, os preços médios foram R$ 48,21 para o cento e R$ 24,24 na mão, nos canteiro e pontos de venda o preço médio encontrado foi de R$ 49,96 e R$ 25,08 respectivamente.

A pesquisa encontrou o maior preço do milho sendo vendido a R$ 1,00 e o menor R$ 0,40, nas feiras e nos pontos de venda na primeira semana. Na segunda semana o maior preço  encontrado foi de R$ 0,70 e o menor a R$ 0,30, tanto nas feiras como nos pontos de vendas. Em média o preço da primeira semana foi de R$ 0,72 e na segunda a média encontrada foi de R$ 0,70. De acordo com o Procon, os valores representam uma variação de 2,98% de uma semana para outra. 

Cozido, assado ou utilizado em comidas típicas como canjica e pamonha, o milho integra a lista de ingredientes mais utilizados durante o mês. A tradicional Feira do Milho, organizada pela Central da Agricultura Familiar está aberta desde 5 de junho na Central, localizada na esquina da rua Jaguarari com a avenida Capitão-Mor Gouveia, em Natal. No local, os comerciantes reclamam da baixa procura por consumidores.

Na barraquinha de Ivan Batista, 28 anos, localizada na Cecafes, o movimento de clientes era baixo na tarde desta terça-feira (18). Trabalhando desde os 16 anos como vendedor de milho, o comerciante reclamou da baixa procura nas duas primeiras semanas de junho. A expectativa é de que a partir desta quarta-feira (19), o movimento melhore. “O meu sustento é disso, espero que chegando mais perto do São João as coisas melhorem para nós”, disse Ivan. 

No local, o preço médio da espiga custa R$ 0,50, mil espigas custam R$ 350,00 e 100 espigas custam em média R$ 50,00. A Cecafes é abastecida todos os dias com milhos vindos de diversas regiões do Rio Grande do Norte. Cidades como Touros, Assu e Pedro Velho estão entre as principais fornecedoras. 

A qualidade do milho comercializada este ano é alvo de reclamações pela vendedora Francineide Cavalcanti, 39 anos, que comercializa iguarias juninas como pamonha e canjica, de porta em porta. Para ela, o milho está menos maduro, fator que compromete a qualidade das comidas típicas. “É uma dificuldade encontrar milho que preste para fazer pratos juninos, demoro muito tempo porque a oferta está ruim”, alegou. 

Serviço 
CECAFES – Central de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária
Endereço: R. Jaguarari, 2454 – Lagoa Nova, Natal – RN, 59062-500
Abre às 6h
NúmerosR$ 0,50 é o preço médio da espiga de milho na Feira do Milho, na Cecafes.
R$ 1,38 foi o preço registrado pelo Procon em mercadinhos de bairro da cidade durante pesquisa.

Analfabetismo entre potiguares com mais de 15 anos é quase o dobro da média nacional

 

Fonte: G1 RN

O Rio Grande do Norte registrou queda da porcentagem de analfabetismo entre a população com mais de 15 anos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018, divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, o índice potiguar é quase o dobro da média nacional.

Conforme a pesquisa, em 2016 o estado tinha 14,7% de analfabetos, entre as pessoas com 15 anos ou mais. No ano passado, essa porcentagem caiu para 12,9%. Apesar dessa redução, a situação do estado é muito grave, se comparada ao restante do país. A média de analfabetismo nessa faixa etária foi de 6,8% no país.

No caso da população potiguar com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é de 34,8%, enquanto a média nacional para essa faixa etária é de 18,6%.

Se comparado aos demais estados nordestinos, o estado não está em uma situação muito diferente. A menor taxa de analfabetismo da região é de Pernambuco, com 11,9% na população com 15 anos ou mais, ou 30,2% na população com mais de 60 anos.

Porém os índices da região são bem piores do que no restante do país. Na região Sul, por exemplo, Santa Catarina tem 2,5% de analfabetos entre as pessoas com mais de 15 anos e 8,2% entre idosos. Estados do Sudeste, do Centro-Oeste e do Norte do país também apresentam índices melhores.

Gêneros e etnias

A situação é mais grave quando comparadas as diferenças entre gêneros. A população masculina do estado, com mais de 15 anos, tem um percentual 14,6% de analfabetismo. No caso das mulheres nessa mesma faixa etária é de 11,3%.

Na população com 60 anos ou mais, 41,2% dos homens são analfabetos, conforme a pesquisa. No caso das mulheres, a porcentagem é de 30,5%.

Ao mesmo tempo, enquanto a população potiguar preta e parda com mais 15 anos tem um percentual de 14,7% de analfabetos, a taxa é de apenas 9,8% entre os brancos.

Quanto ao grupo com 60 anos ou mais, 39,6% dos pretos e pardos são analfabetos, enquanto no caso dos brancos, são 27,1%.

Pesquisa

Ainda de acordo com a pesquisa, quase 60% dos potiguares com mais de 25 anos de idade não terminaram a educação básica obrigatória. Apenas 41,2% da população nessa faixa etária concluíu o Ensino Médio. Embora baixo, o índice é melhor que em 2016, quando somente 39,3% tinha alcançado o diploma do segundo grau.

Eólica investirá R$ 2,4 bilhões no RN

 

Fonte: Tribuna do Norte

A desenvolvedora de projetos de energia Casa dos Ventos investirá cerca de R$ 2,4 bilhões em um complexo de geração eólica no Rio Grande do Norte, que ainda poderá ter a capacidade quase duplicada no futuro. “O recurso eólico em Rio do Vento (no RN) está entre os melhores do mundo”, afirma Lucas Araripe, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos. “Tem vento constante, de velocidade, alta densidade e com desvio padrão muito baixo: quando junta-se esse vento excepcional com a grande escala do projeto, chega-se a um custo de geração de energia muito baixo.”

Empresa deverá abrir parte da geração de energia elétrica a partir dos ventos para venda no mercado livre de eletricidade no Brasil

Empresa deverá abrir parte da geração de energia elétrica a partir dos ventos para venda no mercado livre de eletricidade no Brasil
O empreendimento terá potência instalada de 445 megawatts, com equipamentos da dinamarquesa Vestas, que fornecerá 106 turbinas ao complexo. O valor do contrato não foi divulgado. Os suportes do motor serão produzidos na fábrica da Vestas no Ceará, enquanto que as pás e torres também serão produzidas localmente, de acordo com as regras do Finame II do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo Araripe, cerca de 5% da produção já foi vendida em leilão realizado pelo governo brasileiro no ano passado, enquanto o restante será oferecida a consumidores no chamado mercado livre de eletricidade, no qual grandes empresas podem negociar diretamente seu suprimento. “Trabalhamos agora para vender essa energia”, afirmou. “Estamos conversando com grandes consumidores.”

A empresa irá agora buscar financiamentos junto ao BNDES e ao Banco do Nordeste (BNB) para o empreendimento, que tem operação prevista para o segundo semestre de 2021. Também não estão descartadas emissões de debêntures para levantar recursos.

O complexo eólico de Rio do Vento é dividido em diversas usinas, e eventualmente os interessados poderão fechar contratos que incluam uma opção de compra futura de uma ou mais unidades do parque.

Ao se tornar sócios do projeto, os clientes podem ter acesso à energia por custos menores, afirmou Araripe. A regulação do setor elétrico isenta de alguns encargos empresas que investem na produção da própria eletricidade. “Podemos assinar contratos normais de longo prazo ou dar ao cliente a opção de compra de uma fatia do projeto referente ao consumo dele, para ser sócio”, disse. “Ele vira sócio depois, sem o risco de implantação e construção.”

O projeto da Casa dos Ventos tem potencial para uma segunda fase que poderia levar a capacidade a 950 megawatts. Tanto a linha de transmissão quanto a subestação do empreendimento serão construídos levando em conta essa futura expansão.

De acordo com Araripe, a expansão deverá ser viabilizada mais à frente, devido a limitações para conexão à rede na região do parque.

Enquanto isso, a empresa deve fazer o próximo investimento em um projeto de até 400 megawatts na Bahia, para o qual pretende começar a buscar contratos após concluir as negociações para venda da energia de Rio do Vento.

Araripe disse ainda que pretende replicar nos novos projetos a estratégia adotada no Rio Grande do Norte, negociando uma parcela mínima de energia em leilões do governo para depois buscar contratos no mercado livre. Isso porque os valores pagos pela energia leilões federais têm caído em meio ao interesse de investidores pelos contratos e a baixa demanda por energia, que acirram a competição nos certames, nos quais vencem usinas com menor tarifa final. 

América (PE) X América (RN)

 






Número de desempregados há mais de 2 anos cresce 42,4% em 4 anos

 

Fonte: G1

O desemprego de longo prazo atinge mais fortemente as mulheres e jovens, diz Ipea.

A parcela de desempregados que está nessa situação há mais de dois anos avançou de 17,4% no 1º trimestre de 2015 para 24,8% no mesmo período de 2019, atingindo 3,3 milhões de pessoas. O crescimento é de 42,4% em quatro anos, segundo análise de Mercado de Trabalho divulgada nesta terça-feira (18) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,5% no trimestre encerrado em abril, atingindo 13,2 milhões de pessoas.

Desemprego atinge mais mulheres e jovens

O desemprego de longo prazo atinge mais fortemente as mulheres. Entre as desocupadas, 28,8% estão nessa condição há pelo menos dois anos, contra 20,3% dos homens desempregados na mesma situação – embora o crescimento tenha sido maior entre o público masculino.

Na análise por faixa etária, 27,3% dos desocupados com mais de 40 anos insistem sem sucesso na busca por trabalho há pelo menos dois anos, mas o crescimento do desemprego de longo prazo é maior entre os jovens. As regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas.

Domicílios sem renda

Além do aumento no tempo de permanência no desemprego, o estudo mostra que os efeitos da crise econômica sobre o mercado de trabalho também vêm impactando a renda domiciliar.

Dados da Pnad mostram que, no 1º trimestre de 2019, 22,7% dos domicílios brasileiros não possuíam nenhum tipo de renda proveniente do trabalho, e que os domicílios de renda mais baixa foram os que apresentaram menores ganhos salariais. A análise mostra, ainda, que a renda dos domicílios mais ricos é 30 vezes maior que a dos domicílios mais pobres.

Trabalho intermitente

Os contratos de trabalho intermitente (temporário e esporádico) e de jornada parcial (até 30 horas semanais) totalizam 15,5% do total de empregos com carteira assinada gerados a partir da entrada em vigor da reforma trabalhista. Das 507.140 novas vagas de trabalho abertas de novembro de 2017 a abril de 2019, 58.630 foram para trabalho intermitente e 19.765 para parcial, geralmente nos setores de serviços e comércio.

Enquanto a maioria das vagas intermitentes foi destinada aos homens (63,6%), as mulheres formam a maior parcela das ocupações parciais (60,7%). A maioria dessas vagas está concentrada nas empresas de pequeno porte, com até 19 funcionários.

Queda expressiva é esperada para 2020

O estudo conclui que o mercado de trabalho brasileiro, portanto, segue bastante deteriorado, com altos contingentes de desocupados, desalentados e subocupados. Para o restante do ano, porém, a expectativa é de manutenção de uma recuperação gradual da ocupação e da renda média.

Uma queda mais expressiva da taxa de desemprego e da desigualdade é esperada para 2020, a partir da retomada mais forte do nível de atividade, condicionada à aprovação da reforma previdenciária no 2º semestre de 2019.

Chuvas ficam 12% acima da média nos cinco primeiros meses do ano no RN

 

Fonte: G1 RN

Emparn registrou precipitações de 658 mm no período, quando o esperado era 587 mm. Porém, algumas regiões do estado continuaram com volume de água abaixo do esperado.

As chuvas registradas de janeiro a maio de 2019 no semiárido potiguar ficaram 12,1% acima da média histórica para o período, de acordo com a análise pluviométrica elaborada pela Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) ficaram acima da média, em 12,1%.

“A chuva esperada para o período era de 587 mm, enquanto que a registrada foi de 658 mm”, apontou o meteorologista, Gilmar Bristot. Nos últimos sete anos, o estado vinha registrando um volume de chuvas abaixo da média. Mesmo diante de um novo cenário, o estado ainda tem 148 municípios em situação de emergência por causa dos efeitos da seca.

De acordo com a Emparn, as chuvas dos cinco primeiros meses do ano foram ocasionas pela atuação de vários sistemas meteorológicos. As condições térmicas das águas superficiais do Oceano Atlântico, mais aquecidas na parte Sul e mais frias do que o normal na bacia Norte, também foram fatores que influenciaram diretamente na ocorrência das precipitações, de acordo com as análises.

Já a intensificação do Fenômeno El Niño no Oceano Pacífico, durante o final de março e início de abril, é apontada como a causa de bloqueios atmosféricos parciais sobre a Região Nordeste, que teriam prejudicado a ocorrência de chuvas com mais intensidade, regularidade e distribuição no mês de abril.

“A influência do Fenômeno El Niño comprometeu a ocorrência de chuvas principalmente na Região do Alto Oeste, algumas áreas da Região Central e a Região da Borborema. Mesmo com predominância de chuvas acumuladas entre 400 a 800 mm e índices acima de 1000mm (Martins), observou-se desvios negativos na maior parte do Alto Oeste. Isso comprometeu a recarga hídrica do principal reservatório de água que abastece algumas cidades na Microrregião de Pau dos Ferros”, destaca Britot.

Ainda de acordo com o meteorologista, outra região que não apresentou um bom comportamento pluviométrico foi a Microrregião da Borborema Potiguar, que tem sofrido com pouca chuva nos últimos anos e que mesmo com precipitações próximas da normalidade, ainda não recuperou a reserva hídrica, que está próxima de zero.

“Chama-se atenção para essas regiões, pois no ano de 2018, apresentaram déficit de chuvas o que comprometeu as recargas nos mananciais hídricos das regiões, mantendo-se atualmente essa condição”, pondera.

Seca histórica

Em março deste ano, o governo do estado decretou situação de emergência de 180 dias por causa dos efeitos da seca em 148 dos 167 municípios do estado. O total representa 88% dos municípios potiguares. O decreto foi o 13º desde março de 2013, quando a estiagem começou a prejudicar mais intensamente a vida do sertanejo potiguar.

Já em abril, o governo federal reconheceu a situação de emergência pela seca em 144 municípios do RN. Somente no ano passado, segundo o governo, a lavoura e a pecuária potiguar somaram R$ 2,5 bilhões de prejuízo por causa da falta de chuvas.

Rogério Marinho assina portaria que garante funcionamento das empresas aos domingos e feriados

 

Fonte: Tribuna do Norte

O secretário especial da Previdência Social, o norte-riograndense Rogério Marinho, acaba de informar, por meio de seu perfil na rede social Twitter, que assinou portaria autorizando empresas a funcionarem aos domingos e feriados. 

“Com mais dias de trabalho das empresas, mais pessoas serão contratadas”, afirmou ele, que está sendo cogitado, segundo a imprensa do sul do país, para assumir a coordenação política do governo do presidente da república, Jair Bolsonaro.
Rogério Marinho afirmou os empregados que trabalharem aos domingos e feriados, “terão suas folgas garantidas em outros dias da semana”, em respeito à Constituição Federal e à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Marinho afirmou, ainda, que “gerar empregos é contribuir para o desenvolvimento, criando oportunidades para transformações sociais”.
Mais cedo, Marinho havia se reunido com o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), relator da Medida Provisória 881, a MP da Liberdade Econômica. Os dois também discutiram a revisão das normas reguladoras de saúde e de segurança no trabalho, que está sendo gradualmente feita pelo governo para flexibilizar as atividades produtivas. Segundo Marinho, as mudanças estão sendo feitas sem descumprir a legislação e de forma a manter a segurança no ambiente de trabalho.

PMs e bombeiros prometem nova greve em julho se promoções não forem pagas

 

Fonte: Agora RN

Governo do Estado prometeu implantar, em julho, todas as promoções e níveis remuneratórios que foram publicadas e estão em atraso

Os policiais militares e bombeiros do Rio Grande do Norte aceitaram a proposta do Governo do Estado para retornarem às atividades, após curta greve. Os representantes da categoria, porém, disseram que, caso o Executivo não cumpra a palavra de pagar as promoções e remunerações em atraso, voltarão a paralisar os trabalhos em julho.

O Governo do Estado prometeu implantar, em julho, todas as promoções e níveis remuneratórios que foram publicadas e estão em atraso. De acordo com o subtenente Eliabe Marques, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do Rio Grande do Norte, há mais de três mil policiais promovidos e que não estão recebendo de acordo com o posto e graduação. “Se o Governo não cumprir este compromisso, nós retornaremos à paralisação”, disse.

O compromisso firmado é que o Governo encaminhe Projeto de Lei à Assembleia Legislativa até setembro de 2019, com a proposta de atualização salarial – contendo os percentuais e a forma como vai conceder esses percentuais. Os militares calculam uma perda de 60,48% ao longo dos últimos cinco anos.

“Os militares estaduais retornam às ruas, mas vigilantes a tudo o que o Governo propôs. Caso não seja cumprido, voltaremos aqui quantas vezes forem necessárias caso o Governo insista em desrespeitar aquilo que está pactuando”, frisou Eliabe.

Segundo o Executivo, as folhas em atraso (salários de dezembro e 13° de 2018) deverão ser pagas ainda em 2019, mantendo o compromisso de priorizar os servidores da Segurança Pública nos pagamentos dos atrasados e ao recebimento de verbas extras.

Na reunião, ficou acordada ainda a criação de um grupo de trabalho com todas as associações representativas dos policiais e bombeiros militares, também composta pela equipe do Governo e representantes jurídicos, como a Ordem dos Advogados do Brasil e Associação dos Advogados do RN. O foco deste grupo é a redução das distorções salariais entre as categorias das forças da Segurança Pública do RN – incluindo ativos, da reserva e pensionistas.

7.200 motoristas do RN estão em processo de perda de Carteira de Habilitação

 

Fonte: Tribuna do Norte

O projeto que pretende modificar regas do Código de Trânsito Brasileiro, entregue pessoalmente à Câmara dos Deputados pelo presidente Jair Bolsonaro, pode beneficiar até 7,2 mil motoristas atualmente considerados infratores no Rio Grande do Norte. 

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do estado, há 3 mil processos de suspensão da carteira de habilitação já instaurados no RN, e outras 4,2 mil notificações a serem expedidas este ano. Com as novas regras propostas pelo Governo, sobe de 20 para 40 o número de pontos máximo que podem ser acumulados na carteira até a suspensão. 

“Esses processos são instaurados e os condutores têm direito à defesa em três instâncias: a defesa prévia, a JARI [Junta Administrativa de Recursos de Infrações] e ao CETRAN [Conselho Estadual de Trânsito]. Só depois dessas três instâncias é que é colocado o impedimento no sistema”, explica Geane Costa, assistente técnica da procuradoria jurídica do Detran/RN. “Ou seja, há várias instâncias às quais as pessoas podem recorrer antes de terem a carteira suspensa”, completa. 

Em 2018, o número total de condutores cadastrados no Registro Nacional de Carteiras de Habilitação do RN era 851.725. Na prática, caso seja aprovada, a nova lei vai impactar em cerca de 0,8% dos condutores do RN que se encontram na situação de terem acumulado os 20 pontos ao longo de cinco anos na carteira de motorista. 

Esse, no entanto, não é a única mudança proposta no projeto entregue aos deputados federais. Além do aumento de 20 para 40 no limite de pontos, o Governo Federal quer ampliar a validade da CNH de cinco para 10 anos, mudar a regra para o transporte de crianças nos veículos tornando não obrigatório o uso da cadeira de segurança, o fim da exigência do exame toxicológico para motoristas profissionais e também a ampliação da validade da CNH para idosos de dois para 5 anos. 

Para que as mudanças propostas entrem em vigor, o projeto vai precisar passar e ser aprovado pelas comissões específicas na Câmara, para depois ser apreciado pelo plenário e ir ao Senado. 

Facultativo
Na manhã desta segunda-feira (17), o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou uma portaria que torna facultativo o uso dos simuladores de direção veicular no processo de formação de condutores. As autoescolas terão um prazo de 90 dias, contando do dia da publicação do edital, para se adequar à nova regra, e afirmam que a medida não deve baratear os cursos, como havia sido declarado pelo ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas ao anunciar a medida. 

“É um retrocesso. Desde 1998, quando o atual código de trânsito passou a vigorar, nós vemos as leis enrijecendo. Agora, estamos andando para trás, com algo que diz respeito direto à segurança e a vida das pessoas”, afirma José Pereira de Araújo Júnior, diretor de ensino da Autoescola Prudente, em Natal. 

O presidente do Sindicato das Autoescolas do RN e diretor financeiro da Federação Nacional de Autoescolas, Eduardo Domingo, afirma que há três pontos principais que são vistos com preocupação pelas pessoas que trabalham no ramo. 

O primeiro diz respeito a não apresentação de estudos para embasar a decisão, diferente do que foi feito para a implementação dos simuladores em 2016. “Quando o simulador entrou, em 2016, foi o próprio Denatran [Departamento Nacional de Trânsito] que fez essa exigência. Na época, eles tinham mil motivos para colocá-lo, fizeram campanhas e apresentaram um estudo da Universidade de Santa Catarina dizendo que ele era eficaz. Agora, cadê o estudo dizendo que não é? Isso não foi mostrado para nós”, afirma Eduardo. 

Outro ponto citado foi a declaração do Ministro de que a não-obrigatoriedade levaria a uma redução dos preços, que nunca foram regulados ou definidos pelo Governo Federal. O ministro Tarcísio Freitas afirmou esperar uma redução de até 15% nos valores dos pacotes de aulas das autoescolas para obtenção da CNH.  

“Eu, particularmente, não tenho nada contra o simulador  facultativo, mas não concordo quando o Governo diz que vai baixar o preço por causa disso, porque ele nunca coordenou o preço e não tem autoridade sobre isso. Como ele pretende baixar esse preço, que em muitos estados já é defasado?”, diz Eduardo Domingo. 

Por fim, os proprietários   temem que, com os 90 dias dados para as autoescolas se “adequarem” e as declarações do Ministro, as pessoas deixem de procurar o serviço nesse período de tempo, a espera de uma redução de preços que dificilmente virá. “No momento em que ele publica a portaria no diário oficial e dá 90 dias para se adequar, quem é o candidato que vai procurar a habilitação antes disso? Isso não foi discutido com quem oferece o serviço antes de ser declarado dessa forma.”, afirma. 

O equipamento de simulação custa, em média, R$ 50 mil. Parte das autoescolas, no entanto, opta por não comprar o equipamento, fazendo uma espécie de aluguel das máquinas, que custa em média R$ 8 mil mensais. 

Simulador
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou uma portaria que torna facultativo o uso dos simuladores de direção veicular no processo de formação de condutores. 

As autoescolas têm 90 dias para se “adequarem” às novas regras, a partir da data de publicação do edital.

O equipamento de simulação custa, em média, R$ 50 mil. 

Quantos escapam  – O atual quadro de infratores 
7,2 mil pessoas podem ser beneficiadas no Rio Grande do Norte pelas novas regras de trânsito propostas pelo Governo Federal
4,2 mil notificações para suspensão por pontuação devem ser expedidas em 2019
3 mil processos de suspensão instaurados estão ativos no RN
Quais são as alterações propostas pelo Governo para o Código de Trânsito
Fim do exame toxicológico para condutores profissionais 

Aumentar de 20 para 40 o limite de pontos de infrações para suspensão do direito de dirigir

Aumentar de 5 para 10 anos a validade da CNH, e de 2 para 5 anos a validade para idosos acima de 65 anos

Fim da multa para o transporte de crianças sem cadeirinha de segurança, infração antes considerada gravíssima

Fim da multa para quem trafegar em rodovias sem os faróis ligados durante o dia

Redução da infração para motociclistas que trafeguem com capacete sem viseira, óculos de proteção e que transporte passageiros sem esses equipamentos de segurança 

Fim da cassação da CNH para pessoas condenadas judicialmente por crimes de trânsito

O condutor tem direito à defesa em três instâncias: 

Defesa prévia 
Junto à JARI –  Junta Administrativa de Recursos de Infrações

No CETRAN- Conselho Estadual de Trânsito 

Por último, é colocado o impedimento no sistema

6ª Mostra de Cinema de Gostoso abre inscrições

 

Fonte G1 RN

Abriram nesta segunda-feira (17) as inscrições para profissionais que queiram ter suas produções exibidas na 6ª Mostra de Cinema de Gostoso, que acontece em novembro no município de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte potiguar. Os interessados em se inscrever podem acessar a página do evento até o dia 23 de agosto para participar.

A Mostra será na Praia do Maceió. A população poderá acompanhar os curtas e longas-metragens na beira do mar. O evento conta com 600 cadeiras espreguiçadeiras espalhadas pela areia apontadas para a tela, que também fica na praia. O festival, que acontece durante cinco dias, tem média de 2 mil pessoas por noite.

Nas telas, o público pode assistir aos mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros. Serão exibidos mais de 60 filmes de todo o país, entre as mostras Competitiva, Panorama, Infantil e Sessões Especiais. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Luís da Câmara Cascudo, através do voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Também será concedido o Prêmio da Crítica, a partir da votação de jornalistas e críticos de cinema.

Também fazem parte da programação debates com produtores, diretores e atores dos filmes exibidos, além de um seminário sobre o mercado audiovisual.

A Mostra de Cinema de Gostoso acontece neste ano entre os dias 8 e 12 de novembro.

Cursos de Formação

São oferecidos cursos de formação técnica e audiovisual para jovens de São Miguel do Gostoso nos meses que antecedem a Mostra. Desde 2013 foram ministradas 37 oficinas e produzidos 15 curtas-metragens, todos exibidos nas edições da Mostra de Cinema de Gostoso.

Desde 2015, passou a existir o Coletivo Nós do Audiovisual, formado por um grupo de alunos, com o objetivo de ampliar as possibilidades de realização de novos projetos, de forma autônoma, apontando para profissionalização no setor audiovisual do estado.

Em 2019, a intenção é que sejam realizadas novamente oficinas, que incluem Linguagem Audiovisual, Roteiro, Produção, Montagem e a realização de quatro curtas-metragens, que serão exibidos na Mostra.