Desembargadora do RJ que postou mentiras sobre Marielle e ofensas a professora e deputado pede desculpas em carta

 

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) Marília Castro Neves escreveu um pedido de desculpas para a professora Débora Seabra, a primeira professora com síndrome de Down no país.

Na postagem original, a magistrada questionava o que professores com síndrome de Down podem ensinar a alguém. O pedido de desculpas também foi estendido a vereadora Marielle Franco – sobre a qual a desembargadora reproduziu mentiras – e ao deputado federal Jean Wyllys.

“E, de tudo que li e ouvi a meu próprio respeito, foi de você, de quem em um primeiro momento duvidei da capacidade de ensinar, que me veio a maior lição: a de que precisamos ser mais tolerantes e duvidar de pré-conceitos”, destacou a desembargadora na carta.

A postagem original já havia rendido protestos de movimentos de defesa das pessoas com síndrome de Down e uma resposta na qual a professora Débora dizia que seu papel como professora é o de ensinar as crianças a não ter preconceito.

Alguns dias após a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ela também postou no Facebook que ela estava “engajada com bandidos” e teria sido eleita por uma facção criminosa do Rio. Em outra postagem, ela sugeriu que o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) fosse fuzilado.

Por causa das declarações o corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Otávio de Noronha, determinou no dia 20 de março a abertura de um procedimento para apurar a conduta da magistrada.

Em entrevista ao Jornal Nacional no dia 19 de março, Marília Castro Neves já havia afirmado ter divulgado de maneira “precipitada” informações que circulavam nas redes sociais sobre Marielle Franco.

Veja a íntegra da carta de desculpas da desembargadora Marília Castro Neves.

“Prezada professora Débora,

Estou escrevendo para agradecer a carta que você me mandou e lhe dizer que suas palavras me fizeram refletir muito. Bem mais do que as centenas de ataques que recebi nas últimas semanas. Desculpe a demora na resposta, mas eu precisava desse tempo.

Tenho sofrido muito desde que fui atropelada pela divulgação de comentários meus, postados em grupos privados –restritos a colegas da magistratura. Mas alguém resolveu torná-los públicos. Alguns haviam sido postados há tanto tempo que eu nem me lembrava deles. A repercussão foi imensa.

Desde então, decidi me recolher. Chorei, fui abraçada e pensei muito.

E, de tudo que li e ouvi a meu próprio respeito, foi de você, de quem em um primeiro momento duvidei da capacidade de ensinar, que me veio a maior lição: a de que precisamos ser mais tolerantes e duvidar de pré-conceitos.

Minhas posições pessoais jamais interferiram nas minhas decisões, conhecidas por serem técnicas e, por isso mesmo, quase sempre acompanhadas unanimemente pelos meus colegas de turma julgadora.

Hoje, contudo, percebi que, mesmo quando meu corpo despe a toga, a mesma me acompanha aonde eu for. As opiniões pessoais de um magistrado, uma vez divulgadas, sempre terão peso, pouco importando ao tribunal das redes sociais que tenham elas sido ditas em caráter público ou privado e que opinião não seja sentença.

Magistrados também erram e, quando o fazem, incumbe-lhes desculparem-se. Esta carta é justamente isso: um pedido de perdão.

Perdão, Débora, por ter julgado, há três anos atrás, ao ouvir de relance, no rádio do carro, uma notícia na Voz do Brasil, que uma professora portadora de Síndrome de Down seria incapaz de ensinar. Você me provou o contrário.

Aproveito o ensejo para também me desculpar à memória da vereadora Marielle Franco por ter reproduzido, sem checar a veracidade, informações que circulavam na internet. No afã de rebater insinuações, também sem provas, na rede social de um colega aposentado, de que os autores seriam policiais militares ou soldados do Exército, perdi a oportunidade de permanecer calada. Nesses tempos de fake news’temos que ser cuidadosos. Estendo esta reflexão ao deputado Jean Wyllys. Sempre me oporei às suas ideias e às do PSOL, nada mudará isso, mas é evidente que não desejo mal a ninguém.

Obrigada, Débora, por ter me ensinado tanto.

Marilia de Castro Neves Vieira”

Lei que aumenta pena para motorista embriagado que cometer homicídio entra em vigor; infração grave também poderá ignorar fiança e resultar em prisão

 

Foto: Renato Araujo/ABr

Nova lei é curta e grossa: a pessoa já sabe que, se beber e dirigir, tem o risco de ficar presa, independente de fiança

Publicada em dezembro do ano passado, a Lei 13.546, que aumenta pena para motorista que cometer homicídio ou causar lesão grave ou gravíssima ao dirigir alcoolizado ou sob o efeito de qualquer outra substância psicoativa, entrou em vigor a partir desta quarta-feira(18). Com isso, o condutor terá como pena a reclusão de dois a cinco anos, além de outras possíveis sanções.

Antes, a legislação previa que, por praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, a pena seria de detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir. No caso de ocorrer homicídio culposo, fixava o aumento de um terço da pena. A nova lei altera dispositivos da Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997.

A diferença entre detenção e reclusão é um reforço punitivo contido no projeto sancionado pelo presidente Michel Temer. No caso da detenção, as medidas são, em geral, cumpridas no regime aberto ou semiaberto. Já a reclusão é a mais severa entre as penas privativas de liberdade, pois é destinada a crimes dolosos – quando há intenção de matar.

Com a nova lei, foi acrescentado ao Código de Trânsito Brasileiro um parágrafo que determina que “o juiz fixará a pena-base segundo as diretrizes previstas no art. 59 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), dando especial atenção à culpabilidade do agente e às circunstâncias e consequências do crime”.

Anvisa acelera investigação de sobrepreço de remédio

 

Foto: Edson Lopes Jr./Folha Imagem

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) investigou 75% dos casos de denúncias que recebeu de compras públicas de remédios em que o preço excede o teto que ela impõe aos produtos.

As multas aplicadas somaram R$ 69 milhões em 2017.

Há um limite máximo de alguns preços que as distribuidoras de medicamentos devem observar ao vender para entidades públicas, como municípios ou estados.

Há ocasiões em que os entes públicos não encontram ofertas abaixo do teto. Os gestores compram, mas logo depois denunciam à Anvisa, diz Leandro Pinheiro Safatle, secretário-executivo responsável por esse setor na agência.

“A única opção é adquirir. Depois, eles denunciam porque se algum órgão de fiscalização os questionar, têm o respaldo de haver encaminhado o caso para a Anvisa.”

A agência tem se esforçado para acelerar as investigações porque isso é um estímulo para aumentar o número de denúncias, diz Safatle.

“As acusações de estados e municípios levavam anos para serem investigadas. Os mandatos acabavam, e os gestores não viam o retorno.”

De 2016 para cá, o tempo de averiguações caiu para meses, segundo o secretário.

“A Anvisa está mesmo mais célere”, diz Geraldo Monteiro, consultor de associações e empresas do setor.

Para a iniciativa privada, segundo ele, isso é positivo, pois as companhias penalizadas são as que não cumprem regras e têm ganhos que as demais não conseguem.

Mercado Aberto – Folha de São Paulo

Tribunal nega último recurso de Lula na segunda instância

 

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região rejeitou, por unanimidade, o último recurso do ex-presidente Lula na segunda instância. Caso o petista decida recorrer, o processo será analisado pela vice-presidência do TRF4 e encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça.

Os magistrados não conheceram do recurso, isto é, não consideraram que o mérito do pedido deveria ser analisado. No TRF4, os desembargadores costumam rejeitar a análise do embargo do embargo, como é conhecido o recurso, por considerarem protelatório.

O pedido da defesa era a última possibilidade de Lula recorrer ainda na segunda instância. A defesa do ex-presidente esperava que após o julgamento desta quarta-feira o petista poderia ser preso. No entanto, o juiz federal convocado Nivaldo Brunoni, que está cobrindo as férias do relator do caso, o desembargador João Pedro Gebran Neto, autorizou o juiz Sergio Moro a expedir o mandado de prisão mesmo antes da decisão.

Lula teve sua pena por corrupção e lavagem de dinheiro aumentada pelo TRF-4 para 12 anos e um mês de prisão. O ex-presidente cumpre sua pena desde o último dia 7.

O Globo

Mutirão do TJRN condena auditor fiscal e seis empresários por fraude na Tributação

 

A Justiça do Rio Grande do Norte condenou, nesta quarta-feira (18), um auditor fiscal do Tesouro Estadual foi condenado a 45 anos de prisão pela prática de crime de corrupção passiva. Além dele, seis empresários do ramo de comércio de carnes foram sentenciados a 12 anos e oito meses de prisão pela prática de corrupção ativa. A sentença condenatória integra o trabalho do grupo de juízes do TJRN que julga processos de corrupção, referentes à Meta 4 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que trata de ações relacionadas à crimes contra a administração pública e improbidade administrativa. O processo é oriundo da 3ª Vara da Comarca de Natal.

O processo, de 2007, com 24 volumes e quase 5000 páginas, foi instaurado após a verificação de baixas irregulares de débitos de empresas no sistema de informática da Secretaria Estadual da Tributação. Ficou provado que o auditor fiscal, utilizando senha de outro servidor, entrava no sistema e dava baixa nas anotações de débitos das empresas. Na época, o fato ficou conhecido como “apagão das TADF´s”.

Na sentença, também foi determinada a realização de investigação contra outras 32 empresas que, apesar de terem sido relacionadas como beneficiadas pelas baixas indevidas, não tiveram seus responsáveis incluídos como réus na ação. Também, determinou-se a apuração do cometimento de crime de falsidade ideológica pelo então corregedor da Tributação e secretário adjunto de Tributação. Isto, pelo fato de que duas testemunhas ouvidas em Juízo disseram que o depoimento atribuído a elas, pelas referidas autoridades, tomados em sede de investigação no âmbito da Secretaria Estadual de Tributação, na época dos fatos (2001) não correspondiam ao que havia sido dito na ocasião.

Em virtude de tal circunstância, foi determinada a apuração de crime de falsidade ideológica pelas autoridades tributárias ou de falso testemunho pelas pessoas que negaram em juízo o teor das alegações prestadas administrativamente. O inteiro teor da sentença está na página do TJ, na parte de consulta processual (SAJ).

No primeiro mês de atuação, o Núcleo de Julgamento dos Processos da Meta 4 proferiu 146 sentenças.

Processo nº 0224084-08.2007.8.20.0001

TJRN

 

Assaltantes levam celulares avaliados em R$ 3,4 milhões do Galeão

 

Em uma ação que durou cerca de uma hora, homens armados roubaram uma carga de telefones celulares avaliada em R$ 3,4 milhões no terminal de cargas do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, no último domingo (15). De acordo com Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Logística do Rio de Janeiro (Sindicarga), os assaltantes rumaram para a Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, na zona norte, localizada próxima do aeroporto.

A transportadora dos celulares, que já sabia da onda de roubo de cargas no Rio de Janeiro, precaveu-se e colocou rastreadores em alguns aparelhos, que indicaram que a carga foi levada para a favela.

As informações sobre o assalto foram confirmadas pelo diretor de Segurança do Sindicarga, coronel Venâncio Moura, que disse que essa mesma quadrilha já tinha agido da mesma forma, uma semana antes, também no setor de cargas do Galeão, quando roubaram uma carga de iphones da Apple, avaliada em RS 2 milhões.

Segundo o Sindicarga, o grupo entrou pelo portão principal do setor, rendeu os funcionários e após o roubo saiu tranquilamente do local. De acordo com o diretor de Segurança do sindicato, em apenas uma semana o prejuízo é superior a R$ 5 milhões com os dois roubos.

O roubo será investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC).

Em nota, o consórcio RIOgaleão, que administra o aeroporto, informou que “está à disposição para apoiar as investigações”.

Agência Brasil

Cuba inicia sessão que escolherá o sucessor de Raúl Castro

 

Assembleia Nacional de Cuba iniciou nesta quarta-feira (18) a reunião que escolherá o sucessor de Raúl Castro na presidência do país. A sessão começou por volta das 9h (10h em Brasília) e está previsto que dure até esta quinta, quando o nome do escolhido deve ser anunciado.

Pela primeira vez em quase 60 anos, Cuba será governada por uma pessoa de fora da família Castro. Mas, segundo a EFE, lideranças afirmam que o país não vive uma transição política, mas sim uma troca de geração na cúpula revolucionária.

O sucessor será escolhido entre os membros do Conselho de Estado, do qual se tornará presidente. Os deputados que formarão esse conselho devem ser eleitos também na quinta. Eles são propostos por um comitê de candidaturas, e o voto dos deputados será secreto.

A votação para esses cargos será realizada nesta quarta, mas os resultados só serão divulgados na quinta, anunciaram nesta quarta-feira veículos de imprensa oficiais

Se não houver surpresas, a Assembleia elegerá o atual primeiro vice-presidente do conselho, Miguel Díaz-Canel, de 57 anos. Ele é um civil de uma nova geração que nasceu depois do triunfo da revolução em 1959.

Veja como é o processo formal de escolha do novo líder cubano:

  • Nesta sessão, os 605 deputados eleitos em março assumem a nova legislatura e elegem o presidente da Assembleia Nacional
  • Em seguida, os deputados elegem o Conselho de Estado, que é formado por: um presidente, um primeiro-vice-presidente, cinco vice-presidentes, um secretário e mais 23 membros
  • Cada deputado tem o direito de propor 31 nomes para a formação deste conselho. É proposta uma lista feita com base nos nomes apresentados, que então é submetida ao plenário, em voto aberto. Neste momento, os deputados podem sugerir modificações de nomes
  • Aprovada uma lista com voto aberto, ela é submetida novamente a votação – desta vez, secreta. Quando ocorre a aprovação com voto secreto, está escolhido o Conselho de Estado e, também, o seu presidente – cargo que até o momento é ocupado por Raúl Castro.

Era Castro

Aos 86 anos, Raúl Castro encerrará uma era em Cuba ao passar o poder a um sucessor mais jovem, 12 anos depois de assumir o lugar de seu irmão mais velho Fidel Castro, que morreu em 2016. Foi durante seu governo que o país deu um giro diplomático ao se reaproximar dos EUA e colocar fim a meio século de agravos, tensões e enfrentamentos.

Seis fatos sobre o governo de Raúl Castro em Cuba

Seis fatos sobre o governo de Raúl Castro em Cuba

Porém, Raúl sai da presidência, mas não se afasta do poder. Ele continuará atuando como secretário-geral do poderoso Partido Comunista de Cuba (PCC) até 2021.

O partido é definido pela Constituição do país como “força dirigente superior da sociedade e do Estado”.

O Partido Comunista Cubano se reuniu um mês antes do “revezamento” para definir as prioridades futuras e os detalhes pendentes da reforma raulista, ainda segundo a agência – que aponta como principais desafios do novo presidente conseguir acelerar a aplicação da ponderada abertura econômica promovida por Raúl Castro e lidar lidar com a clara mensagem de continuísmo já manifestada pelo partido.

FONTE: G1

Banhista mordido por tubarão no Grande Recife tem sedação retirada e apresenta melhora no quadro clínico

 

O banhista potiguar mordido por um tubarão numa praia no Grande Recife no domingo (15) teve a sedação totalmente suspensa nesta quarta-feira (18), segundo o Hospital da Restauração (HR), unidade de saúde em que ele está internado.

Na quarta (19), a previsão é de que o potiguar passe por uma reavaliação com um exame de doppler, um tipo de ultrassonografia, para verificar se o enxerto da mão direita teve sucesso.

Apesar de o paciente demonstrar evolução no quadro clínico, os médicos estão em alerta para evitar o surgimento de infecções decorrentes da mordida do animal. Assim como na terça (17), Pablo Diego Inácio de Melo, de 34 anos, permanece consciente, orientado e sem febre.

Paralelamente à recuperação do paciente, o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) trabalha para identificar a espécie que mordeu o banhista na praia de Piedade, no município de Jaboatão dos Guararapes.

“A perna foi periciada na terça (17), no Instituto de Medicina Legal (IML), com a ajuda colaborativa de pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco”, explica o presidente do órgão, coronel Leodilson Bastos.

Procurada pelo G1, a Secretaria de Defesa Social, responsável pelo IML, informou que o prazo médio para a elaboração do laudo é de 10 dias. Caso seja necessário, o perito legista responsável também pode solicitar a prorrogação do prazo.

Entenda o caso

Homem foi atacado por tubarão na Praia de Piedade, no Grande Recife (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)Homem foi atacado por tubarão na Praia de Piedade, no Grande Recife (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Homem foi atacado por tubarão na Praia de Piedade, no Grande Recife (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o chamado para socorrer Pablo Diego foi feito às 14h38. O incidente aconteceu na altura da Igrejinha de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Na vítima, havia ferimentos nos dois braços e na perna direita. Depois dos primeiros socorros feitos por duas equipes de bombeiros, Pablo foi levado de helicóptero ao Hospital da Restauração.

Segundo o oficial de operações do Grupamento Marítimo (GBmar) que participou do atendimento, capitão Arthur Leone, o homem estava numa área sinalizada por placas, com água na altura da cintura, quando foi mordido. Depois de uma cirurgia de quatro horas no domingo (15), ele teve a perna direita amputada.

Na manhã da segunda (16), os médicos haviam afirmado que o estado de Pablo era gravíssimo e que havia risco de morte. Mais cedo, um amigo de Pablo Diego havia dito que o potiguar conhecia os riscos de nadar no local onde ocorreu o incidente.

Casos recentes

Grande Recife recebeu em 2016 novas placas de alerta sobre ataques de tubarão (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)Grande Recife recebeu em 2016 novas placas de alerta sobre ataques de tubarão (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Grande Recife recebeu em 2016 novas placas de alerta sobre ataques de tubarão (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Em janeiro de 2018, um surfista de 20 anos foi ferido por um tubarãono arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. O jovem, natural da Bahia, surfava na Praia da Conceição no final da tarde de 12 de janeiro quando caiu da prancha e foi mordido. Encaminhado a uma unidade de saúde, o jovem teve alta no mesmo dia por se tratar de um ferimento leve.

Em dezembro de 2015, um turista do Paraná foi atacado por um tubarão na Praia do Sueste, também em Fernando de Noronha. O homem estava mergulhando no momento do ataque e teve a mão e parte do braço amputados. Segundo o International Shark Attack File (Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão, em inglês) da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, esse foi o único caso de ataque de tubarão verificado no Brasil em 2015.

Em 2013, uma jovem de 18 anos, de São Paulo, foi atacada por um tubarão na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Atacada em 22 de julho, ela faleceu no dia seguinte, após ter sido internada no Hospital da Restauração.

Contagem oficial de casos

Em Pernambuco, a contagem começou a ser feita pelo Cemit há 26 anos, quando os casos passaram a ser mais recorrentes no estado. Desde 1992, 24 pessoas morreram vítimas de tubarões no litoral pernambucano. No mesmo período, o órgão registrou 63 incidentes, termo utilizado para enquadrar ocorrências envolvendo seres humanos e tubarões.

Segundo o Cemit, a ocorrência registrada no domingo (15) ainda não faz parte da contagem pois precisa ser estudada, como é de praxe. Segundo o presidente do órgão, Leodilson Bastos, é preciso saber se é possível considerar realmente um incidente com tubarão antes de inseri-lo nas estatísticas.

A conscientização atrelada à pesquisa vem sendo o caminho escolhido pelo Cemit para prevenir incidentes. A abertura de editais para o desenvolvimento de pesquisas que ajudem a criar métodos de proteção aos banhistas e ao ecossistema marinho é uma das principais medidas, segundo o órgão.

Fonte: G1 RN

Polícia Civil apura, pelo menos, 128 homicídios cometidos por milicianos em Ceará-Mirim

 

A Força Nacional, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagraram, nesta terça-feira (17), a sexta fase da Operação Limpidare, na cidade de Ceará-Mirim, região metropolitana de Natal. O objetivo da ação investigativa foi prender pessoas envolvidas em assassinatos ocorridos no município metropolitano e cidades vizinhas. Até o momento, segundo a Polícia Civil, foram abertos 109 inquéritos policiais, que apuram ao menos 128 homicídios cometidos pelo grupo investigado.

Operação Limpidare foi realizada pela Força Nacional, com apoio da Polícia Civil e Ministério Público nesta terça-feira (17), em Ceará-Mirim (Foto: MP/Divulgação)Operação Limpidare foi realizada pela Força Nacional, com apoio da Polícia Civil e Ministério Público nesta terça-feira (17), em Ceará-Mirim (Foto: MP/Divulgação)

Operação Limpidare foi realizada pela Força Nacional, com apoio da Polícia Civil e Ministério Público nesta terça-feira (17), em Ceará-Mirim (Foto: MP/Divulgação)

As informações são do diretor da Divisão Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Marcos Vinícius. Ele só não soube delimitar um período para os homicídios, mas confirmou que parte deles ocorreu após a morte do sargento Jackson Sidney Botelho, em 20 de fevereiro do ano passado, em Ceará-Mirim.

O assassinato do policial militar desencadeou uma série de outras execuções no município. De acordo com o Ministério Público, após a morte de Botelho, “o que se viu foi um verdadeiro e trágico banho de sangue, resultando nas mortes brutais de pelo menos 12 pessoas em pouco mais de 48 horas”. Até o momento, quatro denúncias foram apresentadas e 16 pessoas foram indiciadas por participarem do grupo de extermínio.

“Ocorreram, até então, já nesta sexta fase da operação, 21 mandados de prisão cumpridos com quatro denúncias. Essas denúncias representam também um total de 16 pessoas denunciadas com envolvimento direto nos homicídios alí ocorridos [em Ceará-Mirim]”, disse o delegado Marcos Vinícius, que complementou: “Esperamos realizar mais prisões no decorrer dos próximos meses”.

Série de homicídios ocorreu após morte de policial militar, em Ceará-Mirim (Foto: Mirella Lopes/Inter TV Cabugi)Série de homicídios ocorreu após morte de policial militar, em Ceará-Mirim (Foto: Mirella Lopes/Inter TV Cabugi)

Série de homicídios ocorreu após morte de policial militar, em Ceará-Mirim (Foto: Mirella Lopes/Inter TV Cabugi)

Oito presos nesta terça-feira

O objetivo da operação, que visa prender suspeitos pela prática do crime de homicídio, foi dar cumprimento a sete mandados de prisão e de busca e apreensão em Ceará-Mirim, o que resultou na prisão de seis pessoas na cidade. Outras duas prisões aconteceram fora do Rio Grande do Norte, sendo uma no Rio de Janeiro e outra em Minas Gerais.

As prisões são temporárias por 30 dias e podem ser prorrogadas. Segundo o Ministério Público, prisões temporárias foram pedidas por serem imprescindíveis às investigações e para evitar que o grupo ameace testemunhas. Os oito homens ficarão presos em unidades do sistema prisional potiguar.

De acordo com a denúncia do MPRN, a organização criminosa atua na prestação de serviços de segurança privada e ainda na “eliminação” de pessoas ditas ou por eles consideradas como “bandidos”, promovendo aparente sensação de paz social, “regada pelo assassinato brutal de vários homens e mulheres”.

Chefe preso

Em uma ação conjunta do MPRN e da Força Nacional, realizada em 3 de fevereiro passado, prendeu o policial militar Erinaldo Ferreira de Oliveira. Mais conhecido como Naldão’, ele é apontado como chefe da milícia, que teria atuação em Ceará-Mirim. Segundo as investigações, Naldão assumiu o comando do grupo exatamente após a morte do sargento da PM Jackson Botelho.

Na denúncia que resultou na prisão de Naldão, o MP detalha o relatório das investigações e aponta que, dentre os mais de 100 inquéritos policiais instaurados com o objetivo de apurar os crimes em Ceará-Mirim, 74 possuem a mesma dinâmica criminosa: os executores utilizam motos ou carros, balaclavas e roupas escuras, efetuam disparos em quantidade excessiva e em especial na região cervical da vítima, ameaçam as testemunhas presentes e fogem sem deixar qualquer vestígio.

Naldão foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado mediante promessa de recompensa ou por motivo torpe, com pena 12 a 30 anos de reclusão, podendo ser aumentada em um terço por ter sido praticada por milícia privada; e de comércio ilegal de arma de fogo, com plena de reclusão de 4 a 8 anos e multa.

FONTE: G1 RN

Câncer já é a principal causa de morte em 11 municípios potiguares

 

 

O câncer já é a principal causa de morte em 11 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, e a estimativa é que a situação se agrave nos próximos anos. Essa foi a principal conclusão de um estudo inédito feito pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos juntos contra o Câncer em parceria com o Conselho Federal de Medicina, com base em números do Sistema de Informações da Mortalidade.

De acordo com o levantamento, o RN está em segundo lugar no ranking de estados nordestinos com mais cidades onde o câncer é a principal causa de morte. Está empatado com a Bahia (também com 11), atrás apenas da Paraíba, que tem 15 municípios nesta condição.

Para a coordenadora do movimento e presidente e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), Merula Steagall, o objetivo do estudo é contribuir para um melhor planejamento das ações de controle, prevenção e tratamento da doença no Brasil.

“O aumento da mortalidade pela doença aqui está relacionado, também, às dificuldades enfrentadas pelo paciente para o diagnóstico e para o acesso ao tratamento. Diversos tipos de câncer são preveníveis e outros têm seu risco de morte significativamente reduzido quando diagnosticado precocemente. Nosso objetivo é alertar e engajar os múltiplos atores a somarem esforços no combate ao câncer”, destacou Merula.

Em todo o país, os dados mostram que a maior parte das cidades onde o câncer já é a principal causa de morte está localizada em regiões mais desenvolvidas. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140). No Nordeste, estão 9% dessas localidades (48); no Centro-Oeste, 7% (34); e no Norte, 4% (19).

Para o superintendente da Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer, Ricardo Curioso, o levantamento prova que o perfil de mortalidade tem mudado no Rio Grande do Norte. “O câncer está começando a ganhar o primeiro lugar entre as causas naturais. É uma preocupação muito grande, pois a população está vivendo mais e o câncer costuma acometer as pessoas após os 50 anos de idade”, diz Ricardo.

Atualmente, segundo o diretor da Liga, os casos mais comuns de câncer são os de mama, intestino grosso e colo do útero entre as mulheres e os de próstata, pulmão e intestino grosso entre os homens.

O nível de resolutividade das doenças, de acordo com Ricardo, é alto no Rio Grande do Norte, mas ele defende mais investimentos para o setor de oncologia, já que a demanda tem aumentado nos últimos anos. “Temos uma rede de oncologia muito interessante no estado. Só em Natal temos quatro centros especializados nisso. A cobertura é razoável, embora ainda não ideal. Mas a rede, considerando o crescimento da demanda, tem que aumentar”, finaliza Ricardo, apontando que o melhor tratamento continua sendo a prevenção. “Isso depende do sistema municipal de saúde, que é que faz a assistência básica”.

LISTA DE MUNICÍPIOS ONDE O CÂNCER É PRINCIPAL CAUSA DE MORTE (CASOS EM 2015)

São José do Campestre – 18
Messias Targino – 9
Ouro Branco – 7
Senador Elói de Souza – 7
Rafael Fernandes – 7
Parazinho – 7
Serrinha dos Pintos – 6
Pilões – 6
Pedra Grande – 5
Taboleiro Grande – 2
Santana do Seridó – 2

Fonte: Sistema de Informações de Mortalidade