Beto Richa e família viram réus na Lava Jato

 

Fonte: Agencia Brasil

O juiz federal substituto Paulo Sérgio Ribeiro, da 23º Vara Federal de Curitiba, aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), sua esposa, Fernanda Richa, o filho do casal André Richa e o contador Dirceu Pupo Ferreira por lavagem de dinheiro.

Na última terça-feira (12), o MPF informou que a força-tarefa da Lava Jato no Paraná havia incluído a esposa do ex-governador na lista de denunciados. “Desde o início, existiam indícios da participação de Fernanda Richa no crime. Contudo, segundo os procuradores, num primeiro momento, eram necessários mais esclarecimentos sobre a sua participação nos fatos”.

“Em petição nos autos da prisão de Beto Richa, a ex-primeira dama assumiu abertamente a atuação conjunta com seu marido no caso da compra do terreno de luxo, o que, no entender do MPF, contribuiu para fortalecer o quadro probatório”, destacou o órgão.

Organização Mundial da Saúde alerta para possível 3ª onda de febre amarela no Brasil

 

Fonte: Agencia Brasil

Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em humanos no período entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O país registra ainda, segundo a entidade, oito mortes confirmadas por febre amarela no mesmo período.

Os casos se concentram em 11 municípios de dois estados. Em São Paulo, foram confirmadas infecções em Eldorado (16 casos), Jacupiranga (1), Iporanga (7), Cananeia (3), Cajati (2), Pariquera-Açu (1), Sete Barras (1), Vargem (1) e Serra Negra (1). No Paraná, dois casos foram confirmados em Antonina e Adrianópolis. O local de infecção de um último caso confirmado ainda está sob investigação.

Ainda de acordo com a OMS, entre os casos confirmados em humanos, 89% deles foram identificados em homens com média de idade de 43 anos e pelo menos 64% dos infectados são trabalhadores rurais.

“Embora seja muito cedo para determinar se este ano apresentará os altos números de casos em humanos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade, por meio de comunicado.

Chuvas em 2019 serão de até 800 mm

 

Fonte: Tribuna do Norte

Período mais esperado por quem padece com as consequências da estiagem severa no sertão, o período chuvoso, popularmente chamado de inverno, foi oficialmente iniciado nesta quarta-feira (13). A informação foi confirmada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). A expectativa do órgão de meteorologia, é que chova, no mínimo, de 500 milímetros a 800 milímetros, variando de acordo com a região. Também é esperada uma recarga mínima de 50% dos reservatórios. No ano passado, esse valor chegou a 30%.

De janeiro a maio do ano passado, choveu 590,7 milímetros. O que foi considerado 23,2% maior do que era esperado pela Emparn.  A análise das condições oceânicas/atmosféricas se mostrava favorável à ocorrência de chuva no semiárido nordestino. Fatores como a presença do Fenômeno El Niño fraco a moderado no Oceano Pacífico, e com tendência de apresentar uma diminuição na sua intensidade nos meses de fevereiro a maio, sã positivos.  Outro fator citado por Gilmar  Bristot é o “mínimo solar”, período  em que o sol atinge com menos intensidade a atmosfera. O último ocorreu entre 2008 e 2009.

Segundo o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, esse comportamento – El Niño fraco – é favorável a ocorrência de chuvas na região Nordeste neste período do ano, e quando associado às boas condições apresentadas pelo Oceano Atlântico, o cenário é ainda mais favorável a ocorrência de boas chuvas na região.

Estamos com a atuação de um vórtice ciclônico atuando no Nordeste, o que faz com que o vento circule na região. Esse fenômeno acontece de de novembro a fevereiro”, explicou o meteorologista, ao afirmar que o período de inverno, geralmente, dura até o final de maio, mas que em 2019 é esperado que se estenda até junho.

Além dessas condições, outro importante fator para ter um bom inverno no interior do Estado, é a presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema meteorológico que provoca chuva no sertão nordestino. Esse sistema também começou a atuar desde janeiro e se intensificou nesses primeiros dias de fevereiro. As previsões indicam que as chuvas deverão continuar, mas com uma melhor distribuição espacial, quando comparado a janeiro de 2019, mês que registrou chuvas intensas, mas bem localizadas em alguns municípios.

Segundo a Emparn, essa melhor distribuição de chuva é porque a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) está atuando com mais frequência, associada à presença de Frentes Frias e Vórtices Ciclônicos de Ar Superior (VCANS).

Jucurutu foi a localidade potiguar onde mais choveu em janeiro de 2019. Segundo dados da Empresa de Pesquisas Agropecuárias do RN (Emparn), o volume acumulado durante todo o mês, foi de 355,7 milímetros, volume bem acima da média que é de 79,3mm, choveu 348,5% acima da média mensal.

Ainda de acordo com o órgão, o segundo município mais chuvoso foi Janduís, também na região Oeste, onde choveu 243,5mm.  Esses volumes de chuva em Jucurutu e Janduís, contribuíram de forma significativa para o aumento da média do mês na região Oeste, que foi de 25,3% acima da média de janeiro. Na região Oeste esse aumento do volume médio de janeiro foi ainda maior: choveu 34,3% a mais que o normal para o período.

Cidades com o maior acumulado de chuvas, de 1º de janeiro a 12 de fevereiro 

Cidades  /    mm

Jucurutu    357.4

Janduais    299.5

Jaçanã    276,5
Martins    257.0
Venha Ver    248.0
Tenente Ananias    233.3
Água Nova     230.8
Lucrecia    217.6
Major Sales     200.1
Felipe Guerra    197.7
Francisco Dantas    196.0
Coronel Ezequiel    192.9

Receita Federal encontra duas toneladas de cocaína no Porto de Natal

 

Fonte: Agora RN

A Inspetoria da Receita Federal em Natal, encontrou na quarta-feira, 13, no Porto de Natal, 160 caixas com tabletes de cocaína, acondicionados em cargas de melão, que seriam exportados para a Holanda. Os tabletes totalizaram 2 mil quilos.

A Polícia Federal foi chamada para realizar a apreensão da droga e dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis.

A identificação do contêiner suspeito decorreu de informações levantadas na operação Cactus, realizada entre os dias 7 e 10 de fevereiro, pela Receita Federal, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal.

Na noite da segunda-feira, 11, em procedimento de fiscalização similar, foram identificadas 1,2 toneladas de cocaína, acondicionadas em caixas de frutas (mangas) que seriam remetidas também para a Holanda.

As apreensões de cocaína, nesta semana, no Porto de Natal, totalizam portanto mais de 3 toneladas.

Governo do RN adota medida para evitar superfaturamento de compras

 

Fonte: Portal no Ar

Foi publicado nesta quarta (13) Termo de Cooperação Técnica da Controladoria-Geral do Rio Grande do Norte e a Secretaria de Estado da Tributação visando estabelecer uma parceria com o propósito de controlar os preços contratados pelo Estado nas compras de materiais e serviços.

O acordo visa estabelecer instrumentos que ajudem na formação de preços de referências para licitações e promovam a redução do tempo dispensado pelo agente público no levantamento dos preços, a economia nos processos de compra pelo poder público, a diminuição dos riscos de manipulação de valores que compõem o preço de referência e a padronização na forma de pesquisa de produtos.

Os preços passarão a ser calculados com base em métodos estatísticos utilizando valores praticados no mercado, informados através das notas fiscais eletrônicas (NF-e). Esse modelo, que atende diretamente aos princípios da economicidade e impessoalidade, já é utilizado em outros estados como Paraná, Ceará, Amazonas e outros e representa avanços significativos na modernização da gestão pública.

Segundo o Controlador-Geral, Pedro Lopes, “a adoção desses instrumentos, além de proporcionar agilidade, transparência e economicidade nos processos de compras e licitações, evitará o superfaturamento nas compras”. Já o Secretário da Tributação, Carlos Eduardo, destaca que a parceria também contribuirá para combater a sonegação fiscal: “Acompanharemos mensalmente as operações das empresas fornecedoras de mercadorias para o Estado, através de análises de entradas e saídas, possibilitando-se a identificação de irregularidades , por meio de amostragens”.

Maria Julia Coutinho será a primeira mulher negra a apresentar o ‘Jornal Nacional’

 

Fonte: Revista Quem

Maria Júlia Coutinho, 40 anos, vai apresentar o Jornal Nacional, da TV Globo, no próximo sábado (16). Ela será a primeira mulher negra a comandar o telejornal. Entre os homens, o posto já foi ocupado por Heraldo Pereira.

A informação foi confirmada pela TV Globo nesta quarta-feira (13). Ainda de acordo com o departamento de comunicação da emissora, a jornalista fará parte do rodízio de apresentadores do noticiário. Durante a semana, ela segue apresentando o quadro de meteorologia na atração, que mantém William Bonner e Renata Vasconcellos como titulares.

Jornal Nacional completa 50 anos na grade de programação da TV Globo em 2019. O time de apresentadores no rodízio aos sábados conta com César TralliRodrigo BocardiSandra AnnenbergChico PinheiroGiuliana Morrone, entre outros.

Desde junho de 2017, Maju, como é carinhosamente chamada pelo público e pelos colegas de trabalho, passou a participar do rodízio de apresentadores na bancada do Jornal Hoje da TV Globo.

Bolsonaro manda Exército reforçar segurança em Mossoró após chegada de membros do PCC

 

Fonte: Agora RN

O governo federal soltou um decreto específico autorizando o uso das Forças Armadas no entorno de presídios federais de Rondônia e Rio Grande do Norte para garantir a segurança dos presídios para onde irá parte de cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O governo de São Paulo transfere na manhã desta quarta-feira, 13, o principal líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como ‘Marcola’, e outros 21 membros da cúpula da facção criminosa para presídios federais. A operação teve início na madrugada desta quarta.

“Fica autorizado o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem, no período de 13 a 27 de fevereiro de 2019, no Estado do Rio Grande do Norte e no Estado de Rondônia, para a proteção do perímetro de segurança das penitenciárias federais em Mossoró e Porto Velho, em um raio de dez quilômetros”, determina o governo federal.

No Rio Grande do Norte, a operação terá o nome de Tranca-Forte.

Publicado no Diário Oficial da União, o documento é assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo ministro do gabinete de Segurança Institucional General Heleno, pelo ministro da Defesa Fernando Silva e pelo ministro da Justiça Sergio Moro.

Transferência

Desde novembro, já havia previsão de transferência dos membros do PCC para unidades federais, após a descoberta de um plano de resgate de Marcola e de mais integrantes da facção do presídio de Presidente Venceslau.

Eles estão sendo levados para Mossoró (RN), Brasília e Porto Velho (RO). O governo federal soltou um decreto específico autorizando o uso das Forças Armadas em Rondônia e em Mossoró para garantir a segurança dos presídios para onde vão parte de cúpula do PCC.

Sete foram transferidos porque haviam sido alvos da operação Echelon em 2018. Outros 15 porque fazem parte da sintonia geral final do PCC, com seu primeiro e segundo escalão. Policiais militares e agentes penitenciários da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) participaram da operação.

Marcola é o ultimo grande líder de facção criminosa do País a ir para a rede de presídios federais. Lá já estão seu rivais do Comando Vermelho e da Família do Norte e seus aliados do Terceiro Comando Puro.

Todos os presídios de São Paulo estão passando por blitzen simultâneas para evitar tumultos. O Estado apurou que o plano inicial era esperar alta do presidente Jair Bolsonaro, pois se temia possíveis reações da facção em São Paulo, o que não ocorreu até agora. A decisão de aguardar foi tomada pelo secretário da Administração Penitenciária, Nivaldo Restivo.

Os criminosos foram transferidos por decisão do juiz Paulo Zorzi, corregedor dos presídios, e a pedido do promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), de Presidente Prudente. “Essa é a maior operação já feita. Esperamos desarticular momentaneamente a cúpula da facção”, afirmou Gakyia.

O pedido é de 28 de novembro de 2018 e solicitava a “transferência imediata em caráter excepcional de 15 presos, entre eles o Marcola”.

A inteligência policial detectou planos da facção em outubro e novembro de 2018 de matar autoridades judiciais, o ex-secretário do governo da SAP Lourival Gomes, um diretor de presídio e um deputado estadual caso Marcola fosse transferido para o sistema federal. Todos estão com escolta reforçada desde que a Justiça confirmou que ia deferir o pedido de tranaferência dos presos.

O governador de São Paulo João Doria convocou uma coletiva de imprensa às 14 horas para falar sobre a transferência dos presos.

Plano de resgate

De acordo com o MP, havia um plano de resgate de integrantes do PCC que estavam na Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Venceslau. Um dos alvos do resgate seria Marcola e outros membros da facção. O aeroporto de Presidente Venceslau fica a apenas dois quilômetros, cerca de seis minutos, da unidade prisional.

Segundo o MP, na mesma ação, o líder havia sido condenado recentemente há 30 anos de prisão pela comarca de Presidente Venceslau. O total de penas impostas a Marcola já ultrapassa 300 anos.

O plano de resgate seria comandado por outro membro do PCC, Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como ‘Fuminho’. Ele fugiu da casa de detenção em 1999, é procurado pela justiça e teria se estabelecido na Bolívia, de onde enviava drogas e armas para Brasil, Europa, Ásia e África, diz o documento do MP.

Entre os integrantes do grupo que iria resgatar Marcola, tinha bandidos que já haviam participado de roubos contra empresas de valores.

Ainda de acordo com a Promotoria, a facção teria investido dezenas de milhões de dólares nesse plano de resgate, inclusive com a compra de veículos blindados, aeronaves e armamentos.

O plano de resgate incluía o bloqueio de rodovias e o ataque à penitenciária de Presidente Venceslau e também o ataque ao Batalhão da Polícia Militar, além do corte de energia e comunicações nas unidades policiais do entorno.

“A equipe que iria resgatar Marcola se dividiria em várias frentes, uma delas iria bloquear a Rodovia Raposo Tavares, a outra iria atacar a polícia e uma outra iria tentar impedir a decolagem do helicóptero Águia da PM do aeroporto de Presidente Prudente, que fica na região”, diz o MP.

Ainda segundo os promotores, o plano previa que eles seriam resgatados da prisão e levados para um aeroporto no norte do Paraná, de onde partiriam em outra aeronoave para o Paraguai ou a Bolívia.

A descoberta desse plano fez com que o aeroporto fosse fechado por um mês. O aeroporto foi fechado no dia 10 de outubro de 2008, inclusive com colocação de barreiras físicas na pista por determinação da justiça.

Drone

Mesmo com o reforço da segurança policial no entorno do presídio, no dia 27 de outubro uma câmera registrou um sobrevoo de um drone nas imediações da cadeia.

“Podia ser um sinal de que um plano de resgate estaria em ação”, diz o MP. Segundo a ação, os drones seriam usados pelo PCC para fazer filmagens e o reconhecimento do local antes do resgate.

Presídios federais

Diante do plano de resgate, o MP pediu a transferência alegando que havia “altíssimo risco de confronto armado na cidade e também devido ao grau de periculosidade dos presos”.

A transferência iria dificultar que as ordens do PCC chegassem a outros membros da facção fora do presídio. Nas penitenicárias federais, não há acesso a TV, rádio ou jornal, nem visita íntima.

O que é o PCC?

Em mais de 100 unidades prisionais do Estado, existe presença de integrantes do PCC. A facção criminosa movimenta quase 800 milhões de dólares por ano no Brasil e tem cerca de 30 mil membros.

É a maior organização criminosa da América do Sul, com ligações com a máfia da Calábria (sul da Itália) passou a dominar o envio de cocaína da Bolivia para a Europa por meio de portos no Nordeste, Sudete e Sul do País.

Veja lista dos transferidos

– Lourinaldo Gomes Flor (‘Lori’)

– Marcos Williams Camacho (‘Marcola’)

– Pedro Luís da Silva (‘Chacal’)

– Alessandro Garcia de Jesus Rosa (‘Pulft’)

– Fernando Gonçalves dos Santos (‘Colorido’)

– Patric Velinton Salomão (‘Forjado’)

– Lucival de Jesus Feitosa (‘Val do Bristol’)

– Cláudio Barbará da Silva (‘Barbará’)

– Reginaldo do Nascimento (‘Jatobá’)

– Almir Rodrigues Ferreira (‘Nenê de Simone’)

– Rogério Araújo Taschini (‘Taschini’/’Rogerinho’)

– Daniel Vincius Canônico (‘Cego’)

– Márcio Luciano Neves Soares (‘Pezão’)

– Alexandre Cardoso da Silva (‘Bradok’)

– Julio Cesar Guedes de Moraes (‘Julinho Carambola’)

– Luis Eduardo Marcondes Machado de Barros (‘Du da Bela Vista’)

– Celio Marcelo da Silva (‘Bin Laden’)

– Cristinao Dias Gangi (‘Crisão’)

– José de Arimatéia Pereira Faria de Carvalho (‘Pequeno’)

– Alejandro Juvenal Herbas Camacho Marcola Júnior (‘Marcolinha’)

– Reinaldo Teixeira dos Santos (‘Funchal’)

– Antonio José Muller Junior (‘Granada’)

 

Município de Touros, no litoral Norte potiguar, deve indenizar professores por falta de pagamento de salários

 

Fonte: Blog do BG

O Grupo de Apoio às Metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) condenou o Município de Touros a pagar aos servidores da rede de ensino, individualmente, o valor de R$ 3 mil, mais juros e correção monetária, como indenização por danos morais, devido à falta de pagamento dos servidores da Secretaria de Educação, no mês de dezembro de 2012 e mais o 13º salário.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) ajuizou Ação Coletiva em favor dos professores representados pelo ente sindical contra o Município de Touros afirmando que a prefeitura teria deixado de realizar o pagamento dos servidores da Secretaria de Educação, no mês de dezembro de 2012, bem como o 13º salário referente ao mesmo ano.

Com isso, a entidade requereu a condenação da municipalidade a pagar o salário de dezembro de 2012, acrescido do 13º salário referente ao mesmo ano, bem como a criar um calendário de pagamento salarial e também a indenizar os sindicalizados por danos morais.

O Município requereu prazo para comprovar o pagamento dos salários pretendidos, alegou a perda superveniente do interesse processual, em decorrência de que já teriam sido pagos os valores pleiteados na ação. Argumentou, ainda, a inexistência de dano moral a ensejar o pagamento de indenização, uma vez que não teriam sido comprovados os transtornos sofridos pelos professores.

Já o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do RN reconheceu que o pagamento do salário do mês de dezembro e do 13º foi efetuado no ano de 2013, em duas parcelas, e requereu o prosseguimento do processo quanto aos demais pleitos.

Quanto à condenação do Município ao pagamento de danos materiais, consistentes no pagamento do salário do mês de dezembro de 2012 e do 13º salário do mesmo ano, com as devidas atualizações monetárias, o Grupo de Apoio às Metas do CNJ considerou ser incontroversa a perda parcial do objeto da demanda judicial, de modo que há que ser declarado extinto o processo em relação a esse pedido porque o Município já realizou o pagamento dos valores.

Quanto ao pedido da criação de calendário anual de pagamento, o julgador considerou que não cabe ao Poder Judiciário interferir no modo de administrar próprio do Poder Executivo, exceto nos casos de flagrante ilegalidade/nulidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes, previstos no art. 2º da CF/88.

Apesar disto, considerando que os pagamentos atrasados apontados na ação judicial se deram unicamente no mês de dezembro de 2012, observou ser possível aferir que o Município tem realizado regularmente o pagamento dos salários dos seus servidores, sem que seja necessário e adequado, nesse ponto, a intervenção do Poder Judiciário. “Dessa forma, o pedido formulado quanto à elaboração de calendário municipal não merece prosperar”, comentou.

Quanto ao dano moral pelo atraso no pagamento no pagamento da remuneração do mês de dezembro de 2012 e do respectivo 13º, considerou que não se pode negar que tais verbas possuem caráter alimentar, denotando-se que um retardo de vários meses para quitação tem grande repercussão financeira na vida de qualquer trabalhador.

Em documento, Vale projetou mortes, custos e até causas possíveis de colapso

 

Fonte: Blog do BG

Um documento interno da Vale estimou em outubro de 2018 quanto custaria, quantas pessoas morreriam e quais as possíveis causas de um eventual colapso da barragem de Brumadinho (MG), que acabou se rompendo no dia 25 de janeiro, deixando ao menos 165 mortos.

O relatório é usado pelo Ministério Público de Minas Gerais em ação civil pública em que pede a adoção de medidas imediatas para evitar novos desastres, já que dez barragens, incluindo a de Brumadinho, estariam em situação de risco, segundo o documento da própria mineradora.

A Vale questiona a Promotoria e diz que o estudo indica estruturas que receberam recomendações de manutenção, as quais já estariam em curso. A empresa defende ainda que a barragem de Brumadinho não corria risco iminente.

O estudo projeta que um eventual colapso provocaria mais de cem mortes —até o momento, as autoridades contabilizam 165 mortos e 155 desaparecidos. O número considera um cenário de rompimento durante o dia e com funcionamento dos alertas sonoros instalados para evitar emergências.

A maior parte das vítimas estava no refeitório e na sede administrativa da mina do Córrego do Feijão, onde está a barragem que se rompeu. No começo do mês, a Folha mostrou que o plano de emergência da barragem previa a inundação dessas estruturas.

De acordo com o estudo da Vale, chamado Resultados do Gerenciamento de Riscos Geotécnicos, os custos de um eventual rompimento na barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão poderiam chegar a US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões, ao câmbio atual).

A empresa também projetava como causas prováveis de rompimento erosão interna ou liquefação. Inspeções já tinham encontrado indícios de erosão na ombreira (lateral da barragem) e indícios de alagamento.

O documento inclui a estrutura que se rompeu entre dez barragens em uma zona de atenção. As outras são: Laranjeiras (em Barão de Cocais), Menezes 2 e 4-A (em Brumadinho), Capitão do Mato, Dique B e Taquaras (Nova Lima) e Forquilha 1, Forquilha 2, Forquilha 3 (Ouro Preto).

A análise de estabilidade exigida pela legislação atestou as condições de segurança da barragem que se rompeu, mas indicou uma série de problemas que deveriam ser resolvidos pela mineradora.

Procurada pela Folha, a Vale afirmou em nota que “os estudos de risco e demais documentos elaborados por técnicos consideram, necessariamente, cenários hipotéticos para danos e perdas”.

A Vale disse que “não existe em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem” e reafirmou que a estrutura tinha “todos os certificados de estabilidade e segurança”.

Em entrevista nesta terça (12), o gerente-executivo de planejamento da área de minério de ferro e carvão da empresa, Lúcio Cavalli, disse que “em momento algum essa estrutura deu sinais de que estava com problema”.

De acordo com a Vale, a “zona de atenção” compreende barragens em que os técnicos apontaram recomendações, mas não risco iminente.

Segundo a empresa, no caso da estrutura que se rompeu, as recomendações eram dar continuidade ao processo de descomissionamento e reduzir os níveis do lençol freático, o que já vinha sendo feito, de acordo com a companhia.

Empresas querem aumento na tarifa de ônibus em Natal para R$ 3,90

 

Fonte: Tribuna do Norte

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn) apresentou requerimento administrativo solicitando reajuste na tarifa de ônibus em Natal. Os empresários querem que a passagem em Natal custe R$ 3,90, contra os atuais R$ 3,65. O mais recente aumento foi implementado em maio do ano passado.

De acordo com o Seturn, o pedido foi para que Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) elabore os cálculos para aplicação do reajuste, levando em consideração a elevação dos insumos que compõe o custo da tarifa, as perdas de remuneração acumuladas nos últimos anos, além do número de usuários e gratuidades nos serviços.

“Doze capitais já concederam reajuste este ano e Natal precisa reajustar também. O reajuste anual é algo natural e acontece em todos os serviços públicos, assim como energia elétrica e água. É preciso que o contrato esteja equilibrado para que possam existir os investimentos na melhoria do serviço, não podemos esquecer que as gratuidades têm alto impacto na tarifa”, analisou Nilson Queiroga, consultor técnico do Seturn.

No dia 18 de maio de 2018, o Conselho Municipal de Transportes aprovou aumento de 8,96% na tarifa, com o valor saltando de R$ 3,35 para os atuais R$ 3,65. Na oportunidade, os empresários afirmavam que o valor já era deficitário, mas ficou acordado que as empresas deveriam viabilizar a construção de 50 novos abrigos e recuperar 6 estações de transferência. Não há a confirmação se o acordo foi cumprido.

Para que a tarifa sofra novo reajuste, é necessária decisão do Conselho Municipal de Transportes e do prefeito de Natal, Álvaro Dias.