Novo edital de licitação dos transportes será lançado até junho, diz STTU

 

Fonte: Agora RN

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) de Natal confirmou que o edital de licitação dos transportes públicos da capital tem previsão de ser lançado em até dois meses.

De acordo com a secretaria, em contato com a reportagem do Agora RN, atualmente, o edital passa por uma fase de elaboração e revisão de seu texto. A minuta estava sob responsabilidade do Instituto da Mobilidade Sustentável Rua Viva, sediado em Belo Horizonte (MG), que foi contratado em 2016 por R$ 97 mil com dispensa de licitação.

O processo continua após a STTU receber os vetos apreciados pela Câmara Municipal na Lei Complementar 179/2018, que traz as regras do transporte público em Natal.

Anteriormente, o prefeito Álvaro Dias (MDB) havia vetado, em janeiro, quatro artigos que constavam na Lei dos Transportes. Contudo, os vetos só foram apreciados pelos vereadores no início de março, quando os parlamentares retornaram às suas atividades na Câmara.

Dos artigos vetados por Álvaro, a Câmara derrubou apenas um: a medida que permitia que atuais cobradores pudessem ser realocados em outras funções dentro das empresas de transporte, já que a cultura da dupla função é liberada.

Histórico

O processo licitatório do transporte público de Natal teve início em 2013, mas o Município encerrou a elaboração do texto da Lei dos Transportes somente em 2015. Na Câmara, a legislação recebeu 140 emendas.

Foram feitas duas convocações para recebimento de propostas, entre janeiro e abril de 2017, mas as rodadas terminaram desertas por falta de interesse das empresas envolvidas. Alguns dos pontos rechaçados pelas empresas na época era a renovação total da frota para quatro anos, e a diminuição de idade para a gratuidade dos idosos de 65 anos para 60.

Com o duplo insucesso, o Município enviou novo projeto de lei para a Câmara, que aprovou em dezembro o novo texto da licitação dos transporte.

Frota velha

Hoje, Natal possui a frota mais velha entre as capitais nordestinas. Os dados foram divulgados no início deste ano pela Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

Ao todo, a capital tem 710 veículos realizando o transporte urbano na cidade. A média de idade deles é de 8,9 anos – o ideal, segundo a última lei de licitação aprovada, seria uma idade média de quatro anos.

Deputados analisam reajuste salarial para os professores do Rio Grande do Norte

 

Fonte: Agora RN

A Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte discute nesta terça-feira, 23, o Projeto de Lei de reajuste do piso estadual do magistério. Segundo a proposta do Governo do Estado, o aumento de 4,17% será repassado aos profissionais a partir de maio.

Na discussão sobre o tema, os deputados estaduais da comissão terão a presença de representantes dos inativos do magistério e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte RN).

Na semana passada, durante reunião do colegiado, a matéria não foi aprovada. Os deputados Getúlio Rêgo (DEM) e Galeno Torquato (PSD) questionaram o prejuízo que os professores inativos poderiam ter com a aprovação do projeto original, visto que o reajuste para a categoria será implantado a partir de maio próximo e o retroativo dividido em sete parcelas. Com isto, o presidente da CFF, deputado Tomba Farias (PSDB), convocou a reunião para a próxima terça-feira.

O deputado Galeno Torquato foi quem sugeriu que sejam convocados os representantes dos aposentados à CFF. “Da forma como está posto o Governo do Estado mais uma vez colocou os aposentados e pensionistas na fila, com esse parcelamento. E são eles, que contribuíram com a educação do nosso Rio Grande do Norte, quem mais precisam de uma remuneração digna”, criticou Getúlio Rêgo.

Na defesa do Governo, o deputado Francisco do PT argumentou que a matéria tem a aprovação dos professores. “Esse projeto já foi discutido amplamente com as bases e foi fruto de um entendimento entre o governo e o Sinte”, disse.

De acordo com o projeto, para os professores ativos, o reajuste será implantado a partir de abril próximo e o retroativo em três parcelas, nos meses de abril, maio e junho de 2019. Já em relação aos aposentados, o reajuste será implantado a partir do próximo mês e o retroativo em 7 parcelas, sendo a primeira parcela, no percentual de 4,17% paga em junho, referente ao mês de janeiro de 2019; e as demais, no total de 6, no percentual de 2,085%, pagas nos meses de julho a dezembro, referentes aos meses de fevereiro, março e abril de 2019.

Mega-Sena acumula; próximo sorteio terá prêmio de R$ 90 milhões

 

Fonte: Agora RN

Ninguém acertou as seis dezenas do sorteio 2.144 da Mega-Sena, realizado na noite desse sábado (20) em Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul. O próximo sorteio, na quarta-feira (24) pagará R$ 90 milhões a quem acertar as seis dezenas.

Os números sorteados ontem foram 07, 16, 21, 33, 55 e 60. A quina teve 188 ganhadores, que vão receber R$ 21.418,23 cada. A quadra teve 10.251 apostas ganhadoras, com prêmio individual de R$ 561,14.

RN é oitavo no Brasil com mais aposentados do que ativos em cidades

 

Fonte: Agora RN

O Rio Grande do Norte é o 8º estado brasileiro com o maior número de municípios onde há mais aposentados do que trabalhadores formais. São 74 de 167 nessa condição (44,3%), segundo revela um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) à pedido do diário carioca O Globo.

A pesquisa mostra que para cada três cidades brasileiras já existem mais aposentados do INSS que trabalhadores com carteira assinada, que contribuem para o Regime Geral da Previdência Social.

O cruzamento de dados excluiu da conta os aposentados do funcionalismo público com regime próprio e os trabalhadores informais, e considera informações de 2017, as últimas disponíveis.

O Ceará ocupa a primeira colocação no ranking com 134 de seus 184 municípios (72,8%) com aposentados batendo o número de trabalhadores formais. Depois, vem o Maranhão com 152 de 217 municípios (70,1%) nessas condições e Bahia com 276 municípios de seus 417 (66,2%).

O quarto, quinto, sexto e sétimo lugares estão, respectivamente, com Pernambuco, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul, só então aparece o RN.

O fato do fenômeno da dependência da renda de aposentados ser mais forte no Nordeste, segundo especialistas ouvidos pelo jornal carioca, decorrem de fatores socioeconômicos, e já no Sul tem como fator principal o envelhecimento da população, que é maior.

Em municípios potiguares como São Miguel, no Alto Oeste, a 444 km de Natal, a proporção é de quatro aposentados para um trabalhador formal. Já em muitos outros há um empate de um por um, casos de Pedro Avelino, a 158 km da capital; Rodolfo Fernandes, por coincidência nome dado em homenagem ao jornalista que ocupou a direção de redação do jornal O Globo até sua morte; Serra Negra do Norte; Santa Cruz, onde a proporção é de dois aposentados para duas pessoas trabalhando formalmente e São João do Rio do Peixe, onde a proporção de quatro para quatro.

Para especialistas ouvidos pelo O Globo, os números reforçam a necessidade da Previdência de acabar com as aposentadorias precoces, deixando os trabalhadores mais tempo em atividade.

São justamente essas aposentadorias que aprofundam o desequilíbrio entre o contingente de pessoas contribuindo para o sistema e o total de beneficiários.

Além disso, os dados evidenciam a falta de dinamismo econômico das pequenas cidades, que convivem com alta informalidade — com trabalhadores que não contribuem para a Previdência — e sofrem com uma demanda cada vez maior por serviços com o envelhecimento da população.

Ainda de acordo com o levantamento, em dois terços das cidades com mais aposentados, a principal atividade econômica é a administração pública, segundo dados do IBGE. 

A pesquisa indica, ainda, uma alta concentração de aposentadorias rurais, outro tema polêmico da reforma da Previdência.

No ano passado, das 20 milhões de pessoas que estavam aposentadas pelo INSS, quase um terço, 6,9 milhões, eram aposentadorias rurais.

Governo vai decretar situação de emergência em três municípios após chuvas

 

Fonte: Tribuna do Norte

O Governo do Estado vai decretar situação de emergência nos municípios de Fernando Pedroza, Angicos e Santana do Matos por causa da ruptura das barragens São Miguel 1, Vavá 1 e São Pedro. Outros dois reservatórios estão em risco de rompimento.
De acordo com o Executivo, com o decreto, será possível o suporte técnico e repasse de recursos por parte do Governo Federal. O coordenador nacional de Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, já está ciente dos transtornos causados pelas chuvas na região Central do Rio Grande do Norte.

O decreto foi decidido em reunião na noite deste domingo (21) com o coordenador estadual de Defesa Civil, tenente-coronel BM Marcos de Carvalho, e equipe, secretário estadual de Recursos Hídricos, João Maria Cavalcanti, diretor-presidente do Instituto de Águas do RN, Caramuru Paiva, os prefeitos da região e coordenadorias municipais de Defesa Civil após o monitoramento de reservatórios e constatado risco de novos rompimentos.
Com as fortes chuvas, houve registros de destelhamento de casas, quedas de árvores e desabamento do trecho de uma ponte na RN-041, que liga Santana do Matos à BR-304. Um carro que trafegava pela ponte caiu e os dois ocupantes foram resgatados. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionadas após o desabamento.
Além dos reservatórios privados que romperam, ainda há riscos de rompimento das barragens Vavá 2 e São Miguel 2, em Fernando Pedroza.
O preocupante, segundo a Defesa Civil, é que este último se trata de açude de maior volume de água com relação aos que já romperam. Ainda não é possível informar quantas pessoas seriam afetadas com a possível ruptura da parede desses açudes.
Segundo Marcos de Carvalho, da Defesa Civil Estadual, ficou acertado também na reunião que a partir desta noite de domingo será feito o monitoramento de hora em hora do São Miguel 2 pela Prefeitura de Fernando Pedroza. “Havendo anomalia, eles emitem o aviso a todas as pessoas nas áreas que possam ser afetadas por extravasamento por meio de grupos de WhatsApp, rádios locais e carros de som. Amanhã uma equipe da Semarh vai fazer intervenções como a instalação de dispositivos para aumentar o fluxo de descarga ou ainda o rebaixamento do vertedouro, permitindo que diminua o volume armazenado no açude São Rafael 2. Consequentemente reduz o seu risco potencial”, explicou o coordenador estadual da Defesa Civil.

Dnit investirá R$ 1,2 milhão na Ponte do Igapó

 

Fonte: Tribuna do Norte

A previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) é de que em duas semanas seja montado o canteiro de obras e comecem os reparos da ponte Presidente Costa e Silva, situada no estuário do rio Potengi e que liga os bairros das Quintas e Igapó e escoa o tráfego de veículos a partir da BR-406 entre Natal e as regiões do Mato Grande e do Litoral Sul, além da chamada Costa Branca do Rio Grande do Norte.
A previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) é de que em duas semanas seja montado o canteiro de obras e comecem os reparos da ponte Presidente Costa e Silva, situada no estuário do rio Potengi e que liga os bairros das Quintas e Igapó e escoa o tráfego de veículos a partir da BR-406 entre Natal e as regiões do Mato Grande e do Litoral Sul, além da chamada Costa Branca do Rio Grande do Norte. A previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) é de que em duas semanas seja montado o canteiro de obras e comecem os reparos da ponte Presidente Costa e Silva, situada no estuário do rio Potengi e que liga os bairros das Quintas e Igapó e escoa o tráfego de veículos a partir da BR-406 entre Natal e as regiões do Mato Grande e do Litoral Sul, além da chamada Costa Branca do Rio Grande do Norte.

O Dnit está está investindo R$ 1,20 milhão nas obras de recuperação da “ponte de Igapó”, que tem prazo de conclusão para 180 dias, segundo o contrato emergencial assinado na quinta-feira (18) pelo diretor-geral do Dnit, general Antonio Leite dos Santos Filho, que esteve na Superintendência Regional do órgão, em Natal. 

Como se trata de uma obra de recuperação dos pilares da ponte Costa e Silva, segundo o Dnit, não haverá nenhuma alteração no trânsito de veículos sobre a ponte, que tem um vão de 606 metros e de 12,5 metros de largura e por onde circulam, diariamente, 80 mil veículos, 37 linhas de ônibus e 13 viagens de trens,  ligando a Zona Norte de Natal à Ribeira, na Zona Leste e a Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal (RMN). 

A ponte Costa e Silva foi construída e inaugurada no fim do governo Walfredo Gurgel (1966/1971), a fim de substituir o uso da antiga ponte ferroviária de mão única.  Já no final do governo Geraldo Melo (1987/1990) a ponte foi duplicada e desde então não recebeu serviços de manutenção da parte do Dnit. 

O Dnit está está investindo R$ 1,20 milhão nas obras de recuperação da “ponte de Igapó”, que tem prazo de conclusão para 180 dias, segundo o contrato emergencial assinado na quinta-feira (18) pelo diretor-geral do Dnit, general Antonio Leite dos Santos Filho, que esteve na Superintendência Regional do órgão, em Natal. 

Como se trata de uma obra de recuperação dos pilares da ponte Costa e Silva, segundo o Dnit, não haverá nenhuma alteração no trânsito de veículos sobre a ponte, que tem um vão de 606 metros e de 12,5 metros de largura e por onde circulam, diariamente, 80 mil veículos, 37 linhas de ônibus e 13 viagens de trens,  ligando a Zona Norte de Natal à Ribeira, na Zona Leste e a Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal (RMN). 

A ponte Costa e Silva foi construída e inaugurada no fim do governo Walfredo Gurgel (1966/1971), a fim de substituir o uso da antiga ponte ferroviária de mão única.  Já no final do governo Geraldo Melo (1987/1990) a ponte foi duplicada e desde então não recebeu serviços de manutenção da parte do Dnit. 

Correios está na lista de privatizações Governo

 

Fonte: Tribuna do norte

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) entrou na lista de privatização do governo Bolsonaro. O próprio presidente da República já autorizou a operação. A avaliação no governo é que o modelo de negócio da empresa está ultrapassado, mas há alto valor estratégico – precisa ser renovada para os novos tempos, especialmente com o crescimento o e-commerce.

Possibilidade de greve nos Correios é discutida nacionalmente

Os Correios é uma das instituições que está na lista de privatizações do Governo

Em entrevista na estreia do programa Central da GloboNews, na noite de quarta-feira (17), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro havia incluído uma nova empresa no programa de privatização. “Tem empresas que vão ser privatizadas que vocês nem suspeitam ainda”, afirmou, acrescentando em seguida que o presidente já havia concordado com a medida.

Instado a revelar o nome da estatal, Paulo Guedes preferiu não dizer, argumentando que ainda falta definir exatamente como será feita a venda. A agência Reuters e o blog Cristiana Lôbo, do G1, apuraram com assessores presidenciais que os Correios são a empresa citada pelo ministro da Economia. 

Durante a campanha presidencial, o então candidato Jair Bolsonaro chegou a aventar a possibilidade de vender os Correios. Depois de assumir, não quis garantir a inclusão da estatal na lista das empresas a serem privatizadas. Agora, teria mudado de posição. Na avaliação da equipe presidencial, o setor em que atua a Empresa Brasileira de Correios está em processo de total transformação e, para a companhia sobreviver, precisa ser mais competitiva e ter menos amarras. Isso, na avaliação de técnicos, poderá ser feito apenas privatizando os Correios.

Nos últimos anos, a empresa foi envolvida em casos de corrupção, a começar pela primeira denúncia no que ficou chamado de escândalo do mensalão. A empresa entrou na partilha de cargos entre partidos, levando, também, o seu fundo de pensão Postalis a ser alvo de investigações por denúncia de má aplicação de recursos das contribuições dos empregados.

Há cerca de cinco anos, funcionários aposentados pelos Correios passaram a ter desconto de até 25% em seus benefícios como forma de tapar o rompo do fundo de pensão. Inicialmente, o ministro Marcos Pontes, das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação, a quem a empresa está subordinada, resistia à ideia, mas, agora, segundo fontes do governo, já está sensível ao projeto de privatizar a ECT.

Segundo fontes do governo, há hoje a compreensão de que a privatização será uma boa medida para a União, para o mercado e sobretudo para o usuário.

A venda da ECT e de outras quase cem empresas públicas é defendida com entusiasmo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. A convicção de que o caminho para a empresa é a privatização é recente e, por isso, ainda não há o desenho de como deve ser preparada para ser vendida, tampouco foi feita avaliação de seu valor de mercado.

“O que se sabe é que só de falar em vender a empresa surgem muitos interessados”, disse uma fonte do governo. Publicamente, Guedes tem insistido que o governo federal deve se desfazer de ativos para diminuir a dívida pública, também apontando que o controle excessivo do Estado sobre os negócios abre margem para casos de corrupção nas estatais –como ocorreu na Petrobras, na Caixa Econômica Federal e nos Correios.

Obra de recuperação da Ponte de Igapó, em Natal, começa em 15 dias, afirma Dnit

 

Fonte: G1 RN

As obras de recuperação e reforço da Ponte de Igapó, que liga as Zona Oeste e Norte de Natal, teve o contrato assinado nesta quinta-feira (18). A empresa responsável começa em 15 dias as operações. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Estado do Rio Grande do Norte (Dnit), a obra deve durar 180 dias.

Ainda segundo o Dnit, o valor total que será empregado na reestruturação da ponte é de R$ 1.197.143,61. O Departamento informou ainda que não haverá interferência no trânsito nesta primeira fase da obra, que se aterá à recuperação dos pilares da estrutura.

Isso porque esta etapa se enquadra em uma obra de emergência, que vai contemplar as partes mais desgastadas da Ponte de Igapó.

Meta de matricular todas as crianças de 6 a 14 anos está sob risco em 89% dos municípios

 

Fonte: G1

Os municípios e estados brasileiros têm até 2024 para garantir que todas as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos estejam matriculados ou já tenham concluído o ensino fundamental. Uma ferramenta lançada pelos tribunais de contas estaduais mostra, no entanto, que 89% das cidades estão correndo o risco de descumprir essa meta, que foi determinada na lei do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014.

Os dados da plataforma TC Educa são relativos ao ano 2017, o mais recente disponível, e foram obtidos com exclusividade pelo G1. A plataforma é usada tanto na fiscalização quanto para auxiliar os prefeitos a desenvolverem planos para cumprir a meta.

O levantamento considerou em “risco de descumprimento” o município que, entre 2014 e 2017, tinha uma tendência anual de expansão do atendimento menor do que a necessária para cumprir a meta em 2024.

Ao todo, 4.947 municípios estavam nessa situação. O Brasil tem 5.570 cidades – mas cinco delas ficaram de fora do levantamento, porque foram fundadas depois de 2010.

A ferramenta acompanha o índice de atendimento desde 2014 e usa dois dados como base:

  • a estimativa populacional de cada município, feita em 2012 pelo Datasus com base no Censo Populacional de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);
  • e a quantidade de matrículas nas escolas, divulgada todos os anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os dois números mostram uma estimativa da porcentagem total da população naquela faixa etária que estava matriculada no ano de referência. Comparando o histórico das taxas de atendimento, é possível ver que 4.817 dos 5.565 municípios com dados disponíveis estão indo na contramão da meta, porque, em 2017, apresentaram uma taxa mais baixa do que a de 2014.

O TC Educa aponta ainda que a taxa de atendimento para todo o Brasil era de 86,7% em 2017.

A plataforma, porém, usa uma metodologia diferente do monitoramento do governo federal, que tem números diferentes. Isso acontece porque o governo usa outra base de dados populacional, que só tem números nacionais e agregados por estados e grandes regiões, e não contempla os municípios. Assim, pelo monitoramento do governo federal, a taxa de atendimento do Brasil foi de 97.7% em 2015.

Monitoramento dos tribunais de contas

A plataforma foi criada em 2017 por um grupo de trabalho dos tribunais de contas do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, com o objetivo de ajudar os tribunais de todo o país a acompanhar os trabalhos de expansão das matrículas de prefeitos e governadores.

No início, o TC Educa monitorava duas das 20 metas do PNE: as metas 1 e 3, que determinavam a expansão de matrículas na educação infantil e no ensino médio. Neste mês, porém, a ferramenta incorporou o acompanhamento da meta 2, sobre a matrícula no ensino fundamental.

Um dos objetivos da plataforma é obter dados detalhados por município, um mecanismo de que, até então, o Brasil não dispunha.

Em entrevista ao G1, Cezar Miola, presidente do Comitê Técnico de Educação do Instituto Rui Barbosa (IRB) e conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS), explicou que os funcionários dos tribunais de contas desenvolveram e alimentam a plataforma em um “esforço quase voluntário” para garantir um acompanhamento adequado do trabalho dos gestores.

Ele explica que as metas 1 e 3 foram as primeiras incluídas porque eram as mais urgentes: o prazo para matricular todas as crianças de 4 a 5 anos e de 15 a 17 anos terminou em 2016 – e não foi cumprido por todos os gestores. Além disso, a meta da inclusão de metade das crianças de 0 a 3 anos em creches já foi prorrogada mais de uma vez:

“O plano [nacional de educação] anterior tinha falta de acompanhamento, de monitoramento. A meta 1 do plano anterior era atender 50% das crianças de 0 a 3 anos até 2011”, lembra ele. Essa meta não foi cumprida. “Depois projetaram isso para 2020, mas o plano foi se arrastando, só foi aprovado em 2014, então a meta foi transferida para 2024.”

Mesmo com esse adiamento, o Brasil continua em risco de não cumprir o objetivo do plano. Em 2016, a taxa de atendimento das creches chegou a apenas 32%, segundo o último monitoramento divulgado pelo Inep, de junho do ano passado.

Sob risco de extinção, espécie de papagaio mais gorda do mundo tem recorde na reprodução e anima biólogos

 

Fonte: G1

Os kakapos são a espécie mais gorda de papagaios do mundo e chegaram a ser o pássaro mais comum de toda a Nova Zelândia, até se tornarem ameaçados de extinção por conta da caça, do desmatamento e de predadores. O resultado é que chegaram a restar, no país, apenas 147 kakapos adultos.

Agora, uma nova geração de pássaros anima os ambientalistas do país: os kakapos neozelandeses produziram 76 filhotes na última temporada reprodutiva, o maior número já registrado desde que a espécie ficou sob acompanhamento, informa o Departamento de Conservação (DOC) da Nova Zelândia. Espera-se que ao menos 60 dos bebezinhos cheguem à vida adulta.

A nova geração é duas vezes mais numerosa do que a da última temporada reprodutiva, em 2016.

O kakapo (Strigops habroptilus) – também conhecido como papagaio-mocho – só se reproduz uma vez a cada dois ou quatro anos, e em condições bem específicas: eles botam ovos quando há abundância de frutas de uma árvore conífera endêmica da Nova Zelândia chamada rimu(o alimento favorito desses pássaros), o que também só acontece a cada dois ou quatro anos.

Além disso, essa espécie tem enfrentado problemas de infertilidade e a proliferação de doenças. Ou seja, nem todos os ovos botados se convertem em filhotes vivos e saudáveis.

Isso torna o recorde reprodutivo deste ano ainda mais importante para a espécie. Segundo Andrew Digby, conselheiro do DOC, cientistas notaram um aumento na quantidade de frutas das árvores rimu nos últimos anos. Com tantas frutas à disposição, muitas fêmeas kakapo conseguiram botar mais ovos do que de costume.

Bebês kakapos são acompanhados por cientistas, para aumentar suas chances de sobrevivência — Foto: New Zealand Department of Conservation

Bebês kakapos são acompanhados por cientistas, para aumentar suas chances de sobrevivência — Foto: New Zealand Department of Conservation

Quase extintos

Os kakapos são pássaros noturnos, incapazes de voar. Segundo as autoridades neozelandesas, eram uma espécie abundante em todo o país antes da colonização humana.

“A população (de kakapos) caiu dramaticamente por conta da ação de caçadores, de predadores introduzidos (pela colonização europeia) e pela retirada da mata”, diz o DOC. “Os esforços de conservação começaram ainda em 1894, mas, em meados do século 20, os kakapos estavam à beira da extinção.”

Em 1977, documentava-se a existência de apenas 18 espécimes desse papagaio.

Até que um grupo de kakapos foi descoberto na Ilha Stewart, no extremo sul da Nova Zelândia. Começou então um esforço dos cientistas para aumentar a população dos pássaros, em ilhas onde eles não sofressem ameaça de predadores externos.

O projeto hoje prevê que kakapos recém-nascidos sejam criados em laboratório, até serem novamente liberados na vida selvagem, acoplados a um transmissor.

Cada papagaio tem seu ninho monitorado por sensores e câmeras; e as aves ganharam comedouros com suplementos nutricionais que aumentam suas chances de crescerem saudáveis.

“Esses pássaros não têm muita privacidade”, brinca Digby. “Consigo ver pela internet o que eles estão fazendo, se estão acasalando, por quanto tempo e qual a qualidade do acasalamento. Essa é provavelmente uma das espécies mais gerenciadas do mundo, certamente a mais gerenciada da Nova Zelândia.”

Objetivo é que população de kakapos chegue a 500 espécimes; hoje existem apenas 147 aves adultas — Foto: New Zealand Department of Conservation

Objetivo é que população de kakapos chegue a 500 espécimes; hoje existem apenas 147 aves adultas — Foto: New Zealand Department of Conservation

Para aumentar a conscientização do público a respeito dos kakapos, o DOC promoveu no início deste mês uma sessão online de observação dos bebês pássaros.

Digby conta que a expectativa é de alcançar uma população de 500 kakapos, algo que exigirá um esforço constante.

“O objetivo de nosso programa é que cada criança (do país) cresça sabendo o que é um kakapo, assim como sabem o que é um elefante e um leão.”