Pedido de aposentadoria pelo 85/95 deve ser feito até 31 de dezembro

 

Fonte: Agência Brasil

Segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que quiserem se aposentar com o benefício integral este ano devem fazer o pedido até 31 de dezembro. Após esta data, a fórmula 85/95, que garante a integralidade com a soma da idade e do tempo de contribuição mudará, e passará a vigorar a regra 86/96, conforme previsto em lei.

A fórmula 85/95 é a equação em que a soma da idade e do tempo de contribuição deve dar 85 para mulher ou 95 para homem, por isso, especialistas dizem que os trabalhadores precisam ficar atentos e conferir, no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), se os critérios para requerer a aposentadoria por tempo de contribuição já foram atingidos.

— O segurado deve conferir através do “Meu INSS” se já atingiu os critérios para pedir o benefício. Se tudo estiver correto, o pedido deve ser feito até 31 de dezembro, antes que mude a regra. A partir de 2019, se o segurado não fizer o pedido, precisará da fórmula 86/96, que é progressiva — explica Luiz Felipe Pereira Veríssimo, do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev).

Veríssimo destaca ainda que, segurados que tenham trabalhado em condição insalubre, ou segurados que tenham recolhido como autônomos por algum período da vida profissional devem ficar atentos, pois esses casos são os que costumam constar com erros no cadastro do INSS. Caso exista algum erro, o segurado deve ter os documentos que comprovam o período trabalhado e as contribuições.

Se a pessoa não chega a essa pontuação, ainda assim pode requerer a aposentadoria, mas o cálculo sofrerá a aplicação do fator previdenciário, que poderá reduzir a renda inicial do benefício em até 40%.

Quando foi aprovada, a lei previdenciária estabeleceu a progressividade da fórmula 85/95, ou seja, a cada dois anos aumenta um ponto para que seja possível pedir a aposentadoria integral, até chegar 90/100 em 31 de dezembro de 2026.

Cadastro no “Meu INSS”

Para fazer as operações disponíveis no portal “Meu INSS”, como conferir o tempo de contribuição, vale destacar que é preciso um cadastro no serviço. É preciso informar nome completo, CPF, data e local de nascimento e nome da mãe para que o sistema gere uma senha de acesso provisório.

Assim que o login for efetuado, aparecerá uma mensagem instruindo a criação da própria senha. Depois disso, o segurado já pode conferir, por exemplo,detalhes específicos do tempo trabalhado.

O sistema tem ainda uma calculadora, que também informa para o trabalhador quantos pontos ele tem para conseguir a aposentadoria por tempo de contribuição, levando em conta a fórmula 85/95. Ao visualizar a possibilidade de pedir a aposentadoria, o trabalhador deve entrar em contato com o INSS para confirmar se, de fato, pode receber o benefício.

Índice de Preços ao Produtor teve alta de 2,33% em maio

 

Fonte: Agência Brasil

Os preços das indústrias extrativas e de transformação (indústria em geral) fecharam o mês de maio com alta de 2,33%, um crescimento de 0,75 ponto percentual em relação aos 1,58% registrados em abril. O resultado de maio foi o segundo maior da série iniciada em janeiro de 2014, perdendo para os 2,99% da alta de setembro de 2015.

Os dados fazem parte da pesquisa Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de maio, os preços ao produtor (na porta da fábrica) já acumulam alta de 5,96% nos primeiros cinco meses do ano, enquanto a taxa acumulada nos últimos 12 meses (a anualizada) chegou a 10,45%.

Segundo os dados divulgados, de abril para maio houve alta de preços em 22 das 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE, com destaque para refino de petróleo e produtos de álcool, que subiran 7,36%; fumo, 4,80%; e outros equipamentos de transporte, 4,63%. O IBGE também destacou a variação ocorrida nas indústrias extrativas, só que pelo lado negativo, já que o setor fechou maio com queda de 4,10% em relação a abril.

Em termos de influência, na comparação de maio a abril de 2018, sobressaíram refino de petróleo e produtos de álcool (0,85 ponto percentual), alimentos (0,60 ponto percentual), outros produtos químicos (0,26 ponto percentual) e indústrias extrativas, neste caso no sentido contrário, com queda de 0,18 ponto percentual.

Ao comentar que o resultado de maio foi o segundo maior da série histórica, o gerente de Análise e Metodologia do IBGE, Alexandre Brandão, lembrou que, “muitas vezes”, o IPP acompanha a variação cambial.

“É interessante observar que, em setembro de 2015, havia uma depreciação do real frente ao dólar bastante alta. Naquele período, era de 11,2%. E essa de maio foi a segunda maior, 6,7%”. Ainda de acordo com Brandão, em maio, as duas principais atividades do IPP, que são Alimentos e Refino de Petróleo e Produtos de Álcool, foram as que, efetivamente, puxaram a taxa para cima. “Refino teve aumento de 7,36% e teve influência de 0,85 ponto percentual no índice final, enquanto Alimentos teve variação de 3,21% e influência de 0,60 ponto percentual.

Câmara pode votar nesta quarta projeto da Escola sem Partido

 

Fonte: Agência Brasil

A Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira (4) a proposta que cria o programa Escola sem Partido. O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para afastar a possibilidade de oferta de disciplinas com conteúdo de “gênero” ou “orientação sexual” em escolas de todo o país.

Pelo texto do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), cada sala de aula terá um cartaz com seis deveres do professor, entre os quais está a proibição de usar sua posição para cooptar alunos para qualquer corrente política, ideológica ou partidária. Além disso, o professor não poderá incitar os alunos a participar de manifestações e deverá indicar as principais teorias sobre questões políticas, socioculturais e econômicas.

Segundo o relator, o problema da doutrinação política e sexual no ambiente escolar é “latente, crônico e traumático” e tem sido negligenciado ao longo dos anos no Brasil. “Há muitos anos, tem sido jogado para debaixo do tapete e acobertado sob o manto da liberdade de expressão e da liberdade de cátedra dos doutrinadores travestidos de docentes. Não podemos mais permitir que os alunos, parte mais vulnerável do processo, e suas famílias sejam constantemente atacados em seus direitos e vilipendiados em suas convicções pessoais”, afirmou o deputado àAgência Brasil.

O projeto está pautado para ser votado na comissão especial criada para discutir o assunto e tramita em caráter conclusivo. Caso aprovado, pode ser encaminhado diretamente para apreciação do Senado. Como se trata de um tema polêmico, deputados podem recorrer para que a matéria também seja analisada pelo plenário da Câmara.

As diretrizes estabelecidas no projeto também devem repercutir sobre os livros paradidáticos e didáticos, as avaliações para o ingresso no ensino superior, as provas para o ingresso na carreira docente e as instituições de ensino superior.

O projeto inclui na LDB a ideia de que os valores de ordem familiar têm precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Pelo texto de Flavinho, a lei entraria em vigor dois anos após aprovada.

Críticas

Crítico do Escola sem Partido, o deputado Bacelar (Pode-BA) já apresentou formalmente um voto contrário ao parecer de Flavinho. Segundo o parlamentar baiano, o projeto tem trechos inconstitucionais, e o texto apresentado pelo relator “não sana tais problemas, ao contrário, torna-os extremamente evidentes”.

“Não é razoável pensar na relação entre as liberdades de ensinar e de aprender sem considerar prioritariamente a base de toda a pedagogia, que é a relação ensino-aprendizagem. Para nós, não faz sentido a indagação do parecer ‘Até onde vai o direito de ensinar [do professor], de modo a não colidir com o direito de aprender [do aluno]?’ Na verdade, a liberdade de ensinar não existe sem a de aprender, e ambas não se concretizam se não houver relação ensino-aprendizagem efetiva”, afirmou Bacelar.

De acordo com o deputado, é um equívoco a matéria colocar a liberdade de aprender e de ensinar como aspectos contraditórios. “Além de colocar as liberdades de aprender e de ensinar como se fossem direitos antagônicos, e não interrelacionados em uma dinâmica sempre complexa, o relator afirma que a ‘liberdade de expressão’ do professor só pode ser exercida em contextos alheios ao exercício da sua função, o que é um absurdo.”

Bacelar afirmou ainda que a retirada do conteúdo de “gênero” ou “orientação sexual” é preconceituosa e fere a Constituição Federal. “Tal expressão traz consigo uma extrema distorção do que seriam estudos de gênero e não é sequer definida ou utilizada no meio acadêmico. É utilizada apenas por aqueles que, eles, sim, carregam uma ideologia muito clara: uma ideologia machista, autoritária, heteronormativa e avessa a direitos humanos”, argumentou Bacelar.

Para o relator da proposta, a medida não limita o plano curricular, “nem fere a liberdade de expressão do cidadão, que deve ser usada na sua esfera pessoal, e não no ambiente escolar”. Segundo Flavinho, a Constituição Federal não trata de “questões de gênero”, mas do devido respeito a todos, independentemente de raça, sexo, cor ou religião.

Cartaz

Pela proposta, deverá ser afixado em todas as escolas públicas e privadas do país um cartaz com o seguinte conteúdo, que seriam os deveres do professor :

1. Não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária;

2. Não favorecerá, nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas;

3. Não fará propaganda político-partidária em sala de aula, nem incitará os alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas;

4. Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito;

5. Respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;

6. Não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de terceiros, dentro da sala de aula.

Brasil perdeu 6,7 milhões de linhas de celular em um ano

 

Fonte: Agência Brasil

O Brasil fechou o mês de maio com 235,5 milhões de linhas de celular. O total foi 6,7 milhões menor do que o registrado em maio do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (2) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As estatísticas medem os acessos e não o número de pessoas com linhas, já que diversas pessoas podem adquirir mais de um chip.

Do total de linhas registradas em maio, 144,15 milhões eram pré-pagas, o que representa 61%. No período de um ano, a queda desse tipo de acesso foi maior, chegando a 17,7 milhões. Enquanto isso, no mesmo período os contratos pós-pagos cresceram 11 milhões. Ou seja, embora o saldo dos últimos doze meses tenha sido negativo, a proporção de acessos pós-pagos aumentou no país. Em geral essa modalidade está relacionada a maiores pacotes de voz e dados.

Os dados da Anatel mostram que a tecnologia 4G se estabeleceu no país. Esta modalidade foi a mais popular entre os acessos, chegando a quase metade destes (49%). Após quatro anos do início da implantação desta tecnologia, o 3G ainda é representativo, sendo usado em 31,7% dos acessos, enquanto o 2G está presente em 12% das linhas.

Mercado

A operadora Vivo, da empresa Telefônica, é a líder de mercado, com 31,9% dos acessos. Em seguida vêm a Claro (25%), a TIM (24,25%) e a Oi (16,5%). Enquanto a Claro se consolida oferecendo acesso à internet e televisão paga por meio da NET, a Oi segue em busca da solução de sua crise financeira.

No recorte por estado, São Paulo desponta com 65,5 milhões de linhas. O estado é seguido por Minas Gerais (22,4 milhões), Rio de Janeiro (20,5 milhões). Segundo a Anatel, nos últimos doze meses, a ampliação na base de linhas de celular foi maior em estados do Norte, como Roraima (+ 4,5%) e Amazonas (3,65%).

Petrobras perde US$ 622 milhões em processo de arbitragem no exterior

 

Fonte: Agência Brasil

A empresa Vantage Drilling International, sediada nas Ilhas Cayman, anunciou hoje(2) na sua página na internet, que obteve sucesso no processo em que moveu em um tribunal de arbitragem contra a Petrobras no valor de US$ 622,02 milhões. De acordo com a companhia, o tribunal deu ganho à Vantage Deepwater Company e a Vantage Deepwater Drilling, Inc., subsidiárias integrais da Vantage.

Conforme a empresa, o tribunal considerou na decisão que a Petrobras America, Inc. (PAI) e a Petrobras Venezuela Investments & Services, BV (PVIS), subsidiárias da Petrobras, violaram o contrato de prestação de serviços de perfuração do navio-sonda Titanium Explorer, assinado em 4 de fevereiro de 2009.

Ainda segundo a Vantage, em 31 de agosto de 2015, as duas subsidiárias da Petrobras (PAI e PVIS) a notificaram da rescisão do contrato de perfuração, alegando que a Vantage havia violado suas obrigações sob o contrato de perfuração. A empresa informou que protocolou imediatamente a ação de arbitragem internacional contra as subsidiárias e a Petrobras, alegando a rescisão injusta do contrato de perfuração.

Na nota da empresa, o diretor-presidente da Vantage, Ihab Toma, se disse satisfeito com a decisão do tribunal e acrescentou que a companhia continua focada em fornecer serviços de perfuração superiores aos seus clientes.

A Vantage Drilling International se apresenta como uma empreiteira de perfuração offshore. Informa ainda que tem uma frota de três navios-sonda para águas ultraprofundas e quatro plataformas de perfuração jackup premium.

O principal negócio da Vantage é contratar unidades de perfuração, equipamentos relacionados e equipes de trabalho, principalmente, em base diária para perfurar poços de petróleo e de gás natural para grandes empresas nacionais e independentes de petróleo e gás natural em todo o mundo.

O contrato entre as duas empresas apareceu na Lava Jato. Em 2016, o juiz Sergio Moro condenou o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada a 12 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de corrução passiva “pelo recebimento de vantagem indevida para si e para outrem no contrato entre a Petrobras e a empresa Vantage Drilling para fornecimento do navio-sonda Titanium Explorer”; e por lavagem de dinheiro.

Além disso, o empresário Raul Schmhidt, cujas tentativas de extradição de Portugal fracassaram, apesar de decisões iniciais favoráveis ao Brasil, é investigado pela Lava Jato como suspeito de intermediar pagamentos de propinas no valor de US$ 31 milhões aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, de quem seria sócio; Renato Duque e Nestor Cerveró.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o empresário intermediou, em 2009, o pagamento de propina para a Diretoria Internacional da Petrobras na contratação da empresa Vantage Drilling Corporation para fretamento do navio-sonda por US$ 1,8 bilhão. Ele é acusado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Até o fechamento desta matéria, a Petrobras não respondeu ao pedido de declaração sobre o resultado da arbitragem.

Portugal impede entrada de mais de mil brasileiros

 

Fonte: Agência Brasil

Os 85 mil brasileiros residentes em Portugal, em 2017, formavam a maior comunidade de estrangeiros no país. O número é 5% maior do que o registrado em 2016. O Brasil também lidera na estatística de barrados nas fronteiras. No ano passado, 1.336 brasileiros foram impedidos de ingressar, representando 62,3% das recusas de entrada.

Os dados são do Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo 2017, divulgado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em Lisboa.

O número de cidadãos de diversos países impedidos de entrar em Portugal cresceu 37,1% em relação a 2016. Foram mais de 18 milhões de pessoas controladas nas fronteiras do país, cerca de 17% a mais do que no ano anterior.

O aumento da fiscalização foi mais intenso nas fronteiras aéreas, com quase 16 milhões de pessoas controladas em aeroportos. Pouco mais de dois milhões foram fiscalizadas em fronteiras marítimas.

Depois da brasileira, as nacionalidades que sofreram as maiores recusas de entrada foram a angolana (148), paraguaia (131), moldava (45) e venezuelana (40).

Mais estrangeiros

Em 2017, a população de estrangeiros residentes em Portugal aumentou 6% em relação ao ano anterior. No que se refere à emissão de novos títulos de residência, no ano passado foi verificada uma alta de 31%, com 61.413 residentes aprovados. Os brasileiros foram os que mais solicitaram, com mais de 11.500 pedidos. Em seguida, vêm os italianos (5.267), os franceses (4.662) e os ingleses (3.832).

Em relação aos italianos, o relatório chama a atenção ao fato de que 17% dos cidadãos daquela nacionalidade são nascidos no Brasil: “fato que poderá ser explicado pelo conceito vigente de concessão da nacionalidade naquele país (jus sanguinis), não impondo limite de gerações (caso todos os ascendentes diretos do lado italiano do requerente sejam do sexo masculino), e a sua relação com a significativa comunidade descendente de italianos no Brasil”.

Com um total de 85.426 cidadãos, os brasileiros perfazem 20,3% dos estrangeiros em Portugal e seguem sendo a principal comunidade, tendo aumentado 5,1% em relação a 2016. Desde 2011 que não se verificava aumento no número de brasileiros residentes no país.

Pareceres positivos

Em relação aos pedidos de nacionalidade lusitana, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras emitiu 27.362 pareceres positivos, sendo os brasileiros – com 10.805 – mais contemplados. Na sequência, estão Cabo Verde (3.022), Israel (2.539), Ucrânia (1.960) e Angola (1.613).

Também no que se refere à aquisição de nacionalidade por casamento ou união de fato, os brasileiros se destacam com 2.378 pedidos. Em segundo lugar, muito distante, aparece Cabo Verde (498). Vêm depois: Angola (454), Ucrânia (353), Índia (281), Guiné-Bissau (230) e Venezuela (188).

“Neste tipo de processos verifica-se a existência de um grande número de cidadãos estrangeiros que, não sendo residentes no território nacional, efetuam o pedido de nacionalidade junto às embaixadas e consulados de Portugal da área de residência (Brasil, Reino Unido, França, Luxemburgo, Suíça, Emirados Árabes Unidos, entre outros)”, afirma o documento.

Número de brasileiros em áreas de risco passa de 8 milhões, diz IBGE

 

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 8,27 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco em 872 municípios do país. Essas pessoas moram em 2,47 milhões de domicílios. Com o uso de metologia inédita, pesquisadores cruzaram dados do Censo Demográfico de 2010 com informações do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

“É a primeira vez que se tem um cenário de qual é a população brasileira em áreas de risco”, disse o coordenador de Geografia do IBGE, Cláudio Stenner, à Agência Brasil. A intenção, segundo ele, é gerar uma base de conhecimento que possa contribuir para a adoção de políticas públicas a fim de evitar tragédias decorrentes de desastres naturais. “A expectativa é que, em primeiro lugar, se gere a preservação da vida e, em segundo lugar, uma melhor mitigação dos efeitos em caso de desastre natural.”

O pesquisador afirmou que a pesquisa População em Áreas de Risco no Brasil é o início de uma série histórica que vai ocorrer sempre que houver a publicação do Censo Demográfico. Segundo ele, apesar da informação demográfica, estar distante oito anos, ainda assim, tem um caráter estrutural, porque essa situação não muda tão rapidamente.

“A vantagem desse trabalho é que nos últimos cinco anos passamos desenvolvendo a metodologia e produzindo esses dados. Com o censo de 2020, 22 ou 23, ainda não está fechado o calendário, poderemos dar uma resposta muito mais rápida, com uma atualização maior e comparação com a situação de 2010 do que mudou nessas áreas”, acrescentou.

Destaques

Com a análise de 308 municípios, a Região Sudeste foi a que teve maior número de pessoas em áreas de risco (4,26 milhões), que significam 9,8% da população total dessas cidades avaliadas, com destaque para os estados de São Paulo e de Minas Gerais. São Paulo registrou 1,52 milhão de pessoas, ou seja, 6,8% da população dos municípios monitorados. Minas Gerais somou 1,37 milhão, 14,8% em áreas de risco.

Na outra ponta, a Região Centro-Oeste, que teve 19 municípios monitorados, não ultrapassou o total de 2 mil habitantes em áreas de risco em nenhum deles. A pesquisa indica que havia 7,6 mil habitantes nessas localidades, o que representa 0,3% da população total dos municípios acompanhados.

Stenner chamou a atenção que, entre os municípios, Salvador, com 1,21 milhão de pessoas (45,5% da população total do município) é o que tem maior contingente em área de risco, seguido de São Paulo com 674,3 mil habitantes, mas nesse caso o montante representa 6% da população.

Tragédias

O estudo indicou ainda quantidade elevada de moradores em áreas de risco em alguns municípios que enfrentaram tragédias após impactos decorrentes de deslizamentos causados por tempestades. Na região serrana do Rio, Petrópolis tinha 72 mil (24,4% do total da cidade), Teresópolis 45,7 mil (28%) e Nova Friburgo 33,6 mil (18,5%). Os três enfrentaram enxurradas e inundações em 2011, ano seguinte ao Censo que serve de base para o estudo.

A pesquisa mostra que esse foi o maior desastre natural deste século e causou as mortes de 900 pessoas, atingiu mais de 300 mil em toda a região, além de provocar perdas econômicas avaliadas em R$ 4,8 bilhões, segundo o Banco Mundial com dados de 2012.

“As consequências devastadoras desse evento corroboraram o consenso entre os especialistas de que a magnitude de um desastre está intrinsecamente relacionada à interseção de fenômenos sociais, econômicos e demográficos, entre outros, que contribuem para aumentar a vulnerabilidade e exposição da população aos desastres naturais”, explicou Stenner.

Características sociodemográficas

O estudo analisou ainda características consideradas relevantes associadas ao perfil sociodemográfico da população em áreas de risco. Os pesquisadores consideraram variáveis como as faixas etárias e as condições de acesso a serviços básicos, incluindo abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo.

Na avaliação da faixa etária verificou-se que as mais vulneráveis a desastres são as crianças e os idosos, que por maior dependência para locomoção e menor capacidade de resistência a ferimentos necessitam de cuidados especiais. No caso das crianças, as menores de 5 anos são as mais vulneráveis e, no dos idosos, os com mais de 60 anos. No total de municípios analisados no Brasil (872), 17,8% dos moradores em áreas de risco eram crianças e idosos, faixas de idade mais vulneráveis.

O pesquisador informou que a Região Norte se destacou pela maior concentração de crianças vivendo em áreas de risco. O estado do Acre teve 19,8%. O Pará e o Amazonas tiveram 19,2% cada um. “Esse é um fenômeno demográfico da realidade dos estados da Região Norte, onde se tem um nível médio de filhos por mulher maior”, observou.

Stenner destacou também que, ao contrário do que se pode pensar, não é apenas a população com pior situação socioeconômica que mora em áreas de risco. “Essa não é uma característica exclusiva. Não é só população em dificuldade econômica que mora em área de risco”, ressaltou ao lembrar que na tragédia da região serrana em 2011 muitos condomínios de moradores de situação econômica mais elevada também foram afetados.

No entanto, o pesquisador acrescentou que no geral o processo de urbanização nas cidades brasileiras ocorreu de forma em que as classes mais favorecidas ocuparam as melhores áreas, enquanto restou para as de pior situação econômica um sítio urbano menos favorável, em encostas e em vales de rios. “Isso que gerou esses números de milhares de pessoas em áreas de risco”, completou.

Pelas características de água, esgoto e coleta de lixo, os pesquisadores puderam fazer a distinção dos tipos de moradias. De acordo com Stenner, novamente a Região Norte aparece em situação menos favorecida nos três requisitos, mas a falta de acesso à rede geral de esgoto ou fossa séptica, considerados formas adequadas de esgotamento, é o fato mais preocupante. A Região Norte chega a 70,7% da população sem esse tipo de serviço. Nos estados do Amapá e do Pará esse percentual chega a 83,7% e 75,5% respectivamente. “O esgotamento sanitário se revela como grande problema nas áreas de risco. É a carência de um destino adequado”, acrescentou Stenner.

Queimadas em áreas florestais e de lavoura aumentam 52% este ano

 

Fonte: Agência Brasil

Desde o início do ano, foram registrados cerca de 216 mil focos de incêndios em áreas florestais e de lavoura em todo o país, de acordo com informação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com isso, o número de focos de incêndio entre janeiro e junho deste ano já é 52% maior do que o registrado no mesmo período de 2017.

Os três estados com o maior número de queimadas são Roraima, Mato Grosso e Tocantins. Juntos, eles somam cerca de 55% dos focos de incêndio registrados em todo o Brasil neste período.

Uma das causas do aumento no número de queimadas em áreas florestais e de lavoura pode ser o maior tempo de estiagem em 2018. Mas bombeiros e especialistas também chamam a atenção para o desmatamento e para a degradação ambiental como fatores responsáveis pela ampliação dos focos de incêndio.

Rodrigo Maciel, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de Roraima, líder em número de incêndios florestais este ano, afirma que o estado agora passa por um período de chuvas, mas as consequências das queimadas ainda podem ser percebidas, especialmente nas áreas florestais.

“A vegetação florestal depois que você perde ela pela ação do fogo, demora alguns anos para se recuperar. A gente vê isso em algumas serras aqui próximo, que tem a vegetação de floresta densa e, por conta do fogo, parte dela que foi queimada destoa visualmente da parte que está conservada”, afirmou.

Para tirar Roraima do topo de lista dos focos de incêndio, o Corpo de Bombeiros faz agora uma campanha permanente de combate às queimadas. Já o Inpe investiga práticas que influenciam desmatamento na Amazônia. A Floresta Amazônica concentra mais da metade da biodiversidade da Terra, além de um terço das florestas tropicais do planeta.

Mega-Sena acumula e pagará R$ 4,5 milhões; confira as dezenas

 

Fonte: Agência Brasil

O prêmio principal estimado em R$ 2,5 milhões do concurso 2.053 da Mega-Sena, sorteado hoje (27) à noite em Campina Grande (PB), não teve nenhum ganhador. Confira as dezenas sorteadas: 12 – 22 – 27 – 37 – 40 – 55.

Dezessete apostas acertaram a quina e levam cada uma R$ 66.063,41. Pouco mais de 1,5 mil bilhetes fizeram a quadra e cada um ganhará um prêmio de R$ 1.014,15.

O próximo concurso, que será sorteado no sábado (30), tem um prêmio estimado em R$ 4,5 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas de todo o país. O valor da aposta mínima é R$ 3,50

Em meio a processo eleitoral, 122 candidatos foram mortos no México

 

Fonte: Agência Brasil

A campanha eleitoral no México foi marcada por diversos casos de violência e homicídios. Segundo especialistas, esta foi a campanha mais violenta já registrada no país. O Instituto Nacional Eleitoral (INE) confirmou que, até o início desta semana, 122 candidatos e pré-candidatos foram assassinados. Analistas, defensores de direitos civis e autoridades apontam os grupos organizados, chamados de cartéis, como responsáveis pelas mortes. As eleições gerais no país estão marcadas para o próximo domingo (1º).

A consultoria independente do México Etellekt considera o período de setembro de 2017 a junho de 2018 para análise. Ao menos 104 homens foram assassinados e 18 mulheres, de acordo com o último relatório. No mesmo período, foram assassinados 351 funcionários públicos – mortes não associadas à campanha eleitoral.

O México tem 31 estados e mais o Distrito Federal. De acordo com a México Etellekt, as regiões mais violentas são Guerrero, com 27 mortes, e Oaxaca, com 19. O maior número de agressões ou ameaças contra políticos na campanha eleitoral de 2017 a 2018 foi registrado nos estados de Guerrero, com 53 e no estado do México, com 40.

Em várias ocasiões, o presidente do INE, Lorenzo Córdova, negou que a violência interfira no processo eleitoral. Segundo ele, as eleições estão inseridas em um contexto de violência que já estava definido. “O ano passado foi o mais violento da história do país independentemente das eleições”, ponderou.

Cartéis

O sociólogo Javier Monroy, coordenador do Tadeco, organismo civil do estado de Guerrero, disse à Agência Brasil que os números são uma amostra da “interferência do narcotráfico na política mexicana”. De acordo com ele, os crimes não se limitam a ideologia ou tendência política.

“Foram assassinatos de políticos de diferentes partidos e diferentes correntes. O que vimos aqui são mortes que decorrem de compromissos, conflitos de interesses e disputas dos grupos criminais que lutam entre si por regiões”, afirmou. “Há também casos de políticos assassinados que entraram em conflito em campanha com esses atores locais.”

Formado em Sociologia pela Universidade Autônoma do México (Unam), Monroy se dedica à comunidade em Guerrero, coordenando oficinas comunitárias do comitê de desaparecidos no estado. Segundo ele, na organização em que atua, houve ameaças de mortes e agressões. A entidade trabalha em defesa dos direitos humanos e da punição de criminosos.

Mais segurança

A Anistia Internacional no México avalia que a morte de políticos é um reflexo da violência geral que afeta o país. No primeiro trimestre, foram registrados 7.667 homicídios, quase 20% mais que no mesmo período do ano passado.

“A violência na política e a violência em geral mostram que a guerra às drogas fracassou e o que se vê agora é que o narcotráfico ganhou espaço nestes 10 anos em que foi combatido militarmente”, afirmou Raquel Aguilera, uma das representantes do escritório da Anistia no México.

Em entrevista à Agência Brasil, Raquel disse que a Anistia acompanha a campanha eleitoral e pediu que o governo garanta a segurança aos eleitores na votação de domingo (1º).

“Para a Anistia Internacional é muito importante que cada região seja acompanhada e que também os candidatos majoritários se posicionem sobre este tema da segurança de maneira mais clara e com propósitos definidos”, destacou.