Coronavírus: COI cede à pressão, admite adiar Olimpíada e pede um mês para tomar decisão

A pressão dos atletas parece ter feito o Comitê Olímpico Internacional (COI) repensar sua posição

Compartilhe esse post

A pressão dos atletas parece ter feito o Comitê Olímpico Internacional (COI) repensar sua posição. Neste domingo, em reunião extraordinária por videoconferência, o Conselho Executivo do COI decidiu iniciar as discussões para que os Jogos Olímpicos de Tóquio sejam adiados e não comecem na data prevista de 24 de julho. O próprio COI se deu um mês para que a decisão final seja tomada. Nesse meio tempo, deve alinhar os interesses de federações, comitê olímpicos, detentores dos direitos de televisão, patrocinadores, do governo japonês e de dezenas ou centenas de outros envolvidos. Há muitos pontos a se resolver, como a entrega dos apartamentos da Vila Olímpica aos novos proprietários.

A nova postura do COI fecha uma semana em que o comitê teve diversas reuniões no sentido exatamente o oposto, de que ainda era cedo para discutir o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas os planos foram alterados depois que diversos stakeholders importantes do movimento olímpico começaram a se pronunciar publicamente a favor do adiamento para 2021, o que inclusive não é previsto na “constituição” do COI, a Carta Olímpica.

Após a primeira das muitas reuniões da semana, na segunda-feira (16), com as federações internacionais olímpicas, diretamente interessadas na manutenção dos Jogos por questões financeiras (o adiamento para 2021 geraria sobreposição com o calendário de Mundiais previstos para o ano que vem), o COI soltou comunicado afirmando que era cedo para tomar qualquer decisão. O presidente do órgão, Thomas Bach, chegou a pedir que os atletas continuassem treinando. A postura do COI, reforçada nos dias seguintes, após reuniões com os comitês olímpicos nacionais (NOC’s, na sigla em inglês) e com um grupo de atletas, causou revolta. O nadador brasileiro Bruno Fratus e o comitê olímpico espanhol foram dos primeiros a negar que houvesse unanimidade na decisão do COI e passaram a defender publicamente o adiamento dos Jogos para 2021. No Brasil, o COB (olímpico) e o CPB (paraolímpico) se declararam favoráveis. Nos Estados Unidos, tanto a federação de atletismo quanto a de natação enviaram cartas ao Comitê Olímpico e Paraolímpico norte-americano pedindo que intercedesse junto ao COI pelo adiamento. Somadas, essas federações venceriam os Jogos do Rio no quadro de medalhas, com mais ouros do que qualquer outro país, incluindo todo o resto dos Estados Unidos.

A Olimpíada em 2020 é cada vez mais insustentável por uma série de razões, a começar que atletas estão proibidos de treinar em diversos países. Continuar treinando, desafiando as normas sanitárias, é perigoso e, em muitos casos, ilegal. Mas há outras razões: a opinião pública japonesa começa a se posicionar de forma contrária aos Jogos, com medo de estrangeiros levarem o vírus de volta ao Japão. Países tendem a ampliar as barreiras em fronteiras. A Austrália, por exemplo, estará trancada até depois dos Jogos. Além disso, o controle antidoping está paralisado, o que não permite que os Jogos em julho aconteçam sob o “jogo limpo”.

Fonte: UOL


Compartilhe esse post

Ler Anterior

Infraero admite que aeroportos estão operando normalmente

Ler Próximo

COI admite adiar Olimpíadas de Toquio

Envie uma mensagem para o setor responsável.
WeCreativez WhatsApp Support
98 FM
Pedir Música
Acessível
WeCreativez WhatsApp Support
Flávio Amorim
Comercial
Acessível
WeCreativez WhatsApp Support
Sheyla
Vendas
Acessível
WeCreativez WhatsApp Support
Vanessa
Vendas
Acessível