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Contrato antigo
Advogado do América fala sobre processo da Premier
Advogado do América diz que pedida assusta, mas não tem viabilidade

Conversei com o advogado Diogo Pignataro, que apesar de ter deixado a Diretoria Jurídica do América, continua defendendo o clube na ação movida pela empresa PSG que cobra na Justiça o valor de 6 milhões de reais, alegando quebra de contrato

” Quando eu resolvi sair da Diretoria Jurídica do América, não o presidente atual ( Ricardo Valério ) outras pessoas com cargos, e influência na história do América pediram encarecidamente que eu continuasse à frente de alguns casos, casos de maior relevância e eu disse que sim desde que isso fosse conversado com o presidente, mas eu não iria conversar com ele, o problema da minha saída no final das contas envolvia a pessoa dele e não fazia sentido nenhum nem ele me pedir isso e tampouco eu me colocar a disposição dele como mandatário atual do clube, e ai eu disse que sim desde que houvesse o aceite dele e assim eu fiz e faço, pelo menos até o final deste ano”.

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A origem do processo judicial

” Esse processo continua comigo, ia ter uma audiência nessa semana que acabou não acontecendo. Pela terceira vez a outra parte pediu adiamento, algo relativamente estranho e a gente tem o maior interesse que esse processo se resolva o mais rápido possível, ele não tem nem pé e nem cabeça, é uma execução ingressada pela Premier, o nome da empresa é esse que você colocou PSG Marketing Esportivo, nome fantasia à epoca e nem sei se ainda é hoje, nem sei se essa empresa ainda está operando mais, o que já diz muita coisa sobre ela. Essa empresa fazia muita coisa, ela cuidava do sócio-torcedor e também cuidada da bilheteria na epoca de Goianinha e um curto espaço de tempo no Barrettão”

O contrato

” Esse contrato é bem antigo por sinal, se não me falha a memória o contrato é de 2010 ou 2011 não me recordo ao certo, então à epoca do Machadão onde eles faziam se não me falha a memória também, a bilheteria enfim, todo organização. Até que na gestão de Alex ( Padang ) em 2013 acho que no segundo ano, foi feito um aditivo onde eram estipuladas metas e metas a serem cumpridas pela PSG por faturamento do programa de sócios sob pena do contrato ser rescindido unilateralmente. As metas não foram atingidas, a gente notificou na epoca e assim o fez. O contrato tinha uma clausula de resolução expressa a respeito, a gente rescindiu e esse contrato parou de ter vigência no final de 2013 e logo em seguida, em janeiro de 2014 a gente começou jogar na Arena das Dunas, onde eles ( PSG/Premier ) não iriam fazer a bilheteria dos jogos. A partir de 2014 o próprio America ficou fazendo o programa de sócios e tampouco a bilheteria ficou sendo feita pela Premier”.

O que a Premier cobra na Justiça

” Eles se sentiram lesados, dizem que o contrato não poderia ter sido rescindido mas não falam do cumprimento das metas que esse é o grande motivo. Esse valor estratosférico é que eles cobram os valores dos percentuais que eles teriam direito a receber ao longo de 2014, ano que a Premier não prestou nenhum tipo de serviço para o América. A Premier não cuidou do sócio e muito menos fez a bilheteria dos jogos do América, mas mesmo assim está cobrando tudo e por isso o valor é muito alto. Eles cobram o que entendem que teria direito ao longo de 2014 ano em que a Premier não prestou nenhum tipo de serviço para o América, não cuidou do sócio e tampouco, muito menos fez as bilheterias dos jogos do América, mas ainda assim ela ( Premier ) cobra tudo isso, foi um ano que o América teve calendário cheio, foi longe na Copa do Nordeste, foi um ano muito bom, só terminou pelo rebaixamento para a Série C, mas foi um ano que na própria Série B estava indo bem até um certo ponto, com um elenco muito bom. Então o valor foi muito alto pois eles levam em consideração as bilheterias dos jogos, eles levam em consideração a quantidade de sócios que tinha na epoca que de fato era muito grande e o percentual que eles faria jus se o contrato estivesse vigente, mas eles não fizeram absolutamente nada, nenhum tipo de serviço foi prestado pela Premier em 2014 ao América, primeiro pelo fato do contrato estar rescindido, segundo porque não prestaram mesmo, não fizeram bilheteria e nem o programa de sócio. Ora se você não faz o que o contrato prevê, receber porque?”

Diogo Pignataro disse ainda que ” esse é um processo de muita relevância, todos os presidentes que passaram a partir desse processo, todos eles tem conhecimento, o próprio Conselho Deliberativo tem conhecimento. Em todos os momentos isso era prestado contas, não tem ninguém que não tenha ou possa dizer que não teve conhecimento. É um assunto bem conhecido internamente. Do ponto de vista jurídico não vejo nenhum tipo de dificuldade ou preocupação em torno do assunto. O valor assusta mas quando você vai estudar o caso vê que não tem nenhuma viabilidade naquilo que eles pedem. Já mudaram de advogado várias, isso também para mim denota muita coisa, enfim, o contexto é esse”

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