Amaro Sales: “Quem foi que disse que seria fácil?”

Em artigo, presidente da Fiern defende união – na saúde e na economia – para enfrentar a atual crise

*Por Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern)

Estamos todos muito preocupados com a pandemia do Covid-19 (coronavírus). Preocupados com as vidas humanas enfermas e em falência, mas, também, apreensivos com os reflexos da pandemia na economia. De certo, o que nos disse o Papa Francisco: só conseguiremos (sair de tão aguda crise) juntos.

Desde a semana passada, diante da gravidade da pandemia, o Sistema FIERN vem atuando em frentes diferentes. A primeira, em apoio a empresa industrial. Quase todos os serviços do Sistema FIERN estão disponíveis, remotamente pela internet ou por telefone e presencialmente para os casos necessários como, por exemplo, de Saúde e Segurança no Trabalho. Também criamos um atendimento jurídico para as empresas através do e-mail [email protected] e estamos, com outras instituições, conversando permanentemente com os Governos Federal e Estadual. Suspendemos todos os eventos, reuniões e proibimos aglomerações. Estamos atentos às recomendações da OMS, Ministério da Saúde e Secretarias do Estado e dos Municípios onde atuamos.

Em outra frente de atuação, em relação ao Governo Federal, tanto através da CNI, quanto diretamente junto a Superintendência da Secretaria de Trabalho e Previdência no Rio Grande do Norte que, aliás, fará a mediação, através de uma comissão tripartite, de eventuais conflitos e construção de acordos, com a participação das quatro federações representativas dos empreendedores potiguares. Já em relação ao Governo do Estado, entregamos reivindicações – e discutimos propostas – junto a SEDEC, Tributação e IDEMA, assim também, atuamos apoiando e divulgando as ações diretamente relacionadas ao Covid-19.

Uma preocupação adicional é que, realmente, o crédito chegue aos caixas das empresas, no mínimo, nos próximos 90 (noventa) dias. Foi feita uma carta – com cópia encaminhada para o ministro Rogério Marinho (MDR) – para os bancos BNB, Caixa, BB e AGN pedindo linhas de crédito mais ousadas, desburocratizadas e mais flexíveis, sobretudo, para capital de giro. É visível que as receitas da maioria das empresas sofrerão significativas quedas nos próximos meses, algumas das quais sequer terão como expedir faturas.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, tem defendido que o Governo Federal estude, articule e, com outros organismos, amplie a realização de exames nas pessoas sobre o coronavírus em todo o Brasil para que, com maior e melhor diagnóstico, ocorra gradual e criteriosamente a abertura dos negócios e o funcionamento da economia. Não podemos ficar sem uma direção técnica de reabertura, assim como, também entendemos a dificuldade do momento, inclusive, para os médicos, pesquisadores e cientistas.

Não é uma situação fácil. Em tempos de Covid-19, as receitas mágicas estão surgindo. Mas, não é bem assim. Antes de qualquer coisa, precisamos nos ajudar mutuamente, apoiar os técnicos e as autoridades públicas, disseminar informações corretas e pedir, pela fé de cada um, que Deus nos ilumine e nos favoreça com suas bênçãos.


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