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Anvisa diverge do ministério e mantém indicação da Pfizer para todos os adolescentes
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na noite desta quinta-feira, 16, investigar uma suspeita de reação adversa de uma adolescente, que morreu após tomar a vacina da Pfizer. Destacou, porém, não haver elementos suficientes para estabelecer a conexão entre o óbito e o uso do imunizante. Apesar de o Ministério da Saúde ter recomendado a suspensão da aplicação da vacina em adolescentes sem comorbidades, o órgão regulador manteve a liberação do produto para essa faixa etária. Em transmissão nas redes sociais, o ministro Marcelo Queiroga confirmou que Bolsonaro pediu para que fosse reavaliada a vacinação de adolescentes.

“No momento, não há uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina”, disse a agência, em nota. “Os dados recebidos ainda são preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina.” O caso, com uma jovem de 16 anos, ocorreu em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

“A Anvisa já iniciou avaliação e a comunicação com outras autoridades públicas e adotará todas as ações necessárias para a rápida conclusão da investigação. Entretanto, com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina”, acrescentou a agência. O imunizante da Pfizer é o único aprovado para adolescentes de 12 a 17 anos no Brasil.

Na nota em que o Ministério da Saúde recomendou não imunizar adolescentes sem comorbidade, publicada nesta quarta-feira, 15, “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”. Já a Anvisa rebateu. “Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus o risco para todas as vacinas, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos.”

Em transmissão nas redes sociais, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a ordem para reavaliar indicação de vacinação para adolescentes partiu do presidente Jair Bolsonaro. “O que o Ministério da Saúde fez? Na nota técnica 40 da Secovid (Secretaria de Enfrentamento à Covid), retirou os adolescentes sem comorbidades. O senhor tem conversado comigo sobre esse tema e nós fizemos uma revisão detalhada no banco de dados do dataSUS”, disse Queiroga, que participou da live com Bolsonaro.

“Minha conversa com o Queiroga não é uma imposição. Levo para ele o meu sentimento, o que eu leio, o que vejo, o que chega ao meu conhecimento. Você pode ver como está a situação: a OMS (Organização Mundial da Saúde) é contra a vacinação entre 12 e 17 anos. A Anvisa, aqui no Brasil, é favorável à vacinação de todos adolescentes com a Pfizer. É uma recomendação. Você é obrigado a cumprir a recomendação?”, questionou Bolsonaro. “Não. Eu não sou obrigado”, respondeu o titular da Saúde.

Na verdade, não há orientação contrária da entidade internacional para a vacinação dessa faixa etária. A recomendação da OMS é para que os menores de idade só sejam imunizados depois que todas as pessoas dos grupos de maior risco estejam vacinadas.

Apesar da recomendação do ministério, a capital paulista, por exemplo, informou que não vai suspender. Já cidades como Natal e Salvador decidiram suspender a campanha. Queiroga afirmou que os adolescentes sem comorbidades que tomaram a 1.ª dose, por ora, não voltem para a 2.ª aplicação. Já aqueles com comorbidade devem concluir o esquema vacinal. Especialistas criticaram a decisão federal.

Fonte: Estadão


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