Após editorial, Haddad chama Estadão de “atrasado”, “elitista” e “sem moral” e diz que jornal tem “alergia do povo”; VEJA VÍDEO

Em entrevista à 98 FM Natal, ex-presidenciável criticou jornal por editorial que classifica como “cenário sombrio” eventual 2º turno entre Lula e Bolsonaro

Ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) durante entrevista à 98 FM Natal – Foto: YouTube / Reprodução

O ex-presidenciável Fernando Haddad (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que o jornal “O Estado de S. Paulo”, fundado há 146 anos, é “atrasado”, “elitista”, “sem moral” e que tem “alergia do povo” – algo que ele chamou de “demofobia”. Veja abaixo vídeo com o momento em que o petista faz as críticas ao jornal.

Em entrevista à rádio 98 FM Natal, o ex-ministro da Educação dos governos Lula e Dilma Rousseff lançou duras críticas ao jornal por causa da publicação de um editorial que classifica como “cenário sombrio” um eventual segundo turno entre o ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. CLIQUE AQUI e leia o editorial.

No editorial, publicado nesta sexta-feira, o Estadão afirma que “um segundo turno entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro oporia o atraso ao retrocesso, a indecência à imoralidade, a desfaçatez ao cinismo”. Especialmente sobre o ex-presidente petista, o jornal afirma que Lula “representa tudo o que o Brasil vem repelindo, eleição após eleição, desde 2016”.

“Quem lê o Estadão hoje? É muito pouca gente. É um jornal muito atrasado, do ponto de vista ideológico. Esse jornal foi contra, por exemplo, à expansão das universidades federais; foi contra o Prouni; à reserva de vagas para escola pública; foi contra o Fies sem fiador; e, aqui em São Paulo, foi contra o apoio ao transporte público e contra o passe livre para estudante”, argumentou o ex-presidenciável.

Na avaliação de Haddad, o Estadão está longe da “modernidade”. “É um jornal muito elitista. É um jornal que tem alergia do povo, tem uma espécie de demofobia. Desde tempos em memoriais. É um jornal que apoiou o golpe de 64. Qual a moral deles para falar em atraso? É um jornal muito atrasado do ponto de vida ideológico, que não tem abertura para a modernidade”, enfatizou.

O ex-ministro da Educação enfatizou que defende o direito de o jornal publicar essa opinião, mas que isso não isenta o veículo de ser criticado. “Eu defendo o direito de eles expressarem a opinião deles como eles bem entenderem. Mas querer passar por modernidade num jornal tão atrasado, eu acho muito difícil. Se tem um adjetivo que não cabe para esse jornal é o de moderno”, concluiu.

Assista aqui ao momento em que Fernando Haddad fez críticas ao Estadão:

 


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