Após renúncia, Presidente do Conselho do Banco do Brasil fala em interferência política

O presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Hélio Magalhães, renunciou na quinta-feira (31), por discordar da interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na instituição.

José Monforte, conselheiro independente também decidiu sair do colegiado. Os dois deixam os cargos oficialmente ontem (1), segundo comunicado do BB ao mercado. As saídas ocorrem após o anúncio de que o presidente do BB, André Brandão, seria substituído por Fausto Ribeiro.

Na carta de renúncia, Magalhães critica a interferência de Bolsonaro no banco ao indicar o administrador Fausto de Andrade Ribeiro, 52, como novo presidente. Segundo ele, Ribeiro não passou pelo crivo do Conselho de Administração.
“No caso do BB, me refiro às tentativas de desrespeito à governança corporativa, ainda que frustradas pela atuação diligente deste conselho e pela higidez dos mecanismos de governança da companhia,” escreveu ao justificar a saída.
“Como exemplo, cito as interferências externas na execução do plano de eficiência da companhia aprovado por este conselho e obviamente necessário para adequá-la aos novos tempos e desafios do setor. Ato contínuo, renovo meu protesto ao rito de escolha do novo presidente do banco, o qual simplesmente não considera o desejável crivo deste conselho, vez que baseado em legislação anacrônica e contrária às melhores práticas de governança em nível global.”
Segundo ele, o governo, controlador do banco, “vem tratando com reiterado descaso” a instituição e outras estatais de capital aberto.
Com informações da Tribuna do Norte

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