O Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (9) três suspeitos de infiltração do PCC em instituições públicas. Os alvos são um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio MP. A informação é do G1.
Segundo as investigações, os três participaram de um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco. O grupo também é suspeito de operar um esquema de extorsão contra investigados.
A operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo. As diligências incluíram buscas contra um policial penal e em escritório de advocacia.
O chefe de investigadores preso atuava na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas durante duas operações que apuraram o plano de atentado e um esquema de lavagem de dinheiro. O ex-estagiário, hoje advogado, trabalhava em uma promotoria criminal do MP de Campinas.
A ação é desdobramento da Operação Pronta Resposta, de agosto de 2025, que identificou o planejamento do atentado contra o promotor do Gaeco. Em outubro do mesmo ano, a Operação Off White desmantelou um esquema de lavagem ligado a dois traficantes entre os mais procurados do Brasil.
Um dos alvos das operações anteriores é Sérgio Luiz de Freitas, conhecido como Mijão ou Xixi, apontado como um dos principais chefes do PCC em liberdade. As investigações sobre lavagem de dinheiro têm conexão direta com a estrutura financeira da organização criminosa.
As Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal e a Comissão de Prerrogativas da OAB participaram da operação. Em nota, o MP afirmou que as instituições trabalham em conjunto para depuração de seus quadros e garantia de um serviço público eficiente e transparente.