Cientista da UFRN defende decreto mais rígido no RN para conter a Covid

“Se abrir esse aumento que já está sinalizado vai piorar, mas se houver um aumento da restrição essa previsão pode até ser branda com relação ao que pode vir”, disse o professor José Dias

Professor José Dias do Nascimento. Foto: 98 FM

O professor de Astrofísica José Dias do Nascimento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e integrante do comitê científico do Nordeste no enfrentamento da Covid-19 disse nesta quarta-feira (31) que não se deve abrir o comércio e outros serviços, uma vez que a pandemia está em seu momento mais crítico. Em entrevista ao 12 Em Ponto 98, o cientista defendeu também a necessidade de um auxílio para socorrer os setores mais afetados pela crise em decorrência do novo coronavírus.

“Se abrir esse aumento que já está sinalizado vai piorar, mas se houver um aumento da restrição essa previsão pode até ser branda com relação ao que pode vir. Estamos de novo em uma passagem de decreto e tudo depende dos gestores, dependendo do que for feito agora nós podemos diminuir todos os parâmetros epidemiológicos”, afirmou.

Segundo Dias, a Covid funciona com efeitos coletivos e o Estado teve dois eventos importantes recentemente, e um deles foi uma passagem de um regime para outro, em torno do dia 5 de março, segundo ele, nesse momento foi feito uma medida restrita quando deveria ter sido aplicado um lockdown.

“O que foi feito foi uma quarentena de finais de semana. Deixei claro que isso não funcionaria, porque a Covid não tem uma dinâmica que é afetada por esses movimentos a curto prazo”, explicou.

Em dezembro de 2020, o professor alertou que estava se formando uma segunda onda da Covid-19 em pelo menos cinco estados do Nordeste: Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Sergipe e Bahia. A projeção feita por ele é baseada nos dados públicos da doença.

 


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