Clubes da Série A decidem criar liga para organizar o Campeonato Brasileiro

Documento assinado por 19 das 20 equipes que disputam o Brasileirão deste ano será entregue para a direção da CBF em reunião nesta terça-feira

Dezenove clubes da Série A assinaram nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, um documento em que concordam em fundar uma Liga para organizar o Campeonato Brasileiro, que hoje é um produto da CBF.

Entre os clubes que disputam a Série A deste ano, o único que não assinou o documento foi o Sport Recife, mas não por oposição à ideia. O clube está sem presidente porque Milton Bivar renunciou nesta terça-feira e uma nova eleição ainda não foi marcada.

A reunião desta terça entre os clubes e a nova direção da CBF – que tem o presidente interino Antonio Carlos Nunes no lugar de Rogério Caboclo, afastado desde 6 de junho – também vai debater outros temas, mas a criação da liga é considera prioritária pelos dirigentes dos clubes.

Os dirigentes das principais equipes do país desejam ter maior participação em decisões tomadas pela confederação.

O estatuto da CBF prevê dois tipos de Assembleia Geral, a instância máxima da CBF: Administrativa e Eletiva. É a Assembleia Geral Administrativa que toma decisões como destituir o presidente e votar as prestações de contas da entidade. Dela só participam as 27 federações estaduais de futebol.

Os clubes só participam da Assembleia Geral Eleitoral, que só se reúne para escolher o presidente e os vices. E, mesmo assim, eles têm peso menor nas votações. Os votos das 27 federações têm peso 3 (portanto são 81), os votos dos 20 clubes da Série A têm peso 2 (40) e os votos dos clubes da Série B têm peso 1 (ou seja, 20). É essa concentração de poder nas mãos das federações estaduais que os clubes querem discutir nesta semana.

Para a criação de uma liga, segundo o artigo 24 do estatuto da CBF, é necessário ter a aprovação da Assembleia Geral Administrativa. Ou seja: para tirar o poder das federações estaduais, é preciso ter a aprovação dessas mesmas federações estaduais.

Por André Gallindo, Gabriela Moreira, Martín Fernandez e Sérgio Rangel /Globo.Com


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