América sofre com falta de reforços para o ataque

Foto: Jefferson Emmanoel

Na tarde deste domingo, o América empatou com o Sousa/PB, em jogo sem gols, e além de cair para a terceira colocação do grupo 3 da série D, viu o Treze/PB abrir 7 pontos de vantagem, na liderança da fase classificatória. O técnico, Marquinhos Santos, novamente, teve problemas para montar o ataque, diante da falta de reforços e a fragilidade dos jogadores a disposição.

Apesar de ter conquistado o título estadual de forma invicta, e mantido uma invencibilidade de 16 jogos sem derrota, o comandante americano costuma improvisar laterais como pontas, para tentar suprir a falta de jogadores de velocidade no elenco. Quem acompanha os jogos do América, sabe que é comum os laterais Guilherme Guedes e Norberto ocuparem o corredor ofensivo.

Além do time sofrer com essa lacuna, Gustavo Ramos, único jogador com a caracteristica mais aguda, está entregue ao departamento médico. Cauã Paixão e Giovanni, atletas disponíveis, possuem números e desempenho bastante questionáveis. Tanto a torcida, quanto a maior parte da crônica local, criticam os dois jogadores.

Por falta de material humano, o técnico do América também improvisou em outros setores. Na lateral direita, por exemplo, o meia Rodriguinho teve de ser utilizado compondo a posição, já que Marcos Italo estava lesionado e Norberto vem atuando mais a frente.

Para o comando do ataque, o América conta com Gustavo Henrique, como centroavante. O número 9, apesar de demonstrar muita luta, ainda não convenceu os torcedores. Os adeptos ainda sentem falta de um nome de peso, como o de Wallace Pernambucano. O tanque que é ídolo do clube, defende as cores do Treze/PB, próximo adversário do América.

Mesmo diante da carência de peças para o ataque, a Hipe, SAF que administra o futebol do América, após o estadual, anunciou apenas dois reforços, que não são atletas para o ataque. Chegaram o volante, Ferrugem, ex-Baraúnas, e o lateral esquerdo, Marquinhos Pedroso, ex-Portuguesa/SP.

A justificativa para a ausência de novas contratações, é a escassez do mercado e falta de interesse de atletas em disputar a série D.