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Consumo de oxigênio aumenta no RN e 60 municípios já tem problemas com abastecimento
Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará

O consumo de oxigênio na rede pública hospitalar do Rio Grande do Norte aumentou 15% nos últimos três meses. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a demanda pelo recurso saltou de uma média de 200 mil m³ para 230 mil m³ por mês, entre dezembro de 2020 e março de 2021.

Com a crescente utilização, ao menos 60 municípios potiguares já sinalizaram que estão enfrentando problemas no abastecimento. Segundo a presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RN (Cosems), Maria Eliza Garcia, a falta nos municípios ainda é pontual e acontece devido a escassez do insumo nos pequenos fornecedores, que enfrentam dificuldades para cumprir o contrato com os órgãos públicos e já limitam o abastecimento.

Ela afirma também que o estado pretende fazer um aditivo na compra de oxigênio para ajudar esses municípios. Entre os que sinalizaram problemas com uma futura escassez estão: Macaíba, São José do Mipibu, Ceará- Mirim, Parnamirim e Guamaré. Em São José do Mipibu, o consumo de oxigênio passou de 1200 m³, em dezembro de 2020, para 2500 m³ mensais, em fevereiro de 2021. Segundo o Secretário Municipal de Saúde, Jefferson Souza, os hospitais não estão fazendo novas internações devido a escassez do recurso.

Os pacientes que procuram atendimento precisando do oxigênio estão sendo destinados para outras regiões próximas ou estão ficando de observação nas próprias UPA’s, o que também sobrecarrega a demanda dessas unidades. “O consumo realmente cresceu muito de janeiro para cá. Estamos já operando no nível de segurança desse insumo”, relatou.

Ainda segundo o secretário, a Prefeitura aprovou na semana passada a instalação de uma usina de gás medicinal, que deve ficar pronta entre 30 a 40 dias, e deve ser feita com recursos do próprio município. O gestor, no entanto, não informou o montante do investimento.

O aumento do consumo acontece diante do crescente número de internações de pacientes com Covid-19 em todo o estado, que até as 12h desta terça-feira 16 registrava 325 leitos críticos ocupados, com 17 hospitais operando com 100% de sua capacidade.

De acordo com a Sesap, a abertura de 167 novos leitos, entre janeiro e março, também faz com que o consumo aumente, pois aumenta a necessidade de recursos. Segundo informação da empresa White Martins, fornecedor dos gases medicinais para os hospitais e outras unidades da rede da Sesap, a situação geográfica do estado é favorável à logística do abastecimento e, por isso, está numa base de mais estabilidade para o fornecimento, mesmo com esse acréscimo de consumo.

Com informações complementares do Agora RN

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