Cresce número de pedidos de impeachment de Bolsonaro na Câmara

Os pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro acumulam na Câmara dos Deputados. São 56 desde o início da pandemia de Covid-19, antes desse período, março de 2020, havia 7 solicitações desse tipo.

As falhas do governo federal em gerir a crise provocada pelo corona vírus são os principais motivos dos pedidos. Ao menos 26 das denúncias contra Bolsonaro citam sua participação em manifestações antidemocráticas, em atos e falas contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e 21 pedidos tratam diretamente de ações do presidente no combate à covid-19.

Em conversa com apoiadores na sua chegada ao Palácio do Planalto, nesta quarta feira (20), o chefe do executivo afirmou que, ‘se Deus quiser, vou continuar o meu mandato, e, em 2022, o pessoal escolhe”.

O colapso na Saúde do Amazonas gerou base para uma nova denúncia coletiva que, pela primeira vez, une cinco partidos de oposição (PT, PDT, PSB, Rede e PCdoB) e deve ser protocolada até o fim da semana. Prestes a encerrar seu mandato, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que já chamou o presidente de “covarde” em rede social, afirmou que será “inevitável” discutir o impeachment de Bolsonaro “no futuro”, sinalizando que deixará a missão para o seu sucessor na cadeira da Câmara.

Movimentos de esquerda e de direita e representantes da sociedade civil convocaram para sábado e domingo (23 e 24) atos pró-impeachment do presidente Jair Bolsonaro em ao menos oito capitais do país. Em Brasília, o ato está agendado para a Esplanada dos Ministérios, palco de grandes manifestações políticas.


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