Críticos do tratamento precoce “estão ganhando muito dinheiro com a pandemia”, diz Roberta Lacerda

Em discurso durante um ato em Natal (RN) em defesa da “autonomia médica” de prescrever medicamentos para tratar a Covid-19

Médica infectologista Roberta Lacerda. Foto: 98FM

Por redação

A médica infectologista Roberta Lacerda, que ganhou notoriedade por defender a prescrição de medicamentos como a ivermectina para pacientes com Covid-19, afirmou neste domingo (16) que críticos do chamado tratamento precoce contra a doença “criminalizam” os médicos que defendem a prática porque “estão ganhando muito dinheiro com a pandemia”.

Ela não especificou o alvo das acusações, mas em vários momentos de sua fala ela critica a ação de “big pharmas”, “big techs”, políticos e a imprensa durante a crise sanitária.

Em discurso durante um ato em Natal (RN) em defesa da “autonomia médica” de prescrever medicamentos para tratar a Covid-19, Roberta Lacerda declarou que os críticos do tratamento precoce se posicionam dessa maneira porque um leito de UTI – destinado a pacientes em estado grave – custa “R$ 3,5 mil por dia”. A médica não apresentou a fonte da informação. No Rio Grande do Norte, o custo médio diário de manutenção de um leito gira em torno de R$ 2,5 mil.

“Tem muita gente ganhando dinheiro com a pandemia. Só não somos nós, que estamos tratando com drogas baratas e que não tem patente, padrinho ou lobby da indústria farmacêutica, que está financiando as sociedades científicas há muito tempo em suas pesquisas científicas, dentro de universidades federais, com professores com dedicação exclusiva, que não (…) 1 hora da sua carga horária para estudar medicamentos que estão salvando a vida da população”, discursou a médica.

“Estão querendo cercear meu direito, meu dever, meu saber”, completou.

A infectologista direcionou suas críticas especialmente para a imprensa. Segundo ela, parte dos veículos de comunicação rotula indevidamente os defensores do tratamento precoce como “prescritores de kit”.

“Médicos estão estudando e estão sendo rotulados como prescritores de kit por uma mídia vil, leviana, rasa, militante e desinformante. O que a gente precisa é abrir nossos olhos, se tornar livres, abrir os nossos horizontes, inclusive nas redes sociais. Os três maiores enriquecidos nessa pandemia foram as big pharmas, as big techs e os políticos que estão interessados em perpetuar a pandemia, que só tem prorrogado nosso momento de restrição de liberdade, de perpetuação da miséria”, enfatizou.

“Nós somos criminalizados todos os dias na mídia sem ter uma voz a nosso favor. Estamos pedindo o mínimo de respeito a uma mídia vil, aviltante, como dessas rádios e desses jornais de tabloide que fazem ‘Control+C Control+V’ e não tem a vergonha nem o mínimo cuidado com o português em mudar o texto jornalístico”, concluiu.


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