Anvisa impõe condições para Sputnik e Covaxin caso importação seja aprovada

Frasco da Sputnik V, a vacina russa contra a Covid-19. Foto: Sputnik V/Divulgação

Por Correio Braziliense

A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu condições para a importação das vacinas Sputinik V, da Rússia, e Covaxin, da Índia, caso o uso dos imunizantes seja aprovado pela diretoria do órgão regulador. De acordo com a Anvisa, ainda há “incertezas técnicas”, em razão da falta de algumas informações sobre os imunizantes que possam garantir sua segurança e eficácia contra Covid-19.

O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes Lima Santos, ressaltou, em seu parecer sobre as vacinas, nesta sexta-feira (4), que a área técnica da Anvisa não está atestando a qualidade, a segurança e a eficácia dos dois imunizantes, mas apresentando seu parecer conforme determina uma lei sobre a importação emergencial de vacinas por ocasião da pandemia. Ainda há necessidade de aprovação pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

A avaliação feita pela área tanto em relação à Sputnik V quanto à Covaxin é de que faltam dados que permitam à Anvisa avaliar os critérios de qualidade, eficácia e segurança das vacinas. Por isso, sugere-se a adoção de condicionantes para sua importação no Brasil.

A Anvisa havia rejeitado, em abril, pedido de importação da vacina russa após a área técnica da agência listar uma série de “deficiências” no pedido e afirmar que não poderia ser avalizada a importação em razão da falta de informações mínimas para se garantir uma análise da segurança, qualidade e eficácia do imunizante. Agora, os diretores usarão os pareceres da área técnica para decidir se o Brasil poderá ou não importar as doses das vacinas.

Os processos de importação analisados nesta sexta-feira são dos estados da Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí.