Em Pernambuco operação policial contra organizadas

Entre os crimes investigados estão dano ao patrimônio, corrupção de menores e lesão corpora

Operação policial prende líderes de torcidas organizadas de Pernambuco. Foto: IG Esportes

IG Esportes

Envolvidos com torcidas organizadas dos principais times de Pernambuco foram presos na manhã desta terça-feira (15) após a Polícia Civil deflagrar as operações Returno I e Returno II.

Entre os crimes investigados, está a invasão na festa realizada por torcedores do Santa Cruz, em fevereiro deste ano, além de praticas de crimes como dano ao patrimônio, corrupção de menores e lesão corporal.

Ao todo foram cumpridos 11 mandados de prisão, sendo sete da Returno I e quatro da Returno II, além de oito mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela 1ª Vara Criminal da Capital e que acotecem nas cidades de Recife, Camaragibe, Abreu e Lima e Itamaracá. Os suspeitos e materiais apreendidos estão sendo levados ao Comando de Operações e Recursos Especiais (Core), na área central da capital.

Um dos detidos é o presidente da Torcida Jovem do Sport, Henrique Marques Ferreira. Ele foi encontrado no bairro Monsenhor Fabrício. Ele tentou fugir, mas foi encontrado na casa de vizinhos. Em sua casa foram apreendidos objetos pertencentes a torcidas organizadas.

As operações são presididas pelo delegado Paulo Moraes, titular da Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva (DPRIE), subordinada ao Comando de Operações e Recursos Especiais (Core). Foram escalados para as ações 55 policiais, entre delegados, agentes e escrivães.

Vale lembrar que, em fevereiro desse ano, o Tribunal de Justiça de Pernambuco decidiu extinguir de forma compulsória três torcidas organizadas de Sport, Santa Cruz e Náutico. A decisão veio após um pedido do governo estadual. A Justiça, então, julgou as ações que pediam o encerramento das atividades da Jovem, Inferno Coral e Fanáutico.

Do blog

A Polícia trata os grupos como organizações criminosas e investiga financiamento externo, que pode partir até mesmo de políticos,  vereadores e deputados.

O modus operandi é o mesmo no Brasil inteiro, com o uso da violência contra adversários.

É preciso mais do que nunca que os clubes, sem exceção façam uma triagem, especialmente na hora de apoiar e dar visibilidade a grupos, facções organizadas que apenas usam o futebol como pano de fundo.

 


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