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Empresas “cheque em branco” estão de olho em times brasileiros de futebol

A febre das companhias de capital aberto dos Estados Unidos com propósito específico para aquisição (Spac, na sigla em inglês) está chegando à elite do futebol brasileiro. Pelo menos cinco grandes clubes paulistas e cariocas têm sido sondados – e chegaram a negociar – com as chamadas empresas de “cheque em branco”.

Uma Spac é formada com capital de investidores que apostam na experiência de gestores para realizar aquisições em determinada área em até 18 meses, período que pode ser estendido para 36 meses (mediante autorização da autoridade regulatória dos Estados Unidos). Três Spacs estão de olho nos clubes brasileiros e as cifras envolvidas vão de R$ 200 milhões até R$ 700 milhões. Os recursos seriam usados para renegociação de dívidas, em troca de exploração de direitos.

Com o dólar valorizado, o Brasil tornou-se “barato” para investidores estrangeiros. O prestígio do futebol nacional tem atraído a atenção de gestores de Spacs, que investem principalmente em negócios mais arriscados, como startups. No entanto, para concluir esse tipo de transação os clubes brasileiros teriam de passar pelo rígido crivo da lei anticorrupção americana, o que tem sido, de largada, um entrave nas conversas.

Estadão Economia

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