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Entidades esperam resposta do governo federal sobre pedido de retorno do horário de verão até o fim da próxima semana
(Foto: Joseph Redfield/Pexels)

Entidades do turismo, comércio e serviços esperam que o governo federal dê, até o fim deste mês, uma resposta sobre o pedido pelo retorno do horário de verão. O agravamento da crise hídrica, a pressão dos empresários e o apoio popular à iniciativa podem pesar a favor da mudança.

“Minha expectativa é ter uma definição até a próxima semana e que passe a vigorar a partir do dia 15, 20 de outubro e vá até o mais próximo do final de março”, diz Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), uma das entidades que encabeça a pauta.

Solmucci acredita que a pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha nessa semana, que aponta 55% da população favorável ao adiantamento dos relógios em 1h, possa ajudar na decisão do governo federal.

No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro disse que poderia acatar a medida se a maioria dos brasileiros aprovassem.

No início de setembro, pelo menos 15 entidades de turismo, alimentação e varejo entregaram um ofício com a defesa do horário de verão.

Os setores veem na estratégia uma possibilidade de recuperação dos prejuízos financeiros causados pela pandemia e ainda argumentam uma ajuda na economia energética diante da maior crise hídrica dos últimos 91 anos.

O pedido também tem a adesão de entidades do setor de energia. Em um relatório com a chancela do Instituto de Defesa do Consumidor, Instituto Clima Sociedade e International Energy Initiative (IEI), Mitsidi Projetos, Projeto Hospitais Saudáveis e Fórum de Energias Renováveis, elas argumentam que o horário de verão pode produzir uma redução de até 5% no consumo de eletricidade no início da noite.

Já o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta que o adiantamento dos relógios não traz economia significativa, apenas atenua consumo nos horários de pico. O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, defende que qualquer economia é bem-vinda nesta crise hídrica.

A mesma defesa é feita por Fábio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas) e da Confederação Nacional do Turismo.

Segundo ele, os empresários articulam com parlamentares e pessoas próximas ao governo para receber uma resposta positiva de Jair Bolsonaro. O empresário Luciano Hang, aliado do presidente, é favorável ao horário de verão.

Para bares e restaurantes, a projeção é que a mudança traga movimento dobrado no horário entre 6h e 21h, com aumento de 10% no faturamento. Segundo a Abrasel, 37% dos estabelecimentos ainda operam com prejuízo por causa da pandemia. Já no setor de entretenimento e turismo, a expectativa é de uma alta de 30% no faturamento.

Aguayo argumenta que o horário de verão pode criar novos postos de trabalho. “Tem empresa que está deixando de contratar para pagar conta de luz”, aponta.

“Qualquer ajuda que puder ser dada será extremamente preciosa e justa porque o setor pagou uma conta desproporcional por um bem coletivo”, defende Solmucci sobre os prejuízos acumulados na crise sanitária.

Com informações da CNN


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