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Estocar vento? Fátima assina acordo com empresa que propõe armazenar energia eólica no RN
Governadora do RN, Fátima Bezerra, e representantes de empresa de consultoria que prevê a instalação de um projeto-piloto de armazenamento de energia verde em larga escala – Foto: Sandro Menezes / Governo do RN

O Rio Grande do Norte, maior produtor de energia eólica do País, deve passar a estocar energia produzida pelos ventos.

O assunto foi discutido nesta terça-feira (21), quando a governadora do Estado, Fátima Bezerra (PT), assinou um protocolo de intenções com a empresa EV Brasil Consultoria Ltda, representante brasileira da empresa suíça Energy Vault SA, para o desenvolvimento no estado de um projeto de armazenamento verde gravitacional de energia em larga escala e de longa duração.

A solução da Energy Vault foi vencedora do Prêmio “Pioneiros de Tecnologia 2020” do Fórum Econômico Mundial (Davos). A tecnologia que a empresa pretende trazer para o RN já foi testada na Suíça e utiliza blocos de concreto empilhados em torres de até 120 metros de altura para armazenar energia potencial gravitacional.

Pioneirismo

O plano é associar o projeto à produção de hidrogênio verde, que poderá ser viabilizada no Estado nos próximos anos graças à abertura do mercado eólico offshore. O projeto-piloto de armazenamento de energia verde em larga escala é pioneiro no Brasil e na América Latina.

De acordo com o Governo do Estado, o investimento deve ser de aproximadamente U$ 12,5 milhões, o equivalente a quase R$ 70 milhões. O acordo prevê ainda o suporte do estado na interlocução com fornecedores e compradores de energia.

A estrutura, que deve operar por 35 anos, vai ter 120 metros de altura e, quando concluída, capaz de armazenar aproximadamente 400 Mw de energia, o que representa quase 10% da atual capacidade de produção de energia eólica do Rio Grande do Norte.

Governadora destaca investimento

“O Rio Grande do Norte continua liderando o ranking nacional de produção de energia eólica e agora está assumindo mais uma posição de vanguarda, tornando-se o primeiro estado do Brasil e um dos primeiros da América Latina a adotar novas soluções tecnológicas no que diz respeito ao armazenamento da energia em larga escala”, disse a governadora Fátima Bezerra, que ressaltou também que o projeto vai colaborar com o desenvolvimento da cadeia produtiva de energias renováveis, em especial o mercado eólico offshore, e produção de Hidrogênio Verde no estado.

Fátima Bezerra ressaltou ainda a importância da adoção de novas tecnologias para a segurança energética no país. “Estamos vivendo tempos difíceis num país com um potencial como o Brasil, ameaçado hoje até de apagão e crise no sistema elétrico. Então é mais um motivo para a gente valorizar e celebrar o momento que estamos vivendo hoje”, declarou.

RN: líder nacional na produção de energia renovável

O estado do RN segue como líder nacional na produção de energia renovável, contando com 194 parques em operação, 47 em construção e 79 já contratados. Somados todos os projetos, são 9,6 GW de potência, segundo os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os empreendimentos em construção e contratados irão somar uma capacidade de 4,7 GW, fazendo com que o estado venha a ultrapassar os 10 GW em potência instalada nos próximos 4 anos.

O RN possui o maior fator de capacidade média anual para a instalação de usinas eólicas offshore no Brasil, com 61% e seu potencial para geração em plantas eólicas no mar é de 110 a 140 gigawatts.

Somente nos seis primeiros meses deste ano, o Governo do RN captou R$ 5.359 bilhões em investimentos contratados para a energia eólica no estado. Este valor representa 64% do total contratado em todo o ano de 2020 – cerca de R$ 8,3 bilhões – segundo a Aneel. As fontes eólica e solar totalizam mais de R$ 6,5 bilhões captados no primeiro semestre.

Além da atração de investimentos, foi realizado um convênio com o Instituto Senai de Inovação firmado para a produção do Atlas Eólico e Solar. Os equipamentos já instalados irão fornecer dados para qualquer parte do mundo durante 10 anos. O Atlas terá análises aprofundadas e dados consolidados das campanhas de medição; o lançamento do produto está previsto para o primeiro trimestre de 2021.

Para a coleta de dados que irão subsidiar o Atlas, foram instaladas 7 estações solarimétricas, sendo seis em solo, nos municípios de Mossoró, Lajes, Nova Cruz, Santa Cruz, Jandaíra e Pau dos Ferros, e uma no mar, Terminal Salineiro de Areia Branca Luís Fausto de Medeiros, conhecido como Porto-Ilha (esta última também para medir o vento offshore). O projeto prevê ainda uma torre anemométrica de 170 metros de altura, com previsão de instalação em julho deste ano, em Jandaíra. O equipamento será o mais alto do país nesta categoria.


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