BUSCAR
BUSCAR
Carlos Gabas
Gabas, o galado, o godela e o gabola
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Por Renato Cunha Lima

Na última quarta-feira, o secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, esteve na CPI do Covid, que ocorre na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, na condição de investigado no caso do sumiço de quase 50 milhões de reais na compra frustrada de respiradores para os estados nordestinos.

O petista Carlos Gabas, que foi ex-ministro do governo Dilma, entrou mudo e saiu calado por conta de um hábeas corpus expedido pelo TJ potiguar que lhe garantiu o direito ao silêncio.

Um “galado”, que teve as custas de suas passagens e hospedagem pagas pelo Consórcio Nordeste que comanda apesar das acusações que lhe são impostas.

Para quem não sabe a expressão “Galado” originou-se no período da Segunda Guerra Mundial, quando Natal era utilizada como base militar pelos americanos e os vários cabarés de sucesso na época recebiam homens farda e paletó e os que estavam vestidos com roupas comuns falavam entre si: “lá vem os galados”.

O “Galado” tratou a Assembleia Legislativa potiguar como um cabaré e mesmo sendo custeado pelo povo nordestino chegou e saiu acompanhado de advogados sem prestar contas, sem responder uma só pergunta.

Um “godela”, termo nordestino que adjetiva o sujeito que se aproveita da situação para tirar vantagem nas custas dos outros, no caso os nordestinos.

Tudo muito fácil, escafederam com dezenas de milhões dos suados impostos em um Consórcio Nordeste, que ainda custa anualmente cerca de um milhão de reais para cada um dos nove estados da região.

O Carlos Gabas é tudo isso, como também é um “gabola”, pessoa que se gaba, um fanfarão que tem as costas largas, afinal, segue com prestígio perante os nove governadores, que não exigiram sua saída do Consórcio Nordeste.

Um comportamento uníssono dos governadores que soa tão revelador quanto o silêncio do “galado”, “godela” e “gabola”, Carlos Gabas na CPI potiguar.

Uma passividade dos governadores que releva suspeitas de no mínimo conivência, num gesto coletivo de conformismo com o malfeito, ainda mais estranho quando se tem notícia que o município paulista de Araraquara, do prefeito Edinho Silva do PT, seria beneficiada.

Pasmem, a prefeitura paulista de Araraquara, do Edinho do PT, negociou para não pagar por respiradores da Hempcare Pharma, empresa de distribuição de medicamentos à base de maconha, que contava com apenas dois funcionários e embolsou 48 milhões de reais do povo nordestino para vender 300 respiradores que nunca foram entregues.

Em depoimento prestado aos investigadores, a empresária Cristiana Prestes Taddeo relatou que recebeu um telefonema de Gabas, que teria se identificado como “irmão de alma” de Edinho, então prefeito de Araraquara, que afirmou que o município paulista estava precisando de 30 respiradores, mas que Edinho estava sem recursos para bancar a compra, ou seja, segundo a empresária “estava implícito um pedido” e se propôs a fazer uma “doação”.

Segundo o Ministério Público a doação de respiradores para Araraquara foi na verdade uma espécie de propina para viabilizar o negócio com o Consórcio Nordeste. Uma “doação” teria um custo de R$ 1,5 milhão.

O Governador da Bahia e na época presidente do Consórcio Nordeste, o petista Rui Costa, agora é investigado neste escândalo em inquérito autorizado pelo STJ, que já prendeu gente e obteve delação premiada, mas que não motiva ninguém, nenhum dos governadores a exigir a demissão de Carlos Gabas ou mesmo a saída de seu respectivo estado do consórcio, que continua sendo bancando pelos nordestinos.

Hoje o Consórcio Nordeste é presidido pelo governador do Piauí, o também petista Wellington Dias e o nosso nordeste segue assim, com essa turma do PT no anarriê e no alavantu, enquanto o povo…

Rua Carlos Chagas, 3466, Candelária, Natal/RN
(84) 4009-9898
[email protected]