Governo do RN publica portaria oficializando protocolos para flexibilização

Diário Oficial traz, nesta sexta-feira, regras para abertura de estabelecimentos, considerando o plano desenvolvido por entidades de classe da indústria e comércio.

A portaria “Estabelece a primeira fase do cronograma para retomada gradual responsável das atividades econômicas no Rio Grande do Norte de que trata o Decreto Estadual nº 29.742, de 4 de junho de 2020.

A primeira fase está dividida em 3 frações com espaço de 5 dias da primeira para a segunda, e mais 5 dias da segunda fração para a terceira.

Serviços de RH , agências de publicidade, distribuidoras, agências de turismo, salões de beleza, barbearias  lojas até 300 m2 e bancas de jornais e revistas estão entre os estabelecimentos que podem ser abertos na Primeira Fração.

A portaria não confirma a flexibilização do decreto para o dia 24 de Junho, mas já estabelece as regras legais para que alguns estabelecimentos se planejem para a tão esperada “reabertura da economia”.

Confira a portaria na ítegra:

Gabinete Civil do
Governador do Estado
PORTARIA Nº 006/2020-GAC/SESAP/SEDEC
Estabelece a primeira fase do cronograma para retomada
gradual responsável das atividades econômicas no Rio
Grande do Norte de que trata o Decreto Estadual nº
29.742, de 4 de junho de 2020.
O SECRETÁRIO-CHEFE DO GABINETE CIVIL, O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE PÚBLICA E O SECRETÁRIO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, no uso das atribuições que lhes confere o art. 54,
XIII, da Lei Complementar Estadual nº 163, de 5 de fevereiro de 1999, e com fundamento no art. 28 do Decreto Estadual nº 29.742, de 4 de junho de 2020,
Considerando os termos do Plano de Retomada Gradual da Atividade Econômica
no Estado do Rio Grande do Norte, apresentado ao Governo do Estado pela
Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (FECOMERCIO),
Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (FAERN) e
pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste
(FETRONOR);
Considerando a importância da retomada progressiva das atividades econômicas no
Rio Grande do Norte, definida a partir de parâmetros e protocolos de saúde, por
meio de um planejamento responsável, ao lado das ações de combate à pandemia,
de modo a resgatar a atividade econômica no Estado, setor que inegavelmente foi
muito afetado pela pandemia e cuja relevância é fundamental para preservação dos
empregos e da renda da população;
Considerando que o avanço na gradual abertura da atividade econômica está condicionado aos bons indicadores de saúde, correlacionados à Taxa de
Transmissibilidade da COVID-19 e à Taxa de Ocupação dos Leitos Clínicos e de
UTI para COVID-19,
R E S O L V E M:

Art. 1º Esta Portaria estabelece a primeira fase do cronograma para retomada gradual responsável das atividades econômicas no Rio Grande do Norte de que trata o
Decreto Estadual nº 29.742, de 4 de junho de 2020, que fica denominada “Fase 1”.

§ 1º A execução do cronograma de que trata o caput será iniciada em data fixada
por ato da Governadora do Estado, nos termos do art. 12 do Decreto Estadual nº
29.742, de 2020, e alterações posteriores.
§ 2º Serão inicialmente liberadas as atividades que tenham maior capacidade de
controle de protocolos, que gerem pouca aglomeração e que se encontram economicamente em situação mais crítica.
§ 3º A liberação do funcionamento de lojas, estabelecimentos comerciais e espaços
de prestação de serviços está condicionada ao cumprimento de protocolos específicos de segurança sanitária.
§ 4º Os responsáveis pelos estabelecimentos cujo funcionamento seja liberado deverão orientar e cobrar de seus clientes e colaboradores o cumprimento dos protocolos específicos de segurança sanitária.
§ 5º As atividades que se encontrem liberadas por legislação estadual anterior à
edição do Decreto Estadual nº 29.742, de 2020, não se sujeitarão ao cronograma de
que trata esta Portaria.
§ 6º A liberação de atividades ocorrerá de forma técnica e responsável, observados
os critérios de avaliação definidos pelas autoridades de saúde.
§ 7º Verificada tendência de crescimento dos indicadores após a liberação das atividades, poderão ser adotados, a qualquer tempo, se necessário, o restabelecimento ou
o adiamento das fases, bem como o recrudescimento das medidas.

Art. 2º A liberação de atividades na forma desta Portaria deverá ser acompanhada
da observância pelos estabelecimentos autorizados a funcionar de protocolos
específicos de medidas sanitárias para impedir a propagação da COVID-19, assegurando a saúde de clientes e trabalhadores.
Parágrafo único. Sem prejuízo do cumprimento das medidas específicas de que
trata o caput, os estabelecimentos em funcionamento durante a pandemia deverão:
I – garantir o distanciamento interno de pelo menos 1,5 m (um metro e meio) entre
as pessoas;
II – impedir a entrada de pessoas dos grupos de risco e infectados pelo novo coronavírus;
III – impedir o acesso de pessoas sem máscaras de proteção;
IV – estabelecer horários alternativos para diminuir a possibilidade de aglomeração
e a concentração de pessoas;
V – planejar horários alternados para seus colaboradores;
VI – manter o teletrabalho para todas as atividades em que for possível essa modalidade, conforme condição de cada empresa;
VII – implementar medidas de prevenção nos locais de trabalho, destinadas aos trabalhadores, usuários e clientes;
VIII – realizar ampla campanha de comunicação social da empresa junto aos seus
colaboradores, funcionários e clientes;
IX – cumprir o disposto na Lei Federal nº 13.589, de 4 de janeiro de 2018, bem
como na Resolução nº 9 da ANVISA na hipótese de utilização de ar condicionado.
Art. 3º A Fase 1 está dividida em 3 (três) frações, nas quais alguns setores prioritários da atividade econômica retomarão, gradualmente, o funcionamento, mediante o cumprimento de protocolos sanitários definidos nesta Portaria.

§ 1º Na Fração 1, que será iniciada a partir de ato formal da Governadora do
Estado, retornarão à atividade os seguintes serviços e estabelecimentos:
I – serviços de RH e terceirização;
II – atividades de informação, comunicação, agências de publicidade, design e afins;
III – centros de distribuição, distribuidoras, depósitos;
IV – atividades dos serviços sociais autônomos (Sistema S) e afins, excluídas as
escolas a eles vinculadas;
V – agências de turismo;
VI – salões de beleza, barbearias e afins;
VII – lojas até 300 m2 (trezentos metros quadrados);
VIII – lojas de artigos usados;
IX – papelarias, lojas de materiais de escritório e variedades;
X – lojas de produtos de climatização;
XI – lojas de bicicletas e acessórios;
XII – comércio de plantas e flores;
XIII – lojas de vestuário, acessórios e calçados;
XIV – bancas de jornais e revistas;
XV – lojas de souvenires, bijuterias e artesanatos;
XVI – armarinhos.

§ 2º Na Fração 2, prevista para iniciar no 5º (quinto) dia do cronograma, retornarão
à atividade os seguintes serviços e estabelecimentos:
I – lojas até 600 m2 (seiscentos metros quadrados);
II – lojas de móveis, eletrodomésticos, colchões e utensílios domésticos;
III – lojas de departamento e magazines, desde que não funcionem em shoppings
centers e centros comerciais;
IV – lojas de eletrônicos e de informática, de instrumentos musicais e acessórios, de
equipamentos de áudio e vídeo e de equipamentos de telefonia e comunicação;
V – joalherias, relojoarias e comércio de joias;
VI – lojas de cosméticos e perfumaria.

§ 3º Na Fração 3, prevista para iniciar no 10º (décimo) dia do cronograma,
retornarão à atividade os seguintes serviços e estabelecimentos:
I – lojas de brinquedos;
II – lojas de artigos esportivos;
III – lojas de artigos de caça, pesca e camping;
IV – serviços de alimentação.
§ 4º as lojas situadas em shoppings centers e centro comerciais, ainda que
enquadradas nas hipóteses anteriores, não estão contempladas na Fase 1 de retorno
às atividades.

Art. 4º Todos os estabelecimentos e serviços autorizados a funcionar na Fase 1 deverão cumprir o seguinte protocolo geral, sob pena de interdição, aplicação de multa
e demais cominações legais:
I – disponibilização de álcool em gel 70% nos ambientes de trabalho e áreas de convivência;
II – uso de máscaras em todos os ambientes de trabalho;
III – aprimoramento do layout das mesas para atender à distância mínima segura
entre os funcionários, de pelo menos 1 m (um metro), evitando que empregados
fiquem de frente ao outro nos locais de trabalho;
IV – uso de barreiras físicas separando as estações de trabalho sempre que possível;
V – manutenção das portas e janelas abertas, priorizando a circulação natural do ar;
VI – vedação de realização de reuniões em área fechada e com muitos participantes,
dando-se preferência a reuniões por aplicativos ou softwares de videoconferência;VII – redução do tempo de reuniões presenciais;
VIII – limpeza das mesas, teclados e mouses duas vezes por turno;
IX – aumento da limpeza das áreas comuns, devendo a equipe de limpeza focar
especialmente nos trincos, maçanetas, apoiadores, botões, interruptores e demais
itens propícios à contaminação;
X – disponibilização de banners, cartazes e afins nas áreas comuns, orientando a
lavagem constante das mãos, a observação dos primeiros sintomas, o uso do álcool
em gel 70% etc.;
XI – evitar o uso simultâneo das copas e áreas de convivência por mais de uma pessoa;
XII – não oferecer serviços e amenidades adicionais que retardem a saída do consumidor do estabelecimento, como oferecer café, áreas e poltronas para espera ou
descanso, áreas infantis etc.;
XIII – quando houver elevador, observar a lotação máxima de 3 (três) pessoas,
disponibilizar álcool em gel 70%, bem como produtos e tecnologias para a higienização e desinfecção dos sapatos, afixar cartaz interno orientando a limpeza das
mãos e dos sapatos nas entradas e saídas.

Art. 5º Além do protocolo geral, os estabelecimentos e serviços autorizados a funcionar na Fração 1 da Fase 1 deverão cumprir os seguintes protocolos específicos,
sob pena de interdição, aplicação de multa e demais cominações legais:
I – para distribuidoras: manter protocolo de limpeza dos materiais que entram e
saem do ambiente de trabalho;
II – para agências de publicidade, marketing, design e afins:
a) caso haja atendimento a clientes, estes devem ser informados dos protocolos do
escritório, para que atentem à limpeza das mãos, ao uso da máscara a todo momento e em todos os espaços;
b) preferencialmente, a agência deverá atender a apenas um cliente por vez, agendando de forma que não coincidam vários no mesmo horário ou que haja clientes
em sala de espera;
III – para agências de viagem:
a) caso haja atendimento a clientes, estes devem ser informados dos protocolos do
escritório, para que atentem à limpeza das mãos, ao uso da máscara a todo momento e em todos os espaços;
b) utilização de divisória de acrílico ou protetor facial (faceshield) entre o funcionário e o cliente;
c) o funcionário deve permanecer a pelo menos 1 m (um metro) de distância do
cliente durante o atendimento, independentemente do disposto no item “b”;
d) deve ser feito o controle da quantidade de clientes em atendimento, de forma que
se guarde 2 m (dois metros) de distanciamento entre as mesas dos funcionários e se
evite fila de espera;
e) os materiais de escritório como canetas, lápis, calculadoras e afins, que possam
ser manuseados por diferentes clientes, devem ser constantemente higienizados;
IV – para salões de beleza:
a) abertura em horários específicos, para que o tráfego de clientes e profissionais
não coincida com o pico de movimento do transporte público;
b) reabertura com quadro reduzido de empregados, podendo fazer uma escala de
trabalho de dias alternados com a equipe;
c) controle rigoroso da saúde dos empregados e dos prestadores de serviço, mediante aferição de temperatura, uso permanente de máscara, higienização das mãos;
d) atendimento com intervalo de, no mínimo, 30 (trinta) minutos para higienização
dos equipamentos;
e) adequação do layout, dispondo as cadeiras de atendimento com distância mínima de 1,5 m (um metro e meio) a 2 m (dois metros) e/ou o uso de barreiras físicas;
f) manter as portas e janelas abertas em tempo integral, quando possível;
g) limpar frequentemente o salão e o mobiliário, no mínimo, 4 (quatro) vezes ao dia;
h) máquinas de cartão de crédito e telefones de uso comum devem estar envoltos
em papel filme e deverão ser higienizados frequentemente;
i) disponibilizar álcool em gel 70% para cada profissional e/ou cabine;
j) disponibilizar produtos e tecnologias para a higienização e desinfecção dos sapatos na entrada dos estabelecimentos;
V – para lojas de artigos usados, papelarias, materiais de escritório e variedades,
lojas de produtos de climatização, lojas de bicicletas e acessórios, comércio de plantas e flores, lojas de vestuário, acessórios, calçados, bancas de jornais e revistas,
lojas de souvenires, bijuterias e artesanatos, armarinhos:
a) área da loja até 300 m2 (trezentos metros quadrados);
b) a loja deve ter porta para rua;
c) lotação máxima de uma pessoa por 5 m2 (cinco metros quadrados);
d) as lojas deverão afixar na entrada o tamanho da loja (em m2) e o número máximo de pessoas que poderão estar simultaneamente na loja;
e) entrada de clientes apenas se estiverem usando máscaras;
f) limitação no número de pessoas com acesso à loja, mantendo distanciamento de
1,5 m (um metro e meio) entre elas;
g) disponibilização de pontos com dispensadores de álcool em gel 70%;
h) utilização de canais on-line para continuar atendendo clientes que ainda tenham
movimentação restringida;
i) se possível, isolar áreas dos estabelecimentos para facilitar o controle da operação;
j) disponibilizar produtos e tecnologias para a higienização e desinfecção dos sapatos na entrada dos estabelecimentos;
k) evitar aglomeração nos caixas e delimitar o distanciamento necessário de 1,5 m
(um metro e meio) entre as pessoas nas filas;
l) não oferecer serviços e amenidades adicionais que retardem a saída do consumidor do estabelecimento, como oferecer café, áreas e poltronas para espera ou descanso, áreas infantis etc.;
m) dispor de comunicados e fazer com que os funcionários instruam os compradores sobre as normas de proteção que estão em vigência no estabelecimento;
n) higienizar as mercadorias, produtos e materiais que entram no estabelecimento;
o) manter as portas internas abertas em tempo integral nos estabelecimentos em que
for possível;
p) higienizar a máquina de pagamento em cartão após uso do cliente;
VI – para lojas de souvenires, bijuterias e artesanatos:
a) evitar que os clientes provem os produtos, vistam ou manuseiem, porém, caso
ocorra, deve-se imediatamente higienizar o material com hipoclorito de sódio a 2%;
b) havendo comida na loja, evitar que o cliente se sirva diretamente, deixando o
serviço a cargo dos funcionários do estabelecimento;
VII – para lojas de artigos usados: proibir que as pessoas vistam ou provem o produto;
VIII – para papelarias, materiais de escritório e variedades: proibir que o cliente
manuseie diretamente os materiais de escritório para testar produtos, como canetas,
lápis e afins, deixando isso a cargo de um funcionário da loja;
IX – para lojas de vestuário, acessórios, calçados:
a) proibição do uso de provador, para o caso de lojas de roupas;
b) proibição de que os clientes vistam ou provem as roupas e acessórios;
c) as roupas, sapatos e acessórios deverão ser constantemente limpos com higienizadores portáteis;
X – para bancas de jornais e revistas:
a) evitar a disponibilização de mesas e cadeiras para clientes;
b) lotação máxima de uma pessoa a cada 5 m2 (cinco metro quadrados);
c) evitar que os clientes manuseiem os produtos.
Art. 6º Além do protocolo geral, os estabelecimentos e serviços autorizados a funcionar na Fração 2 da Fase 1 deverão cumprir os seguintes protocolos específicos,
sob pena de interdição, aplicação de multa e demais cominações legais:
I – para lojas entre 300 (trezentos) e 600 m2 (seiscentos metros quadrados), lojas de
móveis, eletrodomésticos, colchões e utensílios domésticos, lojas de departamento
e magazines que não funcionem em shoppings centers e centros comerciais), lojas
de eletrônicos e de informática, lojas de instrumentos musicais e acessórios, lojas
de equipamentos de áudio e vídeo, lojas de equipamentos de telefonia e comunicação, joalherias e relojoarias e comércio de joias, lojas de cosméticos e perfumaria:
a) a partir da segunda fração, as lojas poderão ter tamanho máximo de 600 m2 (seiscentos metros quadrados);
b) a loja deve ter porta para rua;
c) lotação máxima de uma pessoa por 5 m2 (cinco metros quadrados) como padrão
mínimo (supermercados obedecem ao protocolo da ABRAS);
d) as lojas deverão afixar na entrada o tamanho do estabelecimento (em m2) e o
número máximo de pessoas que poderão estar simultaneamente na loja;
e) entrada de clientes apenas se estiverem usando máscaras;
f) distanciamento de 2 m (dois metros) entre as pessoas;
g) disponibilização de pontos com dispensadores de álcool em gel 70%;
h) utilização de canais on-line para continuar atendendo clientes que ainda tenham
movimentação restringida;
i) se possível, isolar áreas dos estabelecimentos para facilitar o controle da operação;
j) disponibilizar produtos e tecnologias para a higienização e desinfecção dos sapatos na entrada dos estabelecimentos;
k) evitar aglomeração nos caixas e delimitar o distanciamento necessário de 1,5 m
(um metro e meio) entre as pessoas nas filas;
l) não oferecer serviços e amenidades adicionais que retardem a saída do consumidor do estabelecimento, como oferecer café, áreas e poltronas para espera ou descanso, áreas infantis etc.;
m) dispor de comunicados e fazer com que os funcionários instruam os compradores sobre as normas de proteção que estão em vigência no estabelecimento;
n) higienizar as mercadorias, produtos e materiais que entram no estabelecimento;
o) manter as portas internas abertas em tempo integral nos estabelecimentos em que
for possível;
p) higienizar a máquina de pagamento em cartão, que deverá estar envolvida em
plástico filme, após uso do cliente;
q) se houver ponto biométrico substituir por cartão ou crachá;
r) havendo refeitório ou ponto de alimentação, optar por horários diferenciados;
s) lojas que possuam fardamento devem observar a troca no ambiente de trabalho;
II – para lojas de eletrônicos e de informática, lojas de instrumentos musicais e
acessórios, lojas de equipamentos de áudio e vídeo, lojas de equipamentos de telefonia e comunicação: evitar que os clientes manuseiem os produtos, porém, caso
ocorra, deve-se imediatamente higienizar o material com hipoclorito de sódio a 2%;
III – para joalherias, relojoarias e comércio de joias: evitar que os clientes manuseiem os produtos, porém, caso ocorra, deve-se imediatamente higienizar o material com hipoclorito de sódio a 2%.
Art. 7º Além do protocolo geral, os estabelecimentos e serviços autorizados a funcionar na Fração 3 da Fase 1 deverão cumprir os seguintes protocolos específicos,
sob pena de interdição, aplicação de multa e demais cominações legais:
I – para lojas de brinquedos, lojas de artigos esportivos, lojas de artigos de caça,
pesca e camping:
a) a loja deve ter porta para rua;
b) lotação máxima de uma pessoa por 5 m2 (cinco metros quadrados) como padrão
mínimo;
c) as lojas deverão afixar na entrada o tamanho do estabelecimento (em m2) e o
número máximo de pessoas que poderão estar simultaneamente na loja;
d) entrada de clientes apenas se estiverem usando máscaras;
e) distanciamento de 2 m (dois metros) entre as pessoas;
f) disponibilização de pontos com dispensadores de álcool em gel 70%;
g) utilização de canais on-line para continuar atendendo clientes que ainda tenham
movimentação restringida;
h) se possível, isolar áreas dos estabelecimentos para facilitar o controle da operação;
i) disponibilizar produtos e tecnologias para a higienização e desinfecção dos sapatos na entrada dos estabelecimentos;
j) evitar aglomeração nos caixas e delimitar o distanciamento necessário de 1,5 m
(um metro e meio) entre as pessoas nas filas;
k) não oferecer serviços e amenidades adicionais que retardem a saída do consumidor do estabelecimento, como oferecer café, áreas e poltronas para espera ou descanso, áreas infantis etc.;
l) dispor de comunicados e fazer com que os funcionários instruam os compradores
sobre as normas de proteção que estão em vigência no estabelecimento;
m) higienizar as mercadorias, produtos e materiais que entram no estabelecimento;
n) manter as portas internas abertas em tempo integral nos estabelecimentos em que
for possível;
o) higienizar a máquina de pagamento em cartão, que deverá estar envolvida em
plástico filme, após uso do cliente;
p) se houver ponto biométrico substituir por cartão ou crachá;
q) havendo refeitório ou ponto de alimentação, optar por horários diferenciados;
r) lojas que possuam fardamento devem observar a troca no ambiente de trabalho;
II – para os serviços de alimentação (restaurantes, lanchonetes e food parks):
a) estabelecimentos com até 300 m2 (trezentos metros quadrados);
b) máximo de 4 (quatro) pessoas por mesa;
c) distância mínima de 2 m (dois metros) entre as mesas e de 1 m (um metro) entre
pessoas, retirando-se ou identificando-se as mesas e cadeiras que não poderão ser
utilizadas;
d) proibição de venda e consumo de bebida alcoólica no estabelecimento;e) aferição de temperatura de clientes e fornecedores, antes de qualquer contato com
os colaboradores;
f) uso de máscaras obrigatório para fornecedores e colaboradores;
g) clientes devem ingressar fazendo uso de máscaras e retirá-las somente para as
refeições;
h) reforçar a higienização de mesas e cadeiras, repetindo o procedimento para cada
mesa encerrada e antes de receber novos clientes;
i) áreas de lavabo, pias e banheiros devem ter suas higienizações reforçadas e intensificadas, disponibilizar álcool em gel 70% nesses pontos e afixar instruções de
lavagens de mãos e uso de álcool para conscientização dos clientes;
j) organizar turnos específicos para limpeza, sem contato com as demais atividades
do estabelecimento, realizando limpezas antes do início dos turnos, nos intervalos e
no fechamento;
k) manter portas e janelas abertas em tempo integral, nos estabelecimentos em que
isso seja possível;
l) higienizar a máquina de pagamento em cartão, que deverá estar envolvida em
plástico filme, após uso do cliente;
m) proibir cumprimentos com contato físico entre os profissionais com clientes,
como cumprimentos com aperto de mão, abraços etc.;
n) utilização do Diálogo Diário de Segurança (DDS) para promover reuniões diárias
e reforçar as medidas para os colaboradores, designação diária de um colaborador
para repassar informações aos colegas;
o) disponibilizar temperos em sachês individuais;
p) adaptar o cardápio para a nova situação de controle sanitário;
q) higienizar as mesas e cadeiras dos clientes após cada refeição;
r) higienizar os banheiros a cada hora;
s) fica vedado o uso de venda em balcão;
t) música só deve ser utilizada, mediante a não interação do público, estando vedados shows ou música ao vivo promovida por mais de uma pessoa;
u) pratos, talheres e galheteiros não devem ficar expostos na mesa, devendo
somente ser levados ao cliente junto com a refeição;
v) priorização de alternativas digitais para leitura do cardápio e, caso não seja possível, plastificar ou tornar a higienização do menu a mais prática e simples possível;
w) orientar o cliente a pagar em cartões e, de preferência, por métodos de aproximação, e, quando usar dinheiro, higienizar as mãos depois de receber e, caso haja
troco, entregá-lo em saquinho para o cliente;
x) promover o distanciamento de 1,5 m (um metro e meio) entre pessoas nas filas
na entrada ou para o pagamento, mediante a marcação no chão com essa distância,
por exemplo;
y) promover o distanciamento entre as pessoas também na cozinha e, se possível,
utilizar turnos de revezamento de trabalhadores;
III – para os serviços de alimentação em sistema de self-service:
a) as comandas individuais em cartão devem ser higienizadas a cada uso;
b) disponibilizar álcool em gel a 70% na entrada do bufê;
c) disponibilizar luvas de plástico descartáveis na entrada do bufê, para que os
clientes possam se servir e/ou designar colaboradores para servir os clientes,
equipados com luvas e máscara;
d) os alimentos no bufê devem ser cobertos com protetores salivares com fechamento frontal e lateral;
e) promover o distanciamento de 1,5 m (um metro e meio) entre pessoas na fila do
bufê ou para o pagamento, mediante a marcação no chão com essa distância, por
exemplo;
f) oferecer talheres higienizados em embalagens individuais (ou talheres
descartáveis), além de manter os demais pratos, copos e utensílios protegidos.
Art. 8º O descumprimento das determinações desta Portaria constitui infração de
natureza sanitária sujeitando o infrator às penalidades previstas na Lei
Complementar Estadual nº 31, de 24 de novembro de 1982 (Código Estadual de
Saúde), regulamentada pelo Decreto Estadual nº 8.739, de 13 de outubro de 1983,
no Decreto Estadual nº 29.583, de 1º de abril de 2020, e nas demais normas estaduais de combate ao novo coronavírus, sem prejuízo das responsabilidades penal e
civil cabíveis.
Art. 9º Esta Portaria entra em vigor no ato da sua publicação.
Natal/RN, 18 de junho de 2020.
RAIMUNDO ALVES JÚNIOR
Secretário-Chefe do Gabinete Civil
CIPRIANO MAIA DE VASCONCELOS
Secretário de Estado da Saúde Pública
SILVIO TORQUATO FERNANDES
Secretário-Adjunto do Desenvolvimento Econômico”

 

Cristiano Medeiros

Foto destaque: Photo by Pedro Menezes on Unsplash

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