Governo Fátima deixa de entregar 2 mil doses de vacina a municípios

Sesap alega ter feito uma “reserva operacional”.

Por redação

Os municípios do Rio Grande do Norte deixaram de receber aproximadamente 2 mil doses a menos do que deveriam no primeiro lote de vacinas contra a Covid-19.
Pela nota técnica divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP), das 82.440 mil doses recebidas pelo Estado por meio do Ministério da Saúde no 1º lote, cerca de 4 mil poderiam deixar de ser utilizadas pelo que chamou, em um primeiro momento, de “perda operacional”.
No caso de um processo de imunização a perda na operação tem a ver com a possibilidade no risco de ocorrências que podem culminar em falhas ou inadequação da vacina.
Procurada pela redação do Portal 98FM, a SESAP informou que na verdade não houve a distribuição total das doses, e que o que a Secretaria decidiu fazer foi uma “reserva operacional” das doses; ou seja, das 41.220 doses que deveriam ter sido encaminhadas aos municípios potiguares para a primeira aplicação, apenas 39.251 foram realmente enviadas.
Em nota, a SESAP explicou que esse valor reservado, que chega a 5% do total de doses, é estabelecido em normas técnicas do Governo Federal, pelo Programa Nacional de Imunização.
Ainda de acordo com a Secretaria, caso a perda prevista não venha a acontecer as doses reservadas serão encaminhadas posteriormente aos municípios, permitindo uma ampliação na vacinação das pessoas que integram os grupos prioritários nesta primeira etapa.

Confira na íntegra a nota:

NOTA
Natal (RN), 19 de janeiro de 2021

A Secretaria de Estado da Saúde Pública esclarece que esse valor de perda operacional é estabelecido em norma técnica tanto federal, conforme pode ser consultado no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, como estadual, e que no próprio transporte realizado pelo Ministério da Saúde pode ocorrer.
A Sesap destaca que mesmo sendo considerada, essa perda pode não acontecer, o que permitirá ampliar a distribuição das doses e mais pessoas que estão previstas como prioridade nessa primeira etapa da fase 1 podem ser vacinadas.
É importante também esclarecer que uma perda operacional pode se dar pela quebra de algum frasco do imunobiológico em caso de transporte inadequado, por acidente em alguma sala de vacina resultando em quebra de frasco, ou em decorrência de oscilação da temperatura de armazenamento, inviabilizando o uso das doses.
Este percentual em estoque, indicado pelo Programa Nacional de Imunização, torna-se imprescindível para que se possa repor as doses que por ventura possam ser “perdidas”, visando garantir a vacinação do público estimado nesta etapa. Cabe lembrar ainda que o sistema RN+ Vacina prevê o monitoramento e auditoria da perda técnica de imunobiológicos para a Covid-19.


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