Médico alerta sobre perda de eficácia da Coronavac após atraso na 2ª dose

A segunda dose, ou D2, da CoronaVac deve ser aplicada entre 21 e 28 dias após a primeira. No entanto, diversos municípios do Brasil precisaram suspender a aplicação da D2

Diversos municípios do Brasil precisaram suspender a aplicação da D2. Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte tem 65.668 pessoas com a segunda dose da vacina Coronavac contra Covid-19 atrasada, e mais 59.397 pessoas com a segunda aplicação do imunizante a vencer nos próximos 7 dias. No quadro “Saúde Em Dia” no Repórter 98 desta segunda-feira (3), o médico Albert Dickson falou sobre os riscos desse atraso para a imunização da população.

“A ideia principal da Coronavac é  21 dias após a primeira dose, até 28 dias até seria melhor porque aumenta 64% de resolutividade, mas o nosso entendimento, obviamente, mas se você passar um pouco mais de cerca de 5 a 10 dias não vai ter esse impedimento todo”, disse o médico.

No entanto, Dickson explicou que ultrapassar os 30 ou 40 dias para tomar a segunda dose pode comprometer a eficácia da vacina. A segunda dose, ou D2, da CoronaVac deve ser aplicada entre 21 e 28 dias após a primeira. Diversos municípios do Brasil precisaram suspender a aplicação da D2, entre eles oito capitais: Aracaju, Campo Grande, Florianópolis, Macapá, Maceió, Natal, Porto Alegre e Porto Velho.

Natal precisou suspender a vacinação com a Coronavac três vezes. Nesta segunda-feira (3) a Secretaria Municipal de Saúde começou a aplicar a segunda dose dos idosos com 76 anos que completaram 28 dias ou mais da primeira dose.

 


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