Médico defende fechamento de fronteiras do país para evitar entrada da variante indiana

A nova variante apresenta três mutações que preocupam os cientistas. Especialistas acreditam que a cepa indiana pode chegar em breve ao país

Covid-19: Fiocruz amplia capacidade nacional de testagem. Foto: Fiocruz

Por redação

A variante indiana do vírus da Covid-19, que foi detectada em pelo menos 17 países, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda não chegou ao Brasil. A nova variante apresenta três mutações que preocupam os cientistas. Especialistas acreditam que a cepa indiana pode chegar em breve ao país. No quadro “Saúde Em Dia” do programa 12 Em Ponto 98 desta segunda-feira (3), o médico Albert Dickson disse que a solução para evitar que essa nova cepa se espalhe no país e gere uma nova onda de mortes é fechar as fronteiras e impedir a entrada de viajantes vindos da Índia no Brasil.

“O governo vai ter que restringir as pessoas da Índia a virem para o Brasil, como restringiram as do Brasil de entrarem em outros países na época da cepa daqui. Nós estamos diminuindo o número, a transmissibilidade está diminuindo com a cepa do Brasil”, disse o médico.

Albert destacou que é preciso observar os sintomas, e redobrar os cuidados. O médico disse ainda que a variante já foi detectada em Israel e em pessoas que já haviam tomado a vacina da Pfizer. A nova variante apresenta três mutações que preocupam os cientistas.

A primeira é a L452R. Ela torna o vírus mais facilmente transmissível, aumenta sua capacidade de replicação e lhe permite burlar alguns anticorpos. Outra mutação, a E484Q, foi detectada na mesma região onde se dá a adesão do vírus à célula humana. A terceira mutação é a P68IR, que pode facilitar a capacidade do Sars-CoV-2 de invadir tecidos.


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