Ministério da Ciência e Tecnologia libera o uso comercial da Sputnik V no Brasil

Apesar da decisão da CTNBio, a importação só poderá ocorrer caso a Anvisa autorize a operação

Apesar da decisão da CTNBio, a importação só poderá ocorrer caso a Anvisa autorize a operação. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) aprovou a liberação comercial da vacina russa Sputnik V. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (26), pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ligada à pasta. O anúncio foi feito momentos antes da diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começar a decidir se autoriza ou não a importação do imunizante de origem russa.

Apesar da decisão da CTNBio, a importação só poderá ocorrer caso a Anvisa autorize a operação. Após apresentação de informações por parte da União Química, que é o laboratório autorizado para fazer a produção da vacina no Brasil, a comissão apreciou os documentos complementares da empresa União Química e deliberou pela aprovação.

Na semana passada, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) deu início à análise de biossegurança dos dados apresentados pela farmacêutica em reunião extraordinária e solicitou a requerente a apresentação de dados complementares sobre o método de obtenção das linhagens dos adenovírus, e os respectivos mapas dos plasmídeos, que compõem a vacina Sputnik V.

Em linhas gerais, para que qualquer organismo geneticamente modificado seja introduzido no mercado é necessário que seja liberado para uso comercial pela CTNBio como alguns tipos de vacinas, a exemplo da Sputnik V.

Segundo o ministro astronauta Marcos Pontes, “a CTNBio e o MCTI estão fazendo todos os esforços para que o trabalho dos pesquisadores e empresas no enfrentamento a presente pandemia tenha continuidade e a celeridade requerida neste momento e isto passa, também, por analisar qualquer iniciativa com a respeito de possíveis vacinas, como o que foi feito neste caso da Sputnik V que tinha prazo até o dia 28 de abril e foi analisada e aprovada antes, com conselheiros, técnicos e servidores trabalhando até nos finais de semana.”

De acordo com o Rubens José do Nascimento, coordenador da Secretaria-Executiva da CTNBio, a avaliação de biossegurança para uso comercial é um passo importante para a vacinação na população brasileira, pois é o início para que a ANVISA possa analisar o pedido de importação deste imunizante, tendo em nossa deliberação a segurança jurídica e biológica que este produto atenderá requisitos importantes para uso.

 

 


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