Ministro da Educação nega plágio e diz que, se houver omissões, são ‘falhas técnicas’

O novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, disse ontem, em nota publicada pelo MEC, que não cometeu plágios em sua dissertação de mestrado na FGV

O novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, disse ontem, em nota publicada pelo MEC, que não cometeu plágios em sua dissertação de mestrado na FGV (Fundação Getúlio Vargas), e afirmou que, se houver omissões, trata-se de “falhas técnicas”. “O ministro refuta as alegações de dolo, informa que o trabalho foi aprovado pela instituição de ensino e que procurou creditar todos os pesquisadores e autores que serviram de referência e cujo conhecimento contribuiu sobremaneira para enriquecer seu trabalho. O ministro destaca que, caso tenha cometido quaisquer omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas”, disse o MEC.

Decotelli informou que revisará o trabalho “por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados”. O ministro informou ainda que tem “muito orgulho” do curso realizado, “principalmente por ter sido custeado com seus próprios recursos financeiros e pelo fato de ter sido aceito em tão respeitada instituição de ensino no exterior unicamente em função de sua qualificação acadêmica, construída ao longo da vida com muito esforço e dedicação.” A FGV anunciou hoje que irá apurar a denúncia de plágio e que está localizando o orientador do trabalho para buscar informações.

Pelo menos quatro trechos de outras dissertações de mestrado e textos acadêmicos foram copiados por Decotelli na introdução de sua própria dissertação, apresentada em 2008 para a FGV no Rio de Janeiro. O trabalho trouxe o título “Banrisul: do Proes ao IPO com governança corporativa”. O Ministério da Educação se explicou, também, sobre suspeitas de que Decotelli não teria concluído o doutorado em Administração na Universidade de Rosário, na Argentina, entre 2007 e 2009. Segundo a pasta, ele não teve a defesa de sua tese de conclusão de curso autorizada.

“Seria necessário, então, alterar a tese e submetê-la novamente à banca. Contudo, fruto de compromissos no Brasil e, principalmente, do esgotamento dos recursos financeiros pessoais, o ministro viu-se compelido a tomar a difícil decisão de regressar ao país sem o título de Doutor em Administração”, disse o MEC, em nota.

Fonte: UOL

 


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