Nova chefe do MPRN diz que “cooperação” com Fátima não tem relação com disputa por vaga no TJ; VEJA VÍDEO

Com aposentadoria da desembargadora Judite Nunes, caberá à governadora nomear o próximo desembargador, a partir de lista formada por promotores

Governadora Fátima Bezerra e nova procuradora-geral de Justiça do RN, Elaine Cardoso – Foto: Raiane Miranda / Governo do RN

A nova procuradora-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Elaine Cardoso, que assumirá a chefia do Ministério Público Estadual em 18 de junho, negou nesta terça-feira (11), em entrevista à 98 FM NATAL, que a postura mais “conciliatória” e de “cooperação” do órgão com a governadora Fátima Bezerra (PT) tenha relação com a disputa por uma vaga no Tribunal de Justiça.

Com a aposentadoria compulsória da desembargadora Judite Nunes, prevista para este ano, caberá a Fátima Bezerra nomear o próximo integrante do Tribunal de Justiça. A governadora do RN terá de fazer a escolha a partir de seis nomes indicados pelo Ministério Público. Nos bastidores, comenta-se que o mais cotado para ser nomeado é o atual procurador-geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite, que apoiou Elaine Cardoso como sua sucessora.

Segundo Elaine Cardoso, Eudo Rodrigues Leite já tinha uma postura conciliatória mesmo antes de ser procurador-geral de Justiça – o que, na opinião dela, afasta a conclusão de que ele teria adotado conduta mais “amigável” com a governadora de olho na vaga de desembargador.

“Não faria diretamente essa vinculação, até porque Dr. Eudo já tem, desde antes da Procuradoria-Geral de Justiça, uma postura extremamente conciliatória. É uma pessoa que tem interesse em viabilizar melhorias e articulações. E nessa situação da pandemia, a realidade é que nós tivemos um cenário bastante crítico, situações desafiadoras, difíceis. Uma atuação de mais cooperação, de tentativa de soluções, trouxe um cenário de necessidade de articulação interinstitucional”, enfatizou a nova procuradora-geral, em entrevista ao programa “Repórter 98”.

Para a nova gestão, Elaine Cardoso promete manter a postura conciliatória empregada na administração atual, mas afirma que o MP também terá ações contundentes quando necessário. “Essa foi uma tônica da atual gestão, o que não inviabilizou atuações efetivas e firmes em determinados momentos. O que se buscou foi trabalhar de forma sem muitos alardes em relação a determinadas atuações”, destacou, enaltecendo que o Ministério Público tem uma média de uma operação por mês.

“O que se irá manter em termos de identificação é uma postura aberta, de diálogo, de conciliação sim, mas também uma atuação firme e bastante de enfrentar as situações, os desafios que se colocarem”, finalizou.

Confira na íntegra o “Repórter 98” desta terça-feira (12):

 


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