O antiamericanismo de Joe Biden

(Foto: Fotos Públicas)

Por Renato Cunha Lima

O discurso de Joe Biden, com a apresentação de seu plano de aumento gastos e impostos, recebeu crítica do senador republicano Tim Scott, que rebateu, com razão, alegando que dividiria os norte-americanos, reduziria os salários e encolheria a economia do país.

“Nosso melhor futuro não virá de esquemas de Washington ou sonhos socialistas.” Tim Scott, único senador republicano negro.

Com maioria apertada na câmara e sobretudo no senado, os democratas terão dificuldades em avançar com o plano de Biden, que inclui aumento dos gastos públicos no setor social e o aumento de impostos para os mais ricos.

Um plano que já nasce com previsão de fracasso, pois se aprovado resultaria em uma fuga nunca vista de capitais e uma redução absurda no ímpeto de investimentos privados no país.

Não vai faltar nações divulgando um “adota-se um bilionário americano.”

Quem não quer um ricaço investindo, gerando empregos em seu país? Um dos sinais da globalização é a guerra fiscal dentro e fora dos países.

O Vale do Silício, por exemplo, com certeza poderá ser brutalmente afetado com o plano esquerdista de Biden. O Elon Musk, da Tesla, informou no final do ano passado a saída da Califórnia, governada pelos democratas, para o Texas, governado pelos republicanos, em busca de melhores condições tributárias.

Um outro exemplo de fuga fiscal vem do brasileiro Eduardo Luiz Saverin, co-fundador do Facebook, que largou sua cidadania americana supostamente para pagar menos impostos.

Não resta dúvida que essa proposta de sobretaxar dividendos pune o sucesso e cheira mal, até para os bilionários que doaram recursos para a campanha democrata. Advogados e tributaristas estão se movimentando para a fuga em massa de capitais, o clima com certeza é o pior possível.

Joe Biden conta com o apoio da mídia, até no Brasil. Agrada como ninguém o maldito politicamente correto, mas não existe café da manhã de graça, há um déficit trilhardário por conta da pandemia para enfrentar.

Tudo isso só me faz lembrar do histórico discurso, ”Nós, o povo” do saudoso ex-presidente Ronald Reagan, que minha geração admira e o reputa como melhor presidente americano de todos os tempos.

“Somos Nós, o povo que dizemos ao governo o que fazer e não o contrário.
Nós, o Povo,  somos o motorista, o governo é o carro e somos nós que decidimos para onde ele deve ir, por qual rota e em que velocidade.”

Noutro trecho importante, Reagan disse:

“Há uma relação de causa e efeito aqui, tão clara e previsível quanto as leis da física: à medida que o governo aumenta a liberdade diminui.”

O “antiamericanismo” de Joe Biden quer isso, transformar os EUA num estado tutor, socialista, sufocando a liberdade e para tanto, até reformar a suprema corte ele almeja.

Façam um paralelo com o Brasil e imaginem a reação da mídia se Bolsonaro apresentasse no Congresso um projeto para aumentar vagas no STF e assim formar maioria?

Não existe fantasia, não é Disney, nem Hollywood, Joe Biden recebeu os EUA no meio da pandemia, mas com tudo encaminhado para a vacinação em massa, só fez o óbvio, seu desafio vai ser recolocar o país nos trilhos, como já vinha com Trump antes do coronavírus, com crescimento econômico e pleno emprego.

Contudo, com o andar canhoto de Biden, a impávida e colossal China vai só agradecer e pacientemente seguirá dominando tudo, já transformou o Irã em seu posto de gasolina e em breve poderá transformar o Brasil em sua fazenda e os EUA em seu banco. Triste!!


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