O estabilishment brasileiro pode ser mais mortal que o Covid-19.

Um futuro sombrio e devastador espera pelo Brasil, mas políticos preferem trocar farpas e fragilizar a confiança da população.

Enquanto líderes do mundo se dedicam a encontrar a melhor maneira de conter a pandemia do Covid-19, políticos brasileiros, incluindo o próprio presidente, se ocupam em disputar acertos e erros, como se estivessem em uma campanha de líder de classe.

Mesmo dando o peso merecido às declarações e atitudes irresponsáveis do presidente, as consequências de atitudes e comentários do centrão, da militância esquerdista e da extrema imprensa são muito mais perigosas. Misturar disputa política com as crises mundiais de saúde pública e econômica, como as que vivemos no momento, só tende a potencializar as consequências mortais que nos esperam durante o surto do Coronavírus no país.

Parece uma tentativa nobre, mas a verdade é que toda oposição ao governo quer, a todo custo, afastar o que Bolsonaro representa para o estamento brasileiro e seu fisiologismo. Mesmo que custe a vida de milhares de brasileiros.

Está na hora de Bolsonaro parar de entrar no jogo sujo do centrão, deixar de lado a preocupação de “mitar”, pelo menos durante a séria crise que estamos passando, ignorar as provocações dos oportunistas de sempre e focar em minimizar ao máximo as consequências da real guerra que estamos vivendo. Seus 57 milhões de eleitores votaram em um capitão, está na hora de se portar como um. A guerra cultural tem que ser colocada em segundo plano agora.

Ao centrão, esquerda e extrema imprensa, cabe assumir a responsabilidade de agir como bons cidadãos, deixar a campanha pelo impeachment do presidente de lado e agregar soluções, ao invés de ocupar-se em atacar o chefe da nação como se o Coronavírus fosse um aliado político.

Cristiano Medeiros

 

( Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


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