Oposição só abriu CPI da Covid-19 porque Fátima não quis sentar para “negociar”, afirma deputada

Deputada estadual Eudiane Macedo (Republicanos) – Foto: João Gilberto / ALRN

A deputada estadual Eudiane Macedo (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (20), em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que a bancada de oposição só insistiu na abertura da CPI da Covid-19 porque a governadora Fátima Bezerra (PT) não aceitou “negociar”. De acordo com a parlamentar, se a chefe do Executivo tivesse “sentado” com “dois, três deputados da oposição”, a CPI não teria sido instalada na Casa.

“Essa CPI só foi aprovada porque a governadora Fátima não aceitou negociar, não aceitou se sentar com nenhum deputado da oposição. Tenho certeza que, se ela tivesse acatado ou aceito sentar com dois, três deputados, essa CPI não teria sido aprovada. Isso mostra que a governadora está muito tranquila diante de todos os acontecimentos”, enfatizou a deputada, que compõe a bancada governista e tirou o nome da lista de presença nas duas últimas sessões para não votar a abertura da comissão parlamentar de inquérito.

Eudiane Macedo também relacionou a abertura da CPI à pressão exercida por “forças externas” à Assembleia. Sem citar nomes, ela disse que opositores da governadora articularam a instalação da comissão parlamentar de inquérito para prejudicar o atual governo.

“Sabemos também que as forças externas fora da Assembleia Legislativa vêm arquitetando essa CPI, porque também é de interesse de forças externas lá fora. Há mais de 20 anos a Assembleia não aprovava nenhuma CPI. A última CPI que teve, salvo engano, foi a CPI do Leite, na época do governo Garibaldi”, destacou a deputada.

A parlamentar, que participava da sessão de forma virtual, sugeriu, ainda, que a Assembleia deveria ter aberto uma CPI para apurar os atrasos salariais do governo Robinson Faria. Ela lembrou que a gestão passada terminou com quatro folhas pendentes, que estão sendo quitadas pela gestão de Fátima Bezerra.

“Os governos que passaram, por que não teve nenhuma CPI? Quatro meses de salários atrasados que o governo Fátima pegou e nem sequer durante os quatro anos foi feito uma insinuação em relação a uma CPI”, pontuou Eudiane Macedo.

Deputado cobra explicações

Logo após o pronunciamento de Eudiane Macedo, o deputado Getúlio Rêgo (DEM), que é da oposição, pediu para a colega indicar quais parlamentares teriam condicionado o voto a alguma negociação com o governo Fátima.

“Peço para ela nominar os parlamentares que se ofereceram ao governo para fazer uma transação em relação à instalação da CPI. É muito grave o que a deputada disse. Agride a oposição coletivamente. Eu pediria que ela nominasse os parlamentares que foram à Governadoria ou se comunicaram com a Governadoria se oferecendo para transacionar o voto no sentido de matar a CPI da Covid”, disse. A deputada não rebateu.


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