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Palácio do Planalto e base do governo pressionam para evitar fusão entre DEM e PSL, afirma Agripino
Ex-senador José Agripino Maia (DEM) – Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

O ex-senador José Agripino Maia, uma das principais lideranças do DEM no País, afirmou nesta segunda-feira (20) que o Palácio do Planalto e partidos que compõem a base do governo Jair Bolsonaro pressionam nos bastidores para evitar a fusão entre DEM e PSL, que vem sendo negociada há cerca de dois meses.

Apesar disso, segundo Agripino, as conversas estão bem adiantadas e dirigentes das duas siglas mantêm a intenção de unir as legendas – formando aquele que deverá ser o maior partido do Brasil. Juntos, os partidos teriam 81 deputados, somando as bancadas atuais, e um fundo partidário de R$ 478 milhões.

De acordo com Agripino, a executiva nacional do DEM vai se reunir na noite desta terça-feira (21) em Brasília para fechar entendimento sobre o assunto. A expectativa é que a fusão com o PSL seja aprovada. Dirigentes do PSL também já sinalizaram apoio à união.

“Pelo que conversamos até agora, a ideia, de nossa parte, está OK. E da parte do PSL (também). Ainda ontem eu conversava com ACM Neto, presidente do partido, e ele havia acabado de conversar com um dirigente do PSL. Dizia claramente: pressões pela não fusão eram um fato. Pressões que a gente sabe de onde vieram. Vinham do Palácio do Planalto, de partidos que apoiam o Planalto. Mas eles (PSL) mantinham a disposição firme da proposta que haviam nos feito e das conversas conosco que haviam tido”, enfatizou Agripino, em entrevista à Rádio Rural de Natal, sem especificar que tipo de pressão recebeu.

O ex-senador ressaltou que, se a disposição dos dois partidos se mantém, “caminha-se para as tratativas do campo jurídico, os termos do estatuto, da governança do novo partido”.

Objetivo da fusão

Segundo José Agripino, o objetivo da fusão entre DEM e PSL é ser “um grande instrumento de agregação do centro democrático”. De acordo com o ex-senador, o novo partido gerado a partir da união entre as duas legendas vai oferecer aos pré-candidatos de centro à Presidência condições de ganhar a eleição.

“Qual é a ideia desse partido? É ter um partido novo? Não. Eu jamais entraria se fosse para ter um partido novo – mesmo que fosse o maior partido do Brasil, com maior tempo de rádio e TV e maior fundo partidário. Isso é um detalhe. O fundamental é que será criado o grande instrumento de agregação do centro democrático”, afirmou Agripino.

Segundo o ex-senador, o novo partido oriundo da fusão entre DEM e PSL pode atrair para um único projeto pré-candidaturas de centro que hoje estão dispersas – como Luiz Henrique Mandetta (DEM), Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB).

“Qual elemento pode agregar o centro? Um elemento que tenha alguma coisa a oferecer aos candidatos. O brasileiro não quer extrema esquerda nem extrema direita. É claro que Lula e Bolsonaro têm seus adeptos. Agora um e outro são majoritários? Não são não. Na hora que mostrar um candidato de centro que tenha credibilidade e perspectiva de vitória, o brasileiro comum vai querer um candidato que não pratique um extremismo”, finalizou.


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