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Pedidos de internação em leitos Covid têm queda de 87% de maio a setembro, aponta LAIS

 

Um relatório divulgado nesta sexta-feira (3) pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN aponta que a vacinação tem sido o principal fator responsável pela redução sustentada dos casos moderados e graves da Covid-19 no Rio Grande do Norte.

Esse efeito pode ser observado pela redução dos pedidos por internações, seja em leitos clínicos ou de UTI, após o início da vacinação.

Entre 31 de maio de 2021 até a 0h desta quinta-feira (2), houve uma queda de 87% na média móvel dos pedidos por internações em todo o RN. De acordo com o relatório, o dado mostra que a pandemia da Covid está sob controle no estado. Até esta quinta, RN registrou um total de 23.516 internações.

As pessoas que tomaram a primeira e a segunda dose da vacina contra Covid e estão internadas representam 0,05% e 0,08%, respectivamente, do número total de vacinados. “Uma taxa muito baixa, o que demonstra a efetividade da imunização sobre o número de internações. Aparentemente, o valor percentual dos pacientes que tomaram a D2 é levemente maior. Todavia, neste momento, isso nos parece natural, uma vez que em relação ao total de vacinados com D1, o total de vacinados com D2 representa cerca de 44%. Quanto mais pessoas tomarem a D2, menores serão as chances dessas serem contaminadas e evoluírem para um quadro clínico com necessidade de internação”, diz o relatório.

Em relação aos óbitos entre os pacientes vacinados internados, esse fator também pode ser considerado muito baixo entre os pacientes com a D1 (0,02%) e D2 (0,03%).

Com relação aos idosos (a partir dos 60 anos), é possível verificar também que o número de vacinados internados pode ser considerado baixo (0,21%). Esse número é ainda mais reduzido em relação ao idoso que tomou a D2 (0,16%). Quanto a óbitos, o índice de idosos vacinados é percentualmente muito baixo, especialmente para os que tomaram a D2 (0,05%).

“Cumprir o ciclo vacinal é fundamental para melhorar a proteção do indivíduo. Como o percentual de idosos com a D2 é maior, pois foi o grupo que primeiro se imunizou, os dados já estão mais normalizados, assim, percebem-se, de forma mais efetiva, os efeitos da D2”, diz o relatório.

Com informações G1 RN.

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