Protestos contra Bolsonaro são “lero-lero, blá-blá-blá e zoada”, ironiza deputado federal mais votado do RN

Deputado federal Benes Leocádio (Republicanos-RN) – Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

O deputado federal Benes Leocádio (Republicanos), que foi o mais votado para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2018 no Rio Grande do Norte, criticou nesta segunda-feira (21) os manifestantes que foram às ruas no último fim de semana para protestar contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro na pandemia de Covid-19.

Entre outras reivindicações, os protestos pediam a saída do presidente do cargo e mais rapidez na campanha de vacinação contra a Covid. Os atos também foram pela manutenção do auxílio emergencial e contra ações do presidente durante a pandemia, como o desestímulo ao uso de máscaras e promoção de aglomerações, além do retardo na compra de vacinas.

Segundo Benes Leocádio, os atos “não ajudam em nada” na solução da crise.

“Não é o momento de a gente estar fazendo essas aglomerações, discussões ou motivações. Se a gente perguntar ‘o que resultado disso?’, eu diria que nada. O presidente foi eleito em 2018 pela maioria da população brasileira, assim como a governadora Fátima Bezerra também foi. A gente tem que respeitar. Só há um momento de alguém querer corrigir o que foi feito ou continuar: no próximo processo eleitoral, em 2022. Será que alguém tem que estar provocando ou querendo achar culpado?”, afirmou o deputado, em entrevista à rádio 96 FM.

Para o parlamentar, o momento é de buscar medidas para contornar os efeitos da crise sanitária, e não de apontar culpados pela tragédia. “Temos que pensar na obrigação de todos nós, que é buscar soluções para resolver esse problema, que só tem um: vacina, vacina e vacina. Eu espero que o nosso Rio Grande do Norte pense cada vez mais nisso, porque não tem outro caminho. O resto é lero-lero, blá-blá-blá, barulho e zoada, e não se chega a um denominador comum”, enfatizou.

Durante a entrevista, Benes Leocádio minimizou erros do Governo Federal durante a pandemia e comparou a demora na compra de vacinas pela gestão Jair Bolsonaro à não instalação, pelo Governo do Rio Grande do Norte, de hospitais de campanha.

“A vacina é o caminho. Se alguém tivesse tomado no primeiro dia essa providência, teria diminuído o número de mortes? Provavelmente sim. E que bom que tivesse sido feito. Mas, no nosso estado, se tivéssemos tido a estrutura que a capital ofereceu – e eu quero parabenizar o prefeito Álvaro Dias, quando abriu hospital de campanha nos primeiros dias –, teria diminuído o número de mortes? Acredito que sim”, complementou.

“Não é hora de estar botando culpa em A, B ou C. O que se demonstrou foi um despreparo. Ninguém estava preparado, e nunca estaremos, para enfrentar uma pandemia como essa”, finalizou.


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