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Representantes do setor de turismo do RN fazem apelo ao Governo para retomar funcionamento
O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares do RN (SHRBS), Habib Chalita e o presidente Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RN), Abdon Gosson. Foto: 98 FM

O setor de comércio, serviços e turismo é responsável por 65% do PIB (produto interno bruto) do Rio Grande do Norte, segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio RN). De abril de 2020 até março de 2021, devido a pandemia de Covid-19, o setor registrou uma queda de 70% no número de passeios turísticos realizados, de acordo com dados do Sindicato das Empresas de Turismo do Estado. Em entrevista ao Repórter 98 desta terça-feira (4), o presidente Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), Abdon Gosson, falou sobre o impacto da pandemia no turismo do Estado.

“O nosso aeroporto teve uma queda de 51% no número de voos, na nossa hotelaria nós tivemos uma queda de quase 50%. Nós tivemos também, dados da Fecomércio, que deixou de circular na nossa economia de abril do ano passado até fevereiro deste ano R$ 1,5 bilhões, provenientes único e exclusivamente do turismo”, disse Gosson.

De acordo com o presidente da ABIH mais de 5 mil pessoas do ramo da hotelaria ficaram desempregadas na pandemia. Gosson disse que alguns hotéis chegaram a demitir 70% dos empregados devido ao prejuízo. Gosson defendeu que o setor de hotéis, bares e restaurantes funcionem seguindo os protocolos sanitários.

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares do Rio Grande do Norte (SHRBS), Habib Chalita, também em entrevista ao Repórter 98 desta terça, disse que alguns hotéis do Estado chegam a pagar R$ 25 mil mesmo sem funcionar, o que agrava o prejuízo do setor.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira (3) com vetos o projeto de lei 5.638/2020, que prevê uma série de medidas de auxílio para alguns dos setores mais atingidos pela pandemia de Covid-19, como o turismo e o de eventos. Trata-se do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). O Perse autoriza desconto de 70% na dívida tributária das empresas de turismo e eventos, e permite parcelamento do valor restante em até 135 meses. Mas segundo Gosson, essa medida não é suficiente para socorrer os setores do turismo.

“Não é suficiente, chegou tarde e atrasado, porém chegou. Isso é para compensar a perda violenta de todo turismo”, disse Gosson.

Veja a entrevista:

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