Ricardo Teixeira quebra o silêncio e diz que foi perseguido pela Justiça dos Estados Unidos

Ex-homem forte da CBF, Ricardo Teixeira foi banido do futebol, e diz que sofreu perseguição de Clinton

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Ricardo Teixeira diz que foi perseguido pelo ex-presidente Clinton. Foto: Reprodução CNN Brasil

O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Ricardo Teixeira, banido do futebol depois de sérias acusações de corrupção, concedeu entrevista à CNN Brasil no domingo (15) e garantiu que foi alvo de retaliação da Justiça dos Estados Unidos, por ter apoiado a candidatura do Qatar para a Copa de 2022. Isso foi em 2010.

“Eu matei a Copa do Bill Clinton. E eles sabem disso”, diz. “É vingança e todo mundo diz que o Clinton é muito vingativo.” O ex-presidente norte-americano era diretor honorário da campanha para os EUA sediarem a Copa de 2022.

Ricardo Teixeira que foi um dos homens mais influentes no futebol mundial,  também diz ter sido ameaçado pelo ex-presidente da Fifa Joseph Blatter a votar pelos Estados Unidos. Na ocasião, segundo relato do ex-presidente da CBF, o ex-chefe máximo do futebol teria dito: “Acho que você deve ficar atento, porque você tem propriedade nos EUA, sua filha está estudando lá. Você devia ter cuidado. Como é que você vai votar no Qatar? O que que tem o Qatar a ver com você?”.

“Eu considerei isso como ameaça. Não falei nada, ia falar o quê? Olhei com olhar de cascavel para ele e fui lá votar no Qatar”, diz Teixeira.

Os problemas do ex-presidente da CBF com a Justiça norte-americana vieram à tona em 2015, quando procuradores federais denunciaram 42 pessoas e empresas por participação em um esquema de suborno na Fifa que teria movimentado mais de US$ 150 milhões — escândalo conhecido como “Fifagate”.

Por causa da denúncia, no ano passado, Ricardo Teixeira foi banido do futebol pela Fifa. A entidade ainda o obrigou a pagar multa de 1 milhão de francos suíços — o equivalente a R$ 4,2 milhões na época. O ex-cartola diz que tudo não passa de perseguição e nega ter recebido dinheiro de autoridades do Qatar para votar pela candidatura do emirado.

“Da minha parte, não (foi oferecido dinheiro). Especificamente da América do Sul não pagou um tostão”, afirma. “A Bélgica ofereceu dinheiro na televisão quando esteve no Brasil. A Coreia do Sul escreveu para nós dizendo que mandaria US$ 100 mil para cada federação votar neles.”

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Teixeira atribui o pagamento de hotéis milionários e voos privados feito por autoridades do Qatar a ele a uma praxe destinada entre presidentes de federações. “Todo e qualquer presidente de federação, quando vai jogar em outro país, tem a obrigação de dar hotel cinco estrelas para o presidente e para o chefe de delegação”, diz. “Tem que dar um quarto para cada membro da comissão. É isso.”

Um relatório da Fifa de 2017, no entanto, indica que Teixeira e o ex-presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino) Julio Grondona, morto em 2014, receberam US$ 7 milhões do Qatar, contabilizados como pagamentos para realização de amistosos entre Brasil e Argentina no país.

Essas transações, ainda de acordo com a Fifa, foram intermediadas pelo ex-presidente do Barcelona e ex-executivo da Nike Sandro Rossell, também envolvido em suspeitas de corrupção no futebol brasileiro.


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