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SUS pode ter explosão de demanda em cirurgias eletivas

Entre março e junho, os quatro primeiros meses da pandemia do novo coronavírus, o Brasil fez cerca de 388 mil cirurgias eletivas (não urgentes) a menos no SUS, conforme dados do Ministério da Saúde, na comparação com a média dos cinco anos anteriores. A queda é de 61,4%. Com a flexibilização do isolamento social na maior parte do País e a retomada das operações, profissionais de saúde preveem alta expressiva da demanda.

Em março, o Ministério da Saúde orientou Estados a adiarem cirurgias eletivas , como uma forma de poupar leitos e evitar doenças pela. A recomendação foi reforçada mais tarde pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de nota apoiada por 11 entidades nacionais. Com a pandemia, os leitos próximos da ocupação máxima em muitas regiões.

Muitos dos pacientes com cirurgias adiadas agora relatam com a demora para remarcar os procedimentos enquanto seus quadros se agravam. Já no sistema de saúde suplementar, uma rede privada diz ver queda de até 20% da receita esperada para o ano.

Dentre as especialidades que mais preocupam estão cirurgias oncológicas, cardiovasculares e psiquiátricas, pela imprevisibilidade de evolução dos quadros e a demanda de acompanhamento recorrente e rigoroso.

No Rio Grande do Norte, durante todo o ano de 2019 foram realizadas mais de 40 mil cirurgias eletivas pelo SUS, segundo dados da Sesap-RN e Ministério da Saúde. Até junho deste ano foram realizadas 14.316 cirurgias, 6,561 a menos que o mesmo período do ano passado.

A Sesap afirma que, apesar da queda no número total de cirurgias, não deixou de realizar os procedimentos que eram considerados de urgência e não poderiam esperar pelo fim da pandemia.

Confira os números de cirurgias eletivas no RN:

 

Rua Carlos Chagas, 3466, Candelária, Natal/RN
(84) 4009-9898
[email protected]