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TSE e Supremo investigarão se alguém financiou atos do 7 de Setembro
Manifestação na Esplanada dos Ministérios. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Além da investigação aberta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o financiamento das manifestações de 7 de Setembro das quais participou o presidente Jair Bolsonaro também será objeto de apuração em um inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

A TV Globo apurou que os atos de 7 de Setembro foram incluídos no inquérito já aberto no STF que investiga a organização de atos violentos contra instituições da República, como o Congresso e o próprio STF. Foram alvos desse inquérito, entre outros, o cantor Sérgio Reis e o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ).

Nesta quarta-feira (15), o corregedor-geral do TSE, ministro Luís Felipe Salomão decidiu investigar se houve financiamento dos atos antidemocráticos de 7 de Setembro e, caso tenha havido, quem financiou. Salomão quer saber também se os atos configuraram propaganda eleitoral antecipada.

Participaram dos atos o presidente Jair Bolsonaro e apoiadores. Salomão incluiu essa apuração em um inquérito em tramitação no TSE que apura a disseminação de fake news. As manifestações foram marcadas pelos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo e pela defesa de pautas antidemocráticas.

Às vésperas do Dia da Independência, a Polícia Federal fez buscas e apreensões, tomou depoimentos e prendeu envolvidos no planejamento das ações.

Uma das frentes da investigação do inquérito do STF vai analisar, por exemplo, como foi feito o financiamento da viagem de caminhões e ônibus de diferentes partes do país aos atos em Brasília e em São Paulo. Há suspeita de que as manifestações podem ter sido financiadas por empresários ou políticos.

TSE
Um dos alvos do TSE é um vídeo divulgado nas redes sociais que mostra cenas do interior de um ônibus que seria de Pompeia, interior de São Paulo. Nas imagens, um homem distribui dinheiro para os ocupantes do veículo. Ele usava uma camiseta com dizeres de apoio ao voto impresso.

Para Salomão, os fatos podem configurar abuso de poder político e econômico. Ele deu 20 dias para a PF aprofundar as investigações. O caso passou a integrar o inquérito administrativo aberto pelo TSE para apurar os ataques do presidente ao sistema eleitoral.

“Considerando que o conteúdo do vídeo e também as notórias notícias veiculadas podem ter conotação de abuso de poder econômico e político, de modo a inserir-se no escopo deste Inquérito Administrativo, determino a juntada aos autos do respectivo arquivo de vídeo e seu encaminhamento à autoridade policial federal responsável pelas apurações em curso neste procedimento, com cópia desta decisão, para que seja providenciada sua transcrição e o aprofundamento das investigações junto às pessoas envolvidas, tudo no prazo de 20 dias”, escreveu.

Fonte: G1


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