Classe alta seria maior afetada com fim de isenção para compras internacionais de até US$ 50, diz Arthur Lira

Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) - Foto: Zeca Ribeiro / Câmara
Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) - Foto: Zeca Ribeiro / Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a classe alta seria a principal atingida com o fim da isenção para compras no exterior de até US$ 50.

A favor do fim da isenção, o deputado alagoano ressaltou que as empresas do varejo brasileiro querem “pé de igualdade” com as estrangeiras.

A taxação dos produtos dessas plataformas internacionais foi incluída no projeto de lei que regulamenta o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), voltado para o setor automotivo, mas enfrenta resistência do PT e de parte do governo Lula, que vê a medida como impopular.

“Tivemos acesso a uma pesquisa da FSB, de um instituto, que demonstra que quase 60% dos consumidores dessas empresas são classe A e B”, disse Lira, a jornalistas.

“Então, essa questão de dizer que são os menos favorecidos que vão perder poder de compras, tem que colocar na balança manutenção de empregos, a indústria nacional, a concorrência com as empresas nacionais, que não estão pedindo isenção, estão pedindo pé de igualdade. Tudo isso os líderes vão decidir com o relator”, emendou.

O texto é relatado pelo deputado Átila Lira (PP-PI).

Segundo o presidente da Câmara, “dificilmente” o Mover será votado sem a medida que trata das compras internacionais de até US$ 50. Na semana passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro da Indústria, defende a separação dos textos, como pedido pelo PT.

“O Mover tem um impasse. A maioria dos partidos, na reunião que nós tratamos, posicionou-se a favor do texto do relator. O governo e partidos de oposição estão querendo discutir o texto dos US$ 50. O relator ficou de procurar uma solução alternativa de phase out, mas há uma mobilização grande do setor de varejo do Brasil”, disse Lira.