Demissão de Prates não é ‘intervencionismo’ nem ‘mudança abrupta’ na Petrobras, diz ministro Alexandre Silveira

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira - Foto: Ricardo Botelho / MME
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira - Foto: Ricardo Botelho / MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça-feira (21) que a “palavra intervencionismo é completamente inadequada na Petrobras“.

O posicionamento aconteceu em entrevista à GloboNews quase uma semana após o Conselho da companhia aprovar a saída de Jean Paul Prates do comando da empresa.

Prates travou embates com os integrantes do Conselho de Administração da petroleira e com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Um deles foi o pagamento de dividendos extraordinários da Petrobras, que se tornou a gota d’água na relação entre todos.

A indicada de Lula para substituir Prates é a engenheira Magda Chambriard, que também assessorou a comissão interministerial para estudar as regras de exploração e produção das reservas de petróleo e gás na área do pré-sal.

Silveira justificou que a indicação de Magda não é “uma mudança abrupta na Petrobras, […] para que ela (Petrobras) continue sendo atrativa para os investimentos”. O ministro afirmou ainda que o foco com a estatal é continuar com o plano de investimentos.

No último mês, a companhia informou que projeta investir US$ 73 bilhões em atividades de exploração e produção, sendo que parte dos recursos será destinada para demandas relacionadas à indústria naval e offshore.

O ministro afirmou ainda que o investidor não precisa se preocupar com o novo nome e que não terão surpresas na gestão da companhia. Magda já passou por todas as etapas formais de aprovação interna da companhia.

Como as regras da Petrobras determinam que o presidente deve ser integrante do Conselho de Administração da Petrobras, a indicada deve ser aprovada pelo conselho e depois pela assembleia de acionistas.