Mutirão recolhe lixo em praia de Natal

Fonte: Tribuna do Norte

O feriado do Dia do Trabalhador começou mais limpo à beira mar na altura do bairro de Mãe Luiza, zona Leste de Natal. Um pequeno grupo de pessoas, mobilizadas pelo professor Júlio Rezende, do Programa de Pós-Graduação de Engenharia de Produção da UFRN, aproveitou a manhã para fazer a diferença: coletar plásticos, entre outros materiais, que iriam parar dentro do mar.

Rezende justifica a ação com base no item 14 das diretrizes mundiais para o Desenvolvimento Sustentável, que trata da “Vida na Água”. A atividade também esta inserida na celebração do Dia da Terra (22 de abril).

Pedaços de corda, copos descartáveis, restos de cigarro, tampa de garrafa e plásticos de todos os tipos são os lixos mais encontrados. “Nosso objetivo é enfatizar três pontos: o risco da presença do plástico na cadeia alimentar marinha, que afeta todo o sistema incluindo o homem. Outra questão importante é chamar atenção das pessoas para a conscientização ambiental; e o terceiro ponto está relacionado com a diretriz 15 do Desenvolvimento Sustentável do planeta que fala sobre a Vida na Terra”.

Esse é o segundo mutirão de limpeza puxado por Júlio Rezende. O primeiro foi em 2017 na orla de Areia Preta. “Queremos fazer com mais frequência e contemplar outros trechos da orla de Natal”, planeja o professor.

Para João Gomes de Torres Neto, 28, aluno da Pós em Engenharia de Produção da UFRN, “Fazer algo por prazer não cansa.  O meio ambiente agradece e tenho certeza de estar fazendo minha parte. Todo esse plástico recolhido iria contaminar o mar, os peixes… é uma bola de neve que atinge todos nós”, garante. 

De acordo com estudos da ONU, “se a poluição continuar nesse ritmo”, em 2050 haverá mais plástico que peixes nos oceanos. Toda a ação é promovida de forma voluntária. 

Uliana Oliveira, servidora pública do Estado que também participou do mutirão de limpeza avisa que “desse jeito, daqui a pouco, não teremos mais peixes saudáveis para comer. As pessoas precisam priorizar a própria saúde e a saúde do planeta”.
Os voluntários recolheram mais de 30 quilos em cerca de uma hora de trabalho.