Irã x EUA: Americano foi retirado do estádio à força por usar braçadeira de arco-íris

Torcedor foi retirado da arquibancada por usar braçadeira com as cores do arco-íris. Foto: Patrick T. Fallon / AFP

Mais uma cena lamentável viralizou nas redes sociais antes mesmo que a bola rolasse. O torcedor americano Brian Davis foi até o Estádio Al Thumama, em Doha, onde os EUA e Irã se enfrentam buscando uma vaga nas oitavas de final da Copa. Ele estava usando braçadeira com as cores do arco-íris quando chegou para ver a partida, e depois que já estava sentado para ver o jogo, seguranças o retiraram de seu lugar de maneira agressiva, de acordo com ele, e pediram que ele retirasse o acessório. Ao se recusar, foi retirado da arquibancada pelos seguranças.

Um jornalista dinamarquês encontrou com o torcedor momentos depois da abordagem policial. Ele conversou com o americano, que afirmou estar bem apesar da agressividade dos seguranças.

“Eles torceram um pouco meu braço, mas tirando isso está tudo bem. Foi bem agressivo. Eu passei pela segurança com essa (braçadeira) e me disseram que estava tudo bem. Depois, quando estava sentado, me abordaram e me falaram que eu precisava tirar a braçadeira, mas eu disse que não. Então vieram outros e me retiraram à força, torcendo meu braço”, afirmou o torcedor depois da abordagem dos policiais.

Depois de toda a confusão, Brian Davis conseguiu retornar para seu lugar. Ele publicou uma foto de volta a arquibancada durante o aquecimento da partida. “Hoje foi um pouco movimentado, mas estou pronto para o jogo.”

Brian Davis faz parte de um grupo chamado “American Outlaws” (AO) algo que pode ser traduzido como “Americanos fora da lei”. A torcida se manifestou nas redes sociais, afirmando que não foi o primeiro integrante a ser punido. “Mais um membro da AO foi detido por seguranças do estádio por usar uma braçadeira de arco-íris. A entrada dele já foi liberada. Isso é uma vergonha. O debate sobre os torcedores na Copa do Mundo é desonesto. É por situações como essa que a AO não está fazendo eventos próprios no Catar.”

Fonte: O Globo