Mortes por leptospirose chegam a 13 no Rio Grande do Sul

Mortes por leptospirose chegam a 13 no Rio Grande do Sul - Foto: © Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Aumentou para 13 o número de mortes provocadas por leptospirose em consequência dos temporais e cheias de rios no Rio Grande do Sul. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) da Secretaria de Estado de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou os números nesta terça-feira (4). A doença se trasnmite pela água suja contaminada pela urina de ratos.

A Cevs confirmou 242 do total de 3.658 casos notificados. Há ainda outros sete óbitos em investigação e cinco dos casos que estavam sendo investigados foram descartados.

As mortes confirmadas pela doença ocorreram nas cidades de Venâncio Aires, Três Coroas, Travesseiro, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Encantado, Canoas, Cachoeirinha, Alvorada, Viamão e Novo Hamburgo, com um óbito cada, além de duas mortes em Porto Alegre.

A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda que se transmite a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais, principalmente ratos, infectados pela bactéria leptospira. Sua penetração ocorre a partir da pele com lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou por meio de mucosas. O período de incubação pode variar de um a 30 dias e normalmente ocorre entre sete a 14 dias após ter entrado em contato com as águas de enchente ou esgoto.

Os principais sintomas são:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • fraqueza;
  • dores no corpo (em especial, na batata da perna);
  • calafrios.

A doença apresenta elevada incidência em determinadas áreas, além do risco de letalidade, que pode chegar a 40% nos casos mais graves.

Considerando o atual cenário de extensos períodos de chuvas e cheias, suspeitos oriundos de área de alagamento e com sintomas compatíveis com leptospirose devem iniciar tratamento medicamentoso imediato.

Fonte: Agência Brasil