Mundial de Surfe: Pupo elimina potiguar Italo Ferreira e avança para quartas de final em Pipeline

Miguel Pupo em Pipeline — Foto: World Surf League
Miguel Pupo em Pipeline — Foto: World Surf League

Um duelo brasileiro marcou as oitavas de final da etapa de Pipeline do Mundial de Surfe. Nesta terça-feira, Miguel Pupo conseguiu uma virada diante de Italo Ferreira e eliminou o atual campeão olímpico para ir às quartas de final no Havaí. Miguel vai ter a companhia do irmão Samuel, que passou pelo sul-africano Jordy Smith. Caio Ibelli, convidado de última hora para substituir Gabriel Medina, também avançou ao superar o australiano Callum Robson. O vice-campeão mundial Filipe Toledo e João “Chumbinho” Chianca foram eliminados.

– Italo é um ótimo competidor, campeão olímpico. Todo respeito a ele. Sabia que eu tinha de fazer minhas ondas. Ele quebrou a prancha, e eu aproveitei. Estou feliz de estar no próximo round – disse Miguel.

Depois de passar pelo peruano Miguel Tudela à tarde (manhã no Havaí), Italo voltou ao mar para o duelo brasileiro com Miguel. O campeão olímpico pegou já nos primeiros minutos da bateria dois tubos para Pipeline para sair na frente (4,83 + 3,90). Miguel, que mais cedo havia despachado o australiano Connor O’Leary, não se intimidou. Ele pegou dois belos tubos para Pipeline para arrancar a virada (7,33 + 5,07). Italo tentou recuperar a liderança nos minutos finais, mas não encaixou boas manobras.

O vice-campeão mundial Filipe Toledo também parou nas oitavas de final. Ele não conseguiu encaixar suas ondas e só somou 3,50 pontos. Não foi o suficiente para vencer o havaiano Seth Muniz, que conseguiu 8,00 pontos.

Convidado de última hora para substituir o tricampeão mundial Gabriel Medina, Caio Ibelli fez valer o convite e avançou às quartas de final. Ele somou 12,83 (6,50 + 6,33) para superar o australiano Callum Robson, que somou 5,23.

Caio vai encarar nas quartas de final outro brasileiro. Samuel Pupo igualou o irmão Miguel e também avançou. O calouro conseguiu dois bons tubos (7,83 + 7,33) para superar o sul-africano Jordy Smith, que somou 8,20 pontos.

O melhor duelo da etapa de Pipeline foi entre John John Florence e João Chumbinho Chianca. O bicampeão mundial conseguiu um 9,77 e depois um 8,00 com dois tubaços para Pipeline, somando 17,77 pontos para colocar o brasileiro em combinação. A resposta de Chumbinho foi com um tubaço de 9,87 pontos! A maior nota da competição! O brasileiro melhorou sua segunda nota, mas somou 16,74 pontos e não conseguiu a virada.

Onze vezes campeão mundial, o americano Kelly Slater praticamente ficou em uma combinação diante do havaiano Barron Mamiya, precisando de uma nota 10,00 para virar. Ele foi buscar a virada em duas ondas. Primeiro arrancou um 8,00 e faltando três segundos para o fim da bateria conseguiu um tubaço para Pipeline que lhe rendeu 9,23 pontos, a maior nota do dia. A virada colocou Kelly nas quartas de final.

  • Bateria 1: Barron Mamiya (HAV) 15,17 x 17,23 Kelly Slater (EUA)
  • Bateria 2: Kanoa Igarashi (JAP) 11,70 x 10,50 Leonardo Fioravanti (ITA)
  • Bateria 4: Carlos Munoz (CRI) 0,00 x 3,07 Lucca Mesinas (PER)
  • Bateria 6: João Chianca (BRA) 16,74 x 17,77 John John Florence (HAV)
  • Bateria 7: Caio Ibelli (BRA) 12,83 x 5,23 Callum Robson (AUS)
  • Bateria 8: Samuel Pupo (BRA) 15,16 x 8,20 Jordy Smith (AFS)

Fonte: g1