Petrobras: Jean Paul nega demora em projetos e diz ter focado no que já existe “antes de prometer o impossível”

Ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates. Foto: Agência Brasil
Ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates. Foto: Agência Brasil

O ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates rebateu críticas sobre uma suposta demora de sua gestão em impulsionar projetos da companhia, principalmente em relação à indústria naval e ao setor de fertilizantes. Ele compartilhou em uma plataforma online de publicações um balanço da sua gestão e agradeceu pelo período em que comandou a empresa.

Sob o título “Obrigado”, Prates afirma que continua apoiando o governo Lula e que enviou “votos de sucesso” para sua substituta, Magda Chambriard. O executivo está em quarentena.

Após sua saída da Petrobras, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chegou a afirmar que demissão decorreu da compreensão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que é preciso acelerar o plano de investimentos. “(O fator decisivo para a demissão) foi a compreensão do presidente de que nós precisamos acelerar o cumprimento do plano de investimentos. Nada mais”, afirmou o ministro.

Em seu balanço, Prates afirma que sua gestão fez “o que era correto e responsável fazer: começar pelo mapeamento e tratamento do que já existe, antes de prometer o impossível”. Ele ficou 15 meses no cargo.

No segmento naval, o ex-presidente da estatal diz que entregou ao governo federal o levantamento detalhado de toda a demanda naval/offshore da Petrobras, e sugestões de medidas regulatórias, legais e fiscais para estimular o setor. Ao setor privado, a companhia entregou um mapeamento dos estaleiros brasileiros às entidades representativas, Sinaval e IBP.

“Quanto aos fertilizantes, também cuidamos prioritariamente de viabilizar a preservação e (re)operação dos ativos já em portfólio: as plantas arrendadas (BA e SE), a Ansa (PR) e a UFN-3 (MS) estão hoje com seus retornos integralmente solucionados”, afirmou. “São dois setores que demandarão agora, ao invés de intriga e desinformação, esforços governamentais sérios para que arranquem da posição destravada em que deixamos quando se abreviou nossa missão”, destacou.

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Ele acrescentou que deixou viabilizado um plano quinquenal de investimento de R$ 500 bilhões, e também encaminhou a descarbonização/transição energética.

“Conseguimos implementar uma nova política de preços (’abrasileirados’) sem comprometer a lucratividade desejável da nossa estatal, e, sobretudo, abraçamos as pessoas, com novos programas de saúde mental, políticas de acolhimento e de inclusão”, disse Prates.

Ele ressaltou também que, que sob sua gestão, a empresa cresceu 113% em valor (em dólar), bateu mais de 15 recordes operacionais e apresentou o melhor resultado da sua história de 70 anos — e sem vender ativos estratégicos.

“Mantivemos o respeito à atratividade tanto no valor das ações quanto na distribuição de dividendos: investidores hoje reconhecem que pode haver vantagens em ser sócios do Estado Brasileiro, desde que haja gestores profissionais, assertivos e responsáveis no comando”, afirmou.

Fonte: Estadão