PL entra com ação na Justiça Eleitoral após Professora Nilda fazer atos de rua para discutir plano de governo

Professora Nilda aborda eleitores durante atos de pré-campanha em Parnamirim - Foto: Instagram / Reprodução
Professora Nilda aborda eleitores durante atos de pré-campanha em Parnamirim - Foto: Instagram / Reprodução

O PL entrou com uma ação na Justiça Eleitoral contra Professora Nilda, pré-candidata do Solidariedade à Prefeitura de Parnamirim.

Na representação, o partido do pré-candidato Salatiel de Souza pede que a Justiça proíba a adversária de realizar eventos futuros para discussão partidária de plano de governo em ambientes públicos, sob a alegação de que Nilda teria cometido propaganda eleitoral antecipada em atos anteriores.

Nos últimos dias, Professora Nilda tem feito eventos de rua para ouvir sugestões de moradores para a elaboração do seu plano de governo. Ela já realizou encontros nos bairros de Parque Industrial, Passagem de Areia, Jardim Planalto e Liberdade.

O PL comunicou à Justiça Eleitoral que, para esses atos, foram mobilizados veículos ‘baratinhas’ circulando livremente com mensagem de convite – gravado pela própria pré-candidata, para participação dos eventos; gravação de convocação, estrutura de palco, iluminação, painel eletrônico de alta resolução e equipe de staff; e pedido indireto de voto através do uso de “palavras mágicas” no discurso da pré-candidata.

Liminar negada

Na última segunda-feira (20), a juíza Ilná Rosado Motta, da 50ª Zona Eleitoral, negou pedido de liminar para proibir novos atos de Nilda em ambientes abertos. No entanto, reconheceu “que os fatos narrados e as provas colacionadas nos autos, ao menos em um juízo preliminar, conduzem a possível configuração de propaganda eleitoral antecipada por parte da Demandada”.

A magistrada deu um prazo de dois dias para que a pré-candidata do Solidariedade se manifeste acerca das acusações dos adversários. E pediu um parecer do Ministério Público sobre o caso. Só após isso a juíza vai dar uma sentença sobre o caso.