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Investigação

Professor passou quase 3h em bar antes de ser encontrado morto no calçadão de Ponta Negra; Polícia investiga

Familiares dizem que Árison Brito não relatou nenhuma desavença ou ameaça dias antes da morte

Professor Árison Brito foi encontrado morto no calçadão de Ponta Negra - Foto: Reprodução
Professor Árison Brito foi encontrado morto no calçadão de Ponta Negra - Foto: Reprodução

O professor Árison Rodrigo de Brito, de 38 anos, que foi encontrado morto na madrugada do último domingo (25) no calçadão da Praia de Ponta Negra, era da cidade de Santa Maria, na região Central, e estava em Natal no fim de semana porque iria prestar o concurso público da Caern.

Familiares dizem que Árison Brito não relatou nenhuma desavença ou ameaça dias antes da morte. Também não acreditam que ele tivesse envolvimento com drogas.

“Estamos chocados com todo o ocorrido e gostaríamos muito de ter respostas. Está tudo muito estranho, porque no sábado nós falamos com ele durante o dia inteiro. Ele fez postagens nas redes sociais, demonstrando estar muito feliz. Ele foi para Natal com muitos projetos. Ele tinha alguns eventos na área da educação. Ele estava se preparando para um grande ano letivo. E a gente vê isso interrompido”, enfatizou Alexandre Brito, irmão do professor, em entrevista à TV Tropical.

De acordo com a família, Árison era professor da rede estadual de ensino e da rede municipal de São Gonçalo do Amarante. Ele passava a semana em Natal e, nos finais de semana, ia para Santa Maria ficar com a mãe. Neste último fim de semana, contudo, ele ficou em Natal por causa do concurso.

Horas antes de ser encontrado morto, Árison Brito esteve em um bar. Em publicação nas redes sociais, o bar informou que o cliente ficou por quase 3 horas no local e que não foi presenciada nenhuma briga ou desentendimento. Imagens de câmeras de segurança mostram Árison deixando o local.

De acordo com o bar, Árison permaneceu no local por exatamente 2 horas e 43 minutos e pagou a conta às 18h45, segundo a comanda também divulgada pelo bar, que se compromete em colaborar com as investigações.

Segundo informações compartilhadas com os amigos, o crime ocorreu por volta da meia-noite. Apesar de encontrado no calçadão, a vítima estava cheia de areia, o que mostrou que as agressões ocorreram também na praia.

Polícia Civil e Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) estiveram no local para recolher o corpo. De acordo com a polícia, a causa da morte ainda é uma incógnita, pois precisa passar por perícia. O corpo tinha algumas lesões, mas ainda não há confirmação de espancamento. Apenas a perícia poderá indicar certeza sobre a causa da morte.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

Cobrança por esclarecimento

Em publicação nas redes sociais, a deputada federal Natália Bonavides (PT) cobrou o esclarecimento do caso. “Toda solidariedade à família e amigos do professor Árison nesse momento de tanta dor. Há relatos indicando crime de ódio motivado por LGBTfobia. Absurdo! Que as investigações sigam de forma célere e que tenhamos logo uma resposta. Árison Brito, presente!”, afirmou a petista.

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sinte-RN) lamentou a morte do professor e cobrou a elucidação do caso.

“Exigimos justiça para o professor Árison Rodrigo de Brito, companheiro de luta que foi brutalmente assassinado no último final de semana, em Ponta Negra, Zona Sul de Natal, em condições/motivações até então totalmente desconhecidas. Esperamos que a investigação ocorra de forma célere e eficaz, para identificar e punir os autores, obedecendo ao devido processo legal, para que se possa fazer justiça”, afirmou o sindicato.

Rua Carlos Chagas, 3466, Candelária, Natal/RN
(84) 4009-9898
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