RN perde mais de 2 mil postos de trabalho em março, aponta Caged

Fonte: Tribuna do Norte

O Rio Grande do Norte teve um saldo negativo de 2.033 empregos em março deste ano. É o que aponta o levantamento divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O setor da Agropecuária foi o maior vilão no estado.

De acordo com os dados apresentados, o Rio Grande do Norte teve 10.236 admissões durante o mês, contra 12.269 demissões. O maior número de demissões ocorreu no setor da agricultura e pecuária, com 1.945 demissões contra 352 admissões, o que resultou no saldo negativo de 1.593 postos de trabalho. A Construção Civil foi a segunda área com pior saldo, com 948 admissões e 1.349 demissões, resultando em 401 postos de trabalho fechados.

No acumulado de 2019, o Rio Grande do Norte tem saldo negativo de 5.468 postos de trabalho, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses tem saldo positivo de 4.819.

Brasil 

O mercado formal no Brasil apresentou saldo negativo em março. Foram fechadas 43.196 vagas de emprego, consequência de 1.261.177 admissões e 1.304.373 desligamentos. O resultado, no entanto, não altera a tendência de retomada gradual da economia, já que no acumulado do ano (janeiro a março) houve saldo positivo de 179.543 vagas. 

O resultado negativo deste mês tem relação direta ao observado em fevereiro, quando houve saldo positivo de 173.139 vagas, acima das expectativas. Os setores que normalmente admitiam nesta época do ano anteciparam as contratações para fevereiro, e aqueles que demitiam concentraram as demissões em março. O fato provocou tendências opostas entre os meses.

No acumulado do bimestre (fevereiro e março), o saldo de 129.943 empregos é superior ao verificado em 2018, quando foram geradas 117.339 vagas formais. Também houve crescimento nos últimos 12 meses, com a criação de 472.117 postos de trabalho, um aumento de 1,24% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No mês, houve perda acentuada de vagas no Comércio (-28.803), seguido da Agropecuária (-9.545), Construção Civil (-7.781), Indústria de Transformação (-3.080) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-662). Três setores tiveram resultado positivo em março: Serviços, Administração Pública e Extrativa Mineral. Nos serviços, foram criados 4.572 empregos, impulsionados pelo subsetor de Ensino, que abriu 11,7 mil vagas, e pelo de Transporte e Comunicações, que gerou 7,1 mil novos postos. A Administração Pública teve o segundo melhor resultado para o mês, com a geração de 1.575 vagas, acompanhada pela Extrativista Mineral, que abriu 528 vagas.

Desempenho regional – O emprego foi positivo em oito estados: Minas Gerais (5.163 postos); Goiás (2.712); Bahia (2.569); Rio Grande do Sul (2.439); Mato Grosso do Sul (526); Amazonas (157); Roraima (76) e Amapá (48). Os maiores saldos negativos foram registrados em Alagoas (-9.636 postos); São Paulo (-8.007), Rio de Janeiro (-6.986); Pernambuco (-6.286) e Ceará (-4.638).

Entre as regiões, a maior queda ocorreu no Nordeste, com o fechamento de 23.728 vagas de emprego formal. No Sudeste, foram encerrados 10.673 postos; no Norte, 5.341; no Sul, 1.748; e no Centro-Oeste, 1.706.

Modernização Trabalhista 

Pela modalidade de trabalho intermitente foram gerados 6.041 empregos, envolvendo 2.216 estabelecimentos e 1.720 empresas contratantes. Esse resultado representa um aumento de 2.842 mil empregos (88%) na comparação com março de 2018, quando o saldo foi de 3.199 mil empregos intermitentes. Foram registradas ainda 7.085 admissões em regime de tempo parcial e 4.956 desligamentos, gerando um saldo positivo de 2.129 postos de trabalho. Ocorreram 18.777 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado.

O Rio Grande do Norte teve um saldo negativo de 2.033 empregos em março deste ano. É o que aponta o levantamento divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O setor da Agropecuária foi o maior vilão no estado.

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